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segunda-feira, 20 de outubro de 2014

A caminho dos 40




Ready for forties

A preparar-me para uma nova etapa.
Tinha dito que este ano ia ser de descoberta, de aprendizagem, de crescimento.
Infelizmente continuo a perceber que há pessoas muito más neste mundo. Felizmente continuo a surpreender-me com a alegria, a humildade, a simpatia de outras. E seja bem vindo quem vier por bem.

Tem sido uma caminhada, um percurso, uma aventura. Uma jornada sem igual.

O blog tem-me possibilitado outras vivências. Melhores ou piores do que as que tinha tido até aqui? Difícil responder. Simplesmente diferentes. Muito diferentes.

Quem me conhece bem, mesmo bem, sabe que sempre adorei fazer coisas, várias coisas, experimentar novos projectos, abraçar novos ideais. E nunca fui de ficar sem resposta às pedras do caminho. 

Já faz 20 anos que fiz a minha primeira sessão fotográfica com um fotógrafo top. 20 anos. O tempo não pára.

Um dia destes começo a mostrar o que tenho feito para me preparar para os 40. 
Faltam 321 dias.

















Street style

túnica Vintage Bazaar na Favo de Mel
calções Bershka
botas To Get Her
óculos Ray-Ban
fio As Peças da Maria

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Os primeiros onze dias de Setembro


Voltei a casa depois de um mês de ausência.
Foi o nosso aniversário de casamento.
Cortei o cabelo numa mudança bastante radical.
Fomos fazer uma roadtrip a Espanha, just the two of us.
Senti saudades dos miúdos, muitas, muitas, muitas. Mas confirmei, mais uma vez, que uma parte da minha vida passa exactamente por voar, sair, respirar outros ares.
Comecei a trabalhar.
Os filhos voltaram para o colégio.
As rotinas aos poucos estão a começar a instalar-se, mas é tão difícil.
Não consegui escrever um post sequer. Este é o primeiro.
Soube que a Nonõ tinha partido e chorei baixinho. Por ela, pelos pais e por outras, tantas, Nonõs que também nos deixaram.
E escolhi o dia 11 de Setembro para voltar, para renascer das cinzas. Não poderia ser mais simbólico - You may say I'm a dreamer, but I'm not the only one.



E tenho tanto por vos contar que nem sei por onde começar.
Começo aos poucos, devagar, sabendo que o caminho se faz a caminhar.

E vou separar por posts, para ter a certeza que consigo escrever sobre tudo - se estiver à espera de preparar um post gigante, nunca mais é sábado :)

Fiz anos. 39. Acho que foi a primeira vez que me custou fazer anos. Não me apetece entrar nos entas. E pronto, quem diz a verdade não merece castigo. Nunca soube o que era a crise dos 30. Na realidade, amei fazer 30 anos. Os 30 tinham muito mais pinta do que os 20s. Agora os 40 estão a ser mais difíceis de aceitar.

Então tomei uma decisão. Em vez de fazer disto uma crise, vou brincar com a situação. Em vez de esconder a cabeça na areia, vou tentar fazer uma despedida em grande e uma entrada ainda mais espectacular. Quero fazer ao longo deste ano coisas que marquem, quero tomar mais conta de mim, quero divertir-me muito e entrar em grande estilo na nova década que se avizinha.

E a primeira resolução foi a viagem, uns dias de escape, um voltar a fazer algo que tanto adoro, depois de uns anos parada. Mas sobre isso falarei num próximo post.

A segunda resolução foi o corte de cabelo. Entreguei-me totalmente nas mãos da Marisa e o resultado não podia ter sido melhor. Cor para esconder os aborrecidos brancos - depois de experimentar deixá-los aparecer, cansei-me deles - e um corte de miúda que dizem que me ficou a matar (até em Espanha ouvi piropos e que giros que eles são).
Já tinha confiado na Marisa para o alisamento, que ainda dura (podem ver aqui) e para o look do último 4D&Friends (ver aqui) e agora voltou a deixar-me maravilhada. E fiquei tão contente por saber pela própria que muitas de vós já a procuraram depois de lerem o meu post. Isso significa que me acompanham, que confiam no que eu digo, que sou credível. É o melhor presente que me poderiam dar.

A terceira resolução foi algo que andava a procrastinar há milénios. Fazer uma arrumação à séria no closet. Consegui seguir a máxima - Se não visto não está lá a fazer nada. Yurrayyyyy
Mas custa. Custou que se fartou. Ou porque se não serve agora, ainda pode vir a servir um dia, ou porque se não se usa agora ainda se pode vir a usar ou quem sabe se a filha não vai adorar quando crescer... E aqueles soutiens, cintas de grávida, roupinha mum to be? E se?...
Tive de lutar contra tudo isto, mas saí mais leve desta batalha. Muito mais leve.

Confesso que decidi fazer um passo intermédio entre o tirar e o doar. Tinha uns espaços vazios numa cómoda e passei para lá as peças que ainda não estava preparada para largar completamente. Então fiz um desmame: passaram para lá, para longe da vista de todos os dias, algumas peças. Se não as for buscar no próximo mês, então saem cá de casa nessa altura, definitivamente.

Temos de facto de aprender que há um número reduzido de peças que têm mesmo o tal twist vintage que se considera intemporal. Todas as outras... bem, as coisas voltam, mas voltam com outras cores, cortes, texturas, tecidos. Outra dica importante que não podemos esquecer é que as peças têm de ser guardadas em lugares específicos para que na hora de escolher o look seja super fácil de achar. Este já foi algumas vezes o meu grande drama, saber o que vestir, mas não encontrar a peça, ou não saber o que vestir e cansar-me rapidamente de procurar porque não estava tudo arrumado de uma forma que facilitava a procura. E quantas vezes me esqueci que tinha uma blusa, porque estava pendurada debaixo de outras, vez após vez?

As que ficaram separei por cores, estilos e comprimentos. E uso, claro! (a sugestão é: das mais claras para as mais escuras, tecidos delicados para tecidos mais grossos, de roupa mais trendy para os looks mais desportivos...). Falta-me padronizar os cabides. Sugestões de onde encontrar cabides simples e minimalistas?

E neste momento estou a começar um novo passo, quanto a mim essencial neste processo todo. Devo usar todos os dias uma peça diferente. Só assim saberei se o que ficou é para vestir ou não. Claro que vou deixar de lado roupas de festa, roupas demasiado quentes ou já demasiado frescas para o tempo que se está a fazer sentir. Se vestir e não voltar a tirar no minuto a seguir, é porque é para manter. Se não conseguir vestir, vai imediatamente para a gaveta de transição.

Cortar o cabelo e cortar uma série de peças do armário limpou-me a alma e organizou-me por dentro. É sempre uma excelente forma de re-começar um novo ano, já que Setembro é definitivamente o novo Janeiro.

Até já!







Styling - Marisa Imagem
Tee - Yes is always the answer 4D em parceria com a Chic Affair
Saia - Alperce
XL bag - Zara
Óculos - Ray-Ban
Fio - Terços da Lupinha

Paisagem - Ávila, 1ª paragem na nossa roadtrip.



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domingo, 31 de agosto de 2014

Goodbye my August. Hello my September



Desde que me conheço como gente, que o último dia de Agosto me deixa triste, nostálgica, saudosista em relação a algo que acabou de acontecer.
E tudo isto mesmo sabendo que Setembro é o meu mês.
É o fim de uma estação, muito embora não seja ainda de verdade o fim do Verão. É o fim de uma suposta felicidade sem fim, de uma liberdade sem fim, de uma ligação entre nós sem igual.

Mas pouco a pouco aprendi a aceitar que o fim é um novo começo.


Então, um viva aos re-começos. E que tenham um fabuloso Setembro.








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sexta-feira, 25 de julho de 2014

Praias in e praias out - areia não é tudo areia? Ou o areal mais chique de Portugal

Desde há uns anos a esta parte que vou intercalando as minhas férias de Verão entre as duas costas. O ano passado calhou Odeceixe e toda a costa vicentina (vejam como foi, aqui). Este ano é tempo de rumar até mais abaixo e aportar em Montegordo.
Há uns dias alguém me dizia que em Montegordo só se bebia cerveja e só se comiam conquilhas. Isso deixou-me a pensar.
De facto, cada vez me apercebo mais que para muita gente praia não é tudo praia, ou melhor, há areias e areias e não são todos para a nossa camioneta. Há praias chiques, hippie chic, praias cosmopolitas, com glamour, com pessoas jetset e sunset parties. E depois há as outras.
Conheço até quem tenha ido para Quarteira e que só tenha tirado fotos em Vila Moura e na Prainha, no Alvor.
O que é que distingue as praias? Concessões de nível superior? Camas-espreguiçadeiras a 21 euros por dia? Praias de acesso limitado, privativas, com estacionamento pago, que afasta o Zé povinho? É a possibilidade de pedir sumos naturais e caipirinhas, encostados numa espécie de chaise longue de praia, à beira mar plantada? Ou é só mesmo uma questão de ver e ser visto? Sinónimo de riqueza, chiqueza, bom gosto, status e savoir vivre?

Há 2 anos fiz um post que foi um sucesso, onde brincava com os nomes in e os nomes out que colocávamos ou que devíamos colocar nos nossos filhos (vejam aqui, aqui e aqui).
Desta vez vamos lá a saber quais são as praias que estão in. Contem-me tudo. Quais são as praias que estão na moda, as que passaram de moda, as que nunca estiveram na moda. As possidónias, portanto. Ao menos ficamos a saber onde tirar umas selfies – é só sair, a caminho da praia ao lado, deixamos os miúdos no carro, carregado até ao tejadilho, e pronto, parece que passámos ali a semana inteira.

Deixo-vos umas dicas da nossa riviera portuguesa ou aquilo que mais temos parecido com Ibiza ou Formentera. Como podem ver a minha não está lá incluída. Mesmo assim é a praia com o mar mais calminho e com as águas mais morninhas de todo o Algarve. Roam-se de inveja. Ou então…smile!


Praia de Moledo, Caminha
Praia da Costa Nova, Ílhavo
Praia do Baleal, Peniche
Praia do Guincho, Cascais
Praia da Comporta
Portinho da Arrábida, Azeitão, Setúbal
Praia do Burgau, Lagos
Praia dos Caneiros, Ferragudo, Lagoa
Praia do Alvor/Prainha, Alvor, Portimão
Praia do Vau, Portimão
Praia do Evaristo, Albufeira
Praia da Coelha, Albufeira
Praia de São Rafael, Albufeira
Praia da Oura, Albufeira
Praia Maria Luísa, Balaia, Albufeira
Praia dos Salgados, Albufeira
Praia dos Tomates, Albufeira
Praia da Marina, Vilamoura
Praia de Vale do Lobo, Vilamoura, Almancil
Praia da Quinta do Lago/praia do Gigi
Praia do Ancão, Ria Formosa, Faro

Para mim toda a costa Vicentina está na moda. Destaco a praia da Amoreira, Bordeira, Amado e o “meu” Odeceixe.


Ps: Não deixem de ir conhecer a praia do Camilo, em Lagos, a praia das Berlengas (Ilha das Berlengas, Peniche) e a praia da Marinha, em Lagoa.







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quarta-feira, 23 de julho de 2014

A terceira pessoa



Há muito que não me apetecia escrever sobre um filme que tenha ido ver. Hoje foi o dia.

Não tinha ainda ouvido falar da Terceira Pessoa, mas quando vi que tinha sido realizado por Paul Haggins, o mesmo que realizou Crash, que ganhou o Óscar de melhor filme em 2006, não hesitei. Sabia que tinha de ir ver.

Não é um filme fácil. É um filme que mexe connosco, que leva tempo a digerir, que nos faz procurar o fio condutor, os significados, os símbolos.

Confiança, traição, culpa, redenção. Um filme de anti-heróis onde todos são bons e maus ao mesmo tempo. Não somos todos assim?

Um filme que nos faz questionar se a vida não será "apenas" a mais elaborada das ficções.

Não deixem de ver.










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segunda-feira, 21 de julho de 2014

Pelos olhos da mãe


Desde sempre os blogs que me prendiam a atenção eram os blogs de fotógrafas e fotógrafos. Quase sempre mães fotógrafas que mostravam o dia-a-dia da família. E agora no instagram perco passo o tempo que não tenho a ver fotografias de outras vidas e é como no cinema, vivemos um bocadinho daquelas estórias também.

Um dia quero ser uma grande fotógrafa. Para já fica o olhar de uma mãe.







































Vicente: polo Lacoste, calções Ralph Lauren e ténis Primark
Concha: vestido Laranjinha e lonas Victória na Maria Nuvem. Fio Terços da Lupinha e flor Galinha Doida




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quinta-feira, 17 de julho de 2014

Reflexão para todos os pais


Paternidade é uma função própria do pai, com direitos e obrigações familiares importantes. Pai não é coadjuvante da mãe, é seu complementar.
A mãe costuma pedir ajuda ao pai: Ajude aqui, por favor, fique um pouco com as crianças! Ele acha que está apenas ajudando a mãe e não se sente fazendo a sua parte. Muitos pais nada fazem enquanto suas mulheres não pedem. Para os filhos não interessa se é a mãe que está muito ativa ou se o pai é muito passivo. O que eles precisam é de pai e de mãe. Neste ponto, alguns pais reclamam que suas mulheres os tratam como se fossem filhos.
Paternidade é a atitude de estar pronto a atender seus filhos, sem esperar que a mãe peça.
Um pai acomodado, além de não ser um bom exemplo na família, estimula o filho a explorar a mãe. Numa família assim pode se estabelecer uma confusão entre pai acomodado/pai bonzinho e mãe ativa/mãe rabugenta – quando na realidade o pai é negligente e a mãe ativa é obrigada a cobrar as obrigações de todos.
Fica muito clara esta situação quando uma mãe reclama que ela é a “pãe” da família. Ela tenta preencher também as funções de pai, o que é quase impossível.
Há muitos homens, no entanto, que já assumem bem mais seu papel. Muito longe de querer substituir a mãe, eles querem tomar parte na educação do filho. Reparei em um passageiro que, em pleno voo, trocava as fraldas de seu bebê, que deveria ter um ano de idade. A mãe não estava presente. Um bebê cuidado pela mãe e pelo pai cresce com menos preconceitos e com menos machismo. Aquela família parece estar desenvolvendo a Alta Performance.
Texto de Içami Tiba para seu livro Família de Alta Performance – Conceitos contemporâneos na Educação







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terça-feira, 1 de julho de 2014

2000 beijos por dia e o Verão é propício a...



Abriu oficialmente a época de férias e com bom ou mau tempo, verão é a melhor altura do ano para

A-B-R-A-N-D-A-R

Incluir nas nossas rotinas aqueles que amamos. Arranjar tempo para aquilo que não podemos fazer durante todo o ano. Olhar de frente para aquilo que pode ser eliminado e não esperar para amanhã para começar a riscar o que realmente não importa. Perceber que o tempo voa ou galopa e o hoje vai rapidamente passar a ser o ontem da nossa vida.

Tanto tempo que passamos longe daqueles de quem só desejamos estar perto. Tão pouco tempo que nos sobra. Tão pouco tempo.

Os seres humanos aprendem interagindo. Qual então a melhor altura senão as férias para estabelecer e re-estabelecermos laços, para vários dedos de conversa, para tardes de risos e abraços. Sem hora marcada.


Aproveitem as férias para deixar as coisas fluir, sem o stress de todos os dias. Valerá a pena sair de casa, para ir para outra casa e passar o tempo a barafustar porque ninguém se despacha?

Aproveite as férias para reduzir ansiedades e aumentar o bom humor. E, já agora, não se esqueça da receita mais infalível de todas.




A-b-r-a-n-d-e e respire...


e beije 2000 vezes por dia.





terça-feira, 17 de junho de 2014

Idade da pedra ou coisas que eu não suporto



Conversa telefónica.

 - Bom dia, somos da M.... Podemos falar com o Sr X?
- Bom dia. Posso saber do que é que se trata?
- É para apresentar um seguro dentário.
- Ah, ok. Muito obrigada, mas não estamos interessados. Já temos outro seguro.
- Mas eu gostaria de falar com o Sr X.
- O Sr X é meu marido e não está.  E já não estamos na época de haver uma cabeça de casal. Pode falar comigo que é o mesmo do que estar a falar com ele.
- Isso quer dizer que agora não podemos falar com o Sr X? Obrigada então, falamos noutra altura. Bom dia. (e desliga)


Será que se o telefone estivesse no meu nome e não no dele fariam a mesma coisa, mas ao contrário?
Não sou feminista, mas há coisas que não suporto e esta é uma delas.

Mas isto daria pano para mangas. A publicidade feita por telefone é todo um mundo que eu não domino. E a quantidade de vezes que nem se apresentam, antes de pedir para falar com o Sr X? E que zangados que ficam se lhes respondemos algo que sai da linha que decoraram.

Não têm cromos para a troca? Contem-me lá as vossas experiências. É que depois de ficar zangada, só dá mesmo para rir.




segunda-feira, 2 de junho de 2014

Sobre os passatempos e uma decisão inédita e ainda quem são os vencedores do Forever Young.


Gosto de passatempos. Gosto muito de passatempos. Gosto de todo o processo. Gosto de contactar as marcas, ou de ser contactada e acertar pormenores. Gosto de saber mais sobre quem está por trás do nome. Gosto de ir ver as peças e ajudar a escolher a eleita. Gosto de pensar o flyer, de me dedicar a imaginar o nome do passatempo, a escolher a imagem perfeita para o que quero transmitir. Gosto de promover, gosto de vos dar a conhecer, gosto de trabalhar - sim, porque também é trabalho: divulgar e promover marcas. 

Gosto de vos ver a participar. Gosto de saber que vibro cada vez que sou sortear. Gosto de antecipar as vossas caras quando sabem que ganharam. Não gosto quando sei que estiveram quase a ganhar.


E não gosto, sobretudo, quando não reclamam os prémios. O mais curioso é que a maior parte das vezes - mesmo, mesmo a maior parte - as regras foram todas cumpridas. E o mais fácil que é reclamar, vir apresentar-se, não acontece. E isso desgasta-me imenso.


Por respeito às marcas e pelo respeito a quem está mesmo nisto a sério e até por respeito a mim própria, tomei uma decisão. Todos os passatempos em que 2 vezes seguidas o prémio não for reclamado, faço novo sorteio. Mas não será novo sorteio como habitualmente já faço, uma e duas e três vezes a fazer trabalhar o sistema random.org. Desta vez todo o passatempo vai novamente ter lugar, ou seja, vai voltar a repetir-se.

E se não resultar mesmo assim, então os prémios não reclamados vão para uma instituição de solidariedade social, ou para alguém que precise mesmo, ou para alguém que, por uma razão ou por outra, eu a marca queremos mesmo oferecer.




Posto isto, o passatempo Pretty Primavera vai voltar a repetir, numa data a anunciar em breve. E vou começar a anunciar agora os vencedores do Forever Young. Esperemos que corra bem.


Parabéns!

E não deixem de participar no passatempo Knot+4D. A tshirt é tãããão gira!


1ª vencedora:





2ª vencedora:





3ª vencedora:




E a 4ª vencedora:




domingo, 1 de junho de 2014

Ser criança



Ser criança é poder fazer disparates. É poder mascarar-se dia sim, dia sim. É poder rir sem motivo, chorar sem vontade. É poder abraçar e ser abraçada. É poder brincar, brincar, brincar.




Se calhar devíamos resgatar todos nós a capacidade de nos surpreendermos, como as crianças, de nos maravilharmos com pequenos nadas, de ficarmos felizes com um gelado, um refresco ou um passeio de bicicleta, um abraço.




Se calhar sempre fizemos a pergunta errada. 

Já pensaram nisso?









Feliz dia da criança!







Outfit giro, giro da Tiquis Baby, mais uma marca que vai estar connosco no dia 14 de Junho - 4D&Friends, em Coimbra
lonas - Maria Azul

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Auto-mutilação - pensar naquilo que não queremos pensar



Sei que amo o que faço quando vibro por poder ir saber o que colegas andam a fazer, por poder conhecer e dar a conhecer aos alunos modalidades terapêuticas, espaços terapêuticos, problemas psicológicos que ainda desconhecem.

Hoje fomos ao famoso VillaRamadas e estivemos a falar de auto-mutilação, com um testemunho extraordinário.



A automutilação consiste em infligir sofrimento físico através de facas, tesouras, pontas de cigarro e outros elementos de tortura, aplicando cortes e queimaduras no próprio corpo, a fim de que essa dor possa, de algum modo, mitigar o tormento de que a parte psicológica está a padecer. A angústia e a sensação de vazio, de incompletude apresentam-se de tal forma acutilantes que as pessoas que se automutilam acham que só mesmo um sofrimento maior para apagar outro que não sabem gerir.

Embora se trate de agressividade dirigida para o próprio, e portanto de um comportamento suicida, o objectivo da automutilação não é o suicídio, mas a relativização da dor psicológica e emocional. Há, todavia, o perigo real das consequências de um corte feito com mais profundidade numa zona perigosa, até porque, a dada altura, os indivíduos que recorrem a tal “anestésico doloroso” deixam de sentir dor. Em acréscimo, este micro-suicídio pode, com a continuidade da frustração de não ser capaz de resolver os problemas, conduzir mesmo ao suicídio.

Na base da automutilação está uma auto-estima muito fraca e a crença de que se merece sofrer, mais do que morrer. A punição física é disto um sinal. Ao contrário do que se possa pensar, contudo, os doentes não a levam a cabo para se exibir. De facto, eles procuram áreas do corpo mais cobertas – pernas, barriga – e outras, como os braços e os pulsos, são tapadas com mangas compridas para ocultar as cicatrizes. Paralelamente, os actos são praticados no quarto e na casa de banho, longe dos olhares de terceiros.

Há uma vertente da automutilação em que as inscrições no corpo funcionam como factores de identificação no seio de um grupo, confundindo-se sofrimento e estética. A scarification é uma cicatriz assemelhada a uma tatuagem, só que executada com um bisturi. O branding, igualmente doloroso, carimba a pele com um ferro quente, como se faz com o gado.

Existem, neste repertório de autodestruição, diversas maneiras de aceder a um alívio temporário, a uma breve distanciação, da amargura da alma. E apesar de as estatísticas apontarem uma diminuição do número de suicídios, há indicadores de risco que estão a aumentar, como é o caso dos para-suicídios, ou seja as auto-agressões. Estima-se que se chegue a tomar conhecimento de apenas uma em cada quatro situações desta natureza.

É vulgar que a patologia da automutilação apareça em concomitância com distúrbios alimentares, o que acrescenta importância à atenção dispensada por pais, educadores, familiares e amigos. Saber detectar os sinais de alerta é passível de fazer a diferença entre a vida e a morte. Os doentes procuram esconder os cortes e queimaduras enquanto podem – alguns durante vários anos –, como um segredo que lhes confere poder, controlo. A questão é que tudo isto é ilusório e existem saídas para uma doença que desafia a morte em cada golpe, em cada gesto de extinção da sua própria pessoa.




Os pais têm de estar atentos a estes comportamentos:
a) Costuma usar roupas de mangas longas, mesmo no verão, com altas temperaturas;
b) Apresentam várias cicatrizes ou lesões repetidas e tem dificuldade para explicá-las;
c) Isola-se evitando situações onde seu corpo pode ser exposto, como praia ou piscina;
Vale lembrar que estas pessoas podem apresentar sintomas depressivos e de fobia social associados.




Num estudo realizado em Portugal, no âmbito da Organização Mundial de Saúde, e que foi apresentado em Lisboa, em abril de 2011, concluiu-se que, numa amostra de 5050 adolescentes, com uma média de 14 anos, 15,6% referem "ter-se magoado de propósito nos últimos 12 meses, mais do que uma vez".

sábado, 17 de maio de 2014

O que todos devíamos meter na cabeça... à bruta ou com muito jeitinho parte I





Por vezes devíamos tirar umas férias sabáticas, só para reflectir sobre a vida. Parar para pensar, crescer por dentro. Parece um luxo, não parece? Mas não devia.

Tanta coisa que ainda temos de aprender. Tanta coisa que temos de praticar, tornar experiência real - sim, porque pode estar até bastante consciente nas nossas cabeças, mas se não implementarmos a mudança...não é mudança.

Tanta coisa que temos de aprender, antes de ensinar aos nossos filhos.

Temos de arranjar tempo para parar. Num mundo onde somos inundados por informação, onde o barulho do tráfego não deixa espaço para muito mais, onde a televisão nos entope de ruído desnecessário - aquele que pensamos que nem estamos a ouvir, mas que nos vai enchendo e cansando e saturando por dentro.

E depois, naqueles 5 minutos que temos só para nós, nem que seja quando estamos a tomar banho, tentamos não pensar em nada, porque já estamos tão cansados, - é que pensar a sério ainda requer o seu esforço - que bloqueamos ou pensamos em mil coisas ao mesmo tempo, que continua a não ser lá muito produtivo, nem é o mesmo que reflectir a sério sobre uma coisa de cada vez.




1 - Se calhar era importante não estarmos tão preocupados com o futuro, ao ponto de nos esquecemos de viver o presente.
"Como vai correr o dia de amanhã?", como vai ser daqui a um ano?", "Como vai ser quando ele crescer?"...
Passamos o tempo a preocuparmos-nos com o que não controlamos, com o que falta ainda muito tempo para acontecer. "Ainda vai correr muita água por baixo da ponte" ou "Até ao lavar dos cestos é vindima" são provérbios que nos mostram, através da sabedoria popular, que muita coisa pode mudar até ao tal dia x.

Fazer planos a longo prazo é importante, direcciona-nos para objectivos maiores, para razões para viver a vida...desde que depois vivamos no presente, focados no que podemos fazer no aqui e no agora.
Em vez de "o que vou fazer quando for despedida/mudar de casa/quando ele sair de casa/quando me separar...)" é importante pensar: "O que é que eu posso fazer hoje?" "Qual é a minha próxima tarefa do dia?"

Pare para pensar. Pare de dizer que não tem tempo para isso. Pare de dizer que não pode fazer nada quanto a isso. Pare de ter medo de viver. E comece a fazer o que realmente importa.











quarta-feira, 14 de maio de 2014

A 13 de Maio



Comecei este post a achar que não iria escrever muito mais do que já tinha escrito.

Queria apenas guardar aqui o que tinha deixado no facebook e reiterar os meus agradecimentos. Muito obrigada por tanto carinho!


E quando vi tinha escrito mais, muito mais...



7 meses depois do Manel nascer a nossa vida mudou radicalmente. O avc do Afonso, devido a uma artereopatia intracraniana, levou a que o centro das atenções passasse completamente para o mano mais velho. Mesmo querendo equilibrar as coisas, isso era impossível. E durante muito tempo não nos apercebemos o que é que estava a acontecer, o que é que estávamos a fazer. Nunca faltou nada ao Manel em termos de cuidados...mas a nossa cabeça estava noutro lado. O sonho sempre tinha sido ter mais filhos, mas naquela altura isso era completamente impensável. E o Manel cresceu e teve 6 anos sem irmãos mais novos, porque psicologicamente não conseguíamos pensar em ter mais crianças, tendo passado pelo que passámos. Mas o Manel cresceu e durante 6 anos, aqueles em que podia ser o filho mais novo, mais apaparicado, sempre viveu como filho mais velho, desde cedo independente e autónomo, porque a vida assim o obrigou. 

Muitas vezes centramos o nosso pensamento e o nosso testemunho - estou a lembrar-me de todos os testemunhos que já tive por aqui - naquele filho que teve o problema. Mas um problema destas dimensões numa família, não afecta apenas os pais e a própria criança. O espaço dos irmãos na família, o papel de cada um, fica completamente alterado. Ter consciência disso é muito importante, mas não é suficiente.


E curiosamente, o próprio parto antecipou o que iria acontecer, o meu homem do leme, independente, solitário e aventureiro... sem amarras nem correntes.


Há 10 anos tinha acabado de entrar na Maternidade. Duas horas depois ele nasceu. O parto mais rápido e o mais doloroso dos 4. Nasceu sozinho, sozinhos, eu e ele, porque "não está para breve". Nasceu assim de repente, um tourinho que foi desde o primeiro segundo um teimoso. Tem de ser sempre "à sua maneira". Era noite de Queima e ao longe ouvia-se os Xutos. E isso tornou tudo ainda mais especial.
A 13 de Maio a minha vida ficou ainda mais bonita e abençoada.

E mais que uma onda, mais que uma maré
tentaram prende-lo impor-lhe uma fé
mas, vogando a vontade, rompendo a saudade,
vai quem já nada teme, vai o homem do leme...
E uma vontade de rir nasce do fundo do ser.
e uma vontade de ir, correr o mundo e partir,
a vida e sempre a perder...




E ontem esteve todo inchado e a sentir-se grande. 
Recebeu o Óscar e o Nicolau, os dois Hamsters sírios que queria há uma eternidade. Vai receber uma bicicleta xpto, com mil mudanças, dos avós maternos. E mais presentes estão para chegar.
O que mais podia ele desejar?
Pediu a presença dos manos na hora de cantar os parabéns no colégio. Tão fofo.

A professora dele já sabia hoje cedinho que tinha sido o parto mais doloroso de todos. Coisas do facebook:) - então já agora, obrigada por estar aí, com ele, por ele 

E ainda alguém lhe soprou ao ouvido. "Tiveste tantos likes, sabias?"
Ele não liga quase nada a este mundo dos blogs. Não o entende - e a bem dizer, nem eu por vezes - mas sim, acho que vai gostar quando lhe mostrar que o post que escrevi, sobre o dia em que nasceu, ficou cheio de palavras ternas e de muitos "gostares".










segunda-feira, 28 de abril de 2014

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Testemunho - dava-te os meus olhos ou quando olhas, o que vês?



A Isabel, ou pipoca - é assim que lhe chamam muitas vezes - é a segunda filha da Rita. Na altura em que a pequenina nasceu, a Rita trabalhava, estudava (ia a meio do MBA) e tinha todas as coisas de uma mulher casada e com um filho de 4 anos. 

A Isabel nasceu num dia especial, num 09/09/09, de cesariana programada devido a uma pré eclâmpsia e a um mau CTG realizado na véspera. 

Não havia nenhum indício de que algo não estaria bem. Quando ela nasceu houve uma coisa em que a mãe reparou. Reparou que a filha tinha uns olhos muito azuis. Mas a anestesia e a tensão muitíssimo alta não a deixaram perceber mais nada. Os médicos, por sua vez, perceberam logo que havia algo de errado, mas não lhe quiseram dizer. Comentaram apenas que havia algo que não estava bem com os olhos dela, mas o oftalmologista diria no dia seguinte o que é que se passava em concreto. Aparentemente foi a única na família que não percebeu de imediato. Achou que não tinha de se preocupar. Ela estava ali, ao seu colo, linda e calminha. O que poderia haver de errado?

No dia a seguir tudo mudou. Os médicos estavam com uma cara péssima, diziam que era grave, que tinham de levá-la ao bloco. Parecia-lhes que era um glaucoma congénito, mas não tinham certezas. Nesse momento o mundo da Rita desabou. A sua filha, com apenas 24 horas de vida, iria ser sujeita a uma anestesia geral.

E a partir daí a vida desenrolou-se entre médicos, consultas, viagens, exames e operações.

A pipoca foi para londres com 2 semanas, onde viveu durante 4 meses. Um afamado especialista disse que a Isabel não via e que para ver alguma coisa funcional teria de ser sujeita a transplante de córneas. A Isabel e a Rita, sozinhas em Londres, a aguentarem-se com podiam. O marido e o filho tão pequeno a irem e a virem, a viverem entre dois mundos.

Voltaram em Março de 2010 com 2 olhos semi novos e muito felizes. A Isabel via! Tinha uma visão muito residual, óculos, gotas diárias, mas via. 

Mas para além da visão, a doce pipoca tinha problemas de nutrição graves. Recusava comer. Eram dias, horas a tentar alimentá-la, noites sem dormir, nada resultava e não havia uma causa, não se percebia … Em Julho de 2011, com 10 meses, tinha 5,5 kg e tamanho de 3 meses. Não tiveram alternativa senão interna-la na Estefânia para colocar uma sonda nasogástrica. Nessa mesma altura o olho esquerdo sinalizou novamente problemas e tiveram de voltar para Londres. Foi o caos, uma angústia, um sofrimento. Acabaram por perder o olho esquerdo…

Esta princesa já teve cerca de 25 anestesias e sedações. Tem 5% de visão no olho direito e nada no esquerdo (tem um prótese ocular). Tem 12 kg e 92 cm (tamanho de 2,5 anos). É esperta, manhosa, viva, alegre… muito feliz. Tem coisas muito chatas. É péssima para comer, tem de ser tudo batido como um bebé de 6 meses e só come o que a mãe faz. 

Finalmente vieram os testes genéticos e tem Anomalia de Peters. Tem um problema de crescimento que não se sabe se está relacionado com a síndrome ou com outras pequenas mazelas.

Quem vê a Isabel na sua bicicleta ou trotineta não percebe como ela vê mal. Parece apenas uma doce criança, muito feliz, e um pouco pestiti também. 

É uma criança normal, mas também é uma criança diferente, muito especial. 

Não se sabe ainda se conseguirá ler. Provavelmente terá de aprender braille e a mãe só reza para que mantenha a visão que tem, visão que pode a qualquer momento perder. 



A Rita ao fim de 4 anos conseguiu voltar a trabalhar, com um horário flexível, mas só porque trabalha com um amigo, que lhe facilita a vida. Vive um dia de cada vez e são felizes, muito felizes. Mas não há um único dia que não pense: dava-te os meus olhos…





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