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sábado, 27 de setembro de 2014

Roadtrip II - Segóvia



A cidade que brilha a 1000 metros de altitude, como uma ilha que se eleva no planalto castelhano.

As ruas estreitas e labirínticas que albergam templos, palacetes e casarões.

As casas antigas com fachadas decoradas com arabescos em relevo chamados "esgrafiados segovianos", que dão um toque especial e único.


E o seu aqueduto. Ai o seu aqueduto. Ficamos sem palavras quando nos aproximamos e vemos este aqueduto romano de dois níveis, um dos melhores monumentos da era romana da Espanha. Com 28,5 metros de altura no ponto mais alto e 15 km de extensão, dos quais muitos passam por baixo de terra, esta engenhosa obra de mais de 2000 anos de idade parece inacreditável. Uma fabulosa proeza da engenharia, completamente construída sem argamassa durante o reinado de Augusto no século 1 d.C. 

- Do lado direito da construção há umas escadas que valem a pena ser subidas, já que a vista é maravilhosa e oferece umas fotografias de sonho.

Para além do aqueduto temos o famoso Alcazar, um deslumbrante forte medieval do século XI que inspirou o design do castelo de conto de fadas da Disney (dizem que não é lenda e que é mesmo verdade). Uma das melhores fortalezas mouras na Espanha que está localizada no coração de um dos mais importantes grupos de edifícios medievais do país. Conseguimos facilmente recuar no tempo e imaginar os torneios que já ocorreram ali e os cavaleiros heróicos que lutaram na corte dos Reis de Castela que governaram em Segóvia.


E ainda temos a impressionante Catedral da cidade (que fica na Plaza Mayor, onde Isabel, a Católica, foi proclamada rainha), a última catedral gótica construída em Espanha e conhecida como 'A Dama das Catedrais'. A torre do sino tem mais de 100 metros de altura e impressiona.



Antes de partir quisemos sentar um pouco numa esplanada junto ao aqueduto e admirar o vai e vem dos jovens de liceu, percebendo que era um point da malta jovem.

Segóvia, a cidade eclética que tem um aqueduto romano, uma catedral gótica e um palacete árabe a poucos minutos uns dos outros.


Segóvia, a cidade a cerca de 1 hora de Madrid que exige uma visita. A cidade (Segóvia velha e aqueduto) que é considerada Património Mundial protegido pela UNESCO desde 1985.




Era hora de voltar a seguir viagem. Partimos para Madrid através da Serra de Guadarrama, que é a elevação principal da Cordilheira Central, da qual a serra da Estrela é o prolongamento ocidental.

Há um túnel de 3km que corta a serra, mas nós fomos por cima, pela estada nacional, passando pelo puerto, ou seja, o ponto mais alto da serra.





O que ficou por fazer?




Almoçar ou jantar um conchinillo, um leitãozinho criado e preparado de um modo muito especial, é servido assado e é a especialidade local. Dizem que carne mais tenra não pode haver.

Também se pode optar pela famosa sopa castelhana, outro prato tradicional da Segóvia e super simples: um caldo que leva alho, pão, ovos e pimentão. Para finalizar o tour gastronómico temos o ponche segoviano, um biscoito doce com creme de baunilha, marzapã e açúcar.


Real Sítio de La Granja de San Ildefonso

Localizado a 11km de Segóvia, na estrada para Madrid, fica San Ildefonso, uma aldeia de Segóvia que se encontra na Serra de Guadarrama, a uns 70 Km de Madrid e que alberga o Palácio Real. O palácio, de estilo barroco, foi construído durante o reinado de Felipe V. Durante anos, até ao reinado de Alfonso XII, o palácio servia de residência de Verão da Família Real Espanhola. Felipe V em 1721 tentou recriar uma espécie de miniatura de Versailles. E agora é considerado património nacional. O palácio está rodeado por extensos jardins, cerca de 1500 hectares, com 26 fontes e esculturas mitológicas de chumbo, ainda que pintadas a bronze.



Palácio Real de Riofrío

O Palácio Real de Riofrío, de estilo italiano, encontra-se na província de Segóvia, a 80 km de Madrid e a 10 da cidade de Segóvia. É a excursão perfeita para passar um dia muito agradável vendo um edifício que é património cultural de Espanha, ao mesmo tempo que se desfruta da paisagem. A rainha Isabel de Farnesio deu ordem de construção desta residência real de Verão em 1752, se bem que quase não viveu neste recinto. 

Segundo consta, Fernando VI, permitiu a Isabel de Farnesio, segunda esposa de Felipe V, construir este palácio para mantê-la afastada da Corte em 1751. Mas antes do fim das obras, Fernando VI morreu e Carlos III subiu ao trono, pelo que Isabel de Farnesio voltou de novo para o Palácio de la Granja. Também se conta que, mais tarde, Francisco de Asís, marido de Isabel II, cansado das infidelidades da esposa, a mudou para ali. Depois foi utilizado como abrigo para os Reis, quando estes iam caçar a Riofrío. Prece que Alfonso XII também lá viveu quando fez o luto pela esposa María de las Mercedes

Pode-se visitar o palácio que se encontra em perfeito estado e um museu de caça, já que este palácio está rodeado de muitos hectares de bosque onde ainda se podem ver veados.


A área à volta de Segóvia está cheia de terreolas com castelos medievais, palacetes e casas nobres, incluindo Coca, Cuellar, Maderuelo, Sepúlveda, Ayllón, Turéganoo e Pedraza de la Sierra e ainda o Parque Natural de las Hoces del Rio Duratón, um lugar maravilhoso que às vezes faz lembrar o Grand Canyon do Colorado, só que mais pequeno. Tem a maior reserva de abutres leonados do norte de Espanha, e é espectacular vê-los de tão perto.





















Ver o primeiro post, Roadtrip Ávila, aqui

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domingo, 21 de setembro de 2014

Roadtrip I - Ávila



Ávila e a sua muralha. Ávila é a sua muralha. O símbolo, o que lhe dá vida e identidade. Tal e qual o escritor e filósofo Unamuno a descreveu, uma cidade com fisionomia, unidade e alma.

Depois de estar fascinada com a possibilidade de a ver iluminada, já que é considerada o maior monumento iluminado do mundo, foi com grande desapontamento que a vimos às escuras, à uma da madrugada, quando chegámos. Disseram-nos, à laia de explicação, que a muralha só ficava iluminada até às 9 da noite. Não faz muito sentido, mas pronto. Para compensar deram-nos uma sugestão "Se conseguirem vejam-na ao nascer do dia". Como tenho sono leve e estranho um pouco quartos que não são os meus, por melhores que sejam, tive então o privilégio de ver nascer o sol nas muralhas, da janela do meu quarto. E de alguma forma espero ter compensado a falta de iluminação na noite escura, porque ver Ávila a nascer assim, é de facto algo que não se esquece.

Ávila, a cidade do século XI mais bem preservada de Espanha, é um município espanhol situado na comunidade autónoma de Castilla y León.

É também uma das cidades com o maior número de igrejas por habitante.

Uma viagem no tempo que começa quando ainda se está do lado de fora e se começa a imaginar como será por dentro, vislumbrando pedaços de uma cidade medieval que continua em excelente estado, declarada património da Humanidade pela UNESCO, em 1985.

As muralhas marcam o espaço, o contexto, o dentro e o fora. As muralhas fortificadas que continuam intactas.

O ponto de vista dos Cuatro Postes é considerado por todos uma obrigação (marco onde Santa Teresa e o seu irmão foram capturados ao tentarem fugir), que estava, claro, na nossa to-do list, e que foi tão fácil de riscar, já que ficava a uns 50 metros do hotel.

Depois disso, o esquema que seguimos foi o de percorrer a cidade pelo lado de fora e conhecer as suas nove portas (del Alcázar, Peso de la Harina, San Vicente, el Mariscal, del Carmen, San Segundo, de la Malaventura, de la Santa o Montenegro, del Rastro).

Antes de entrarmos fomos visitar a basílica de San Vicente (conta a lenda que esta igreja nasceu no mesmo sítio onde foram martirizados os santos Vicente, Sabina e Cristeta e que abriga os restos mortais dos 3 santos), porque sabíamos que era linda - uma obra-prima gótica que abriga algumas das melhores esculturas românicas da Espanha - mas também porque qualquer sítio que tenha o nome de um dos nossos filhos se torna paragem obrigatória e imensamente simbólica (estou a recordar-me, por exemplo, de San Vicente del Mar, que visitámos quando fizemos outra roadtrip, dessa vez de auto-caravana e à Galiza, para celebrar os 10 anos do filho mais velho).


Ainda do lado de fora visitámos a Plaza de Santa Teresa, considerada um lugar emblemático da cidade (onde deixámos o carro, num parque subterrâneo), mesmo em frente à porta de Alcázar, a principal da cidade. Nesta praça comprámos as famosas Yemas de Santa Teresa, autênticas bombas calóricas muito semelhantes aos nossos ovos moles de Aveiro (comprámos na Flor de Castilla, uma confeitaria que existe desde 1860).

Por dentro escolhemos andar pelas ruas, visitar a Plaza del Mercado Grande, a Catedral (a mais antiga catedral gótica de Espanha, cujo topo está incorporado na muralha) e o convento de Santa Teresa, paragem obrigatória numa cidade onde História e Religião se misturam, e que é conhecida também por ser a terra onde nasceu Santa Teresa de Jesus, fundadora da ordem das Carmelitas Descalças.

Andando bem e acordando cedo, uma manhã foi suficiente para sentir o pulsar de Ávila, percorrer as suas ruas, olhar por dentro e por fora para a cidade das pedras e dos santos e imaginarmo-nos num outro tempo. 

Eram horas de seguir para Segóvia, mas antes tínhamos de encontrar o restaurante que levava na minha Bucket list, para provar o famoso chuletón de Ávila, um bife enorme, especialidade da região, e que pode ser acompanhado por pimentos, cogumelos ou até uma guarnição mais sofisticada de frutos secos. 

Perdemos um pouco mais de tempo do que queríamos a encontrar o restaurante, porque não está muito bem sinalizado, mas valeu muito a pena. Do melhor que já comi na minha vida. 

Restaurante El Rancho, à saída de Ávila, na estrada de Toledo.

Não cheguei a provar as Judías del Barco, outro prato muito típico, que são feijões gigantes refogados em caldo de carne e tomate.



Dormir dentro ou fora das muralhas?

Chegámos a pensar ficar dentro das muralhas, num dos palácios fantasticamente reconvertidos em hotel - os palácios Valderrábanos ou de los Veladas (existem documentos que certificam este último como local de alojamento de Isabel de Portugal, Carlos I e do filho Filipe II), mas sabendo o quão difícil é circular de carro dentro das muralhas, sabendo que chegaríamos de noite sem conhecer nada, e sabendo que isso seria uma tentação ao roteiro inicial, pois se já lá estivéssemos dentro, dificilmente sairíamos e começaríamos o tour pelo lado de fora, optámos por ficar fora das muralhas, bem pertinho do monumento Cuatro Postes).




O que ficou por fazer? 

Subir às muralhas. No tempo que tínhamos, entre o ver de cima e ver percorrendo as ruas da cidade, optámos pela segunda hipótese, mas em muitos blogs e sites sugerem esta subida como um must-do (há quatro acessos à muralha e o principal fica do lado direito do portão da Catedral, ou explicando de outra forma, junto à entrada ou porta principal, a de Alcázar).


Visitar os touros de Guisando. Encontram-se nos arredores da aldeia de El Tiemblo, a 44km de Ávila. Com aproximadamente 20 séculos é um dos monumentos pré-romanos mais conhecidos da península ibérica. Trata-se de quatro esculturas de touros que se pensa que deviam ter muita importância simbólica e religiosa para os Vetones, o povo celta que morava nestas terras antes da ocupação romana. Cervantes, na obra de Don Quixote, faz referência a estes touros com tanta história
Chega-se pela estrada AV-502 e o acesso é gratuito.





























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sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Dicas de uma blogueira viajante



Foi este o 1º post que escrevi sobre a viagem que fizemos, uma roadtrip a Espanha – Ávila-Segóvia-Madrid-Toledo-Mérida. E depois aqui comentei que ia dividir um post em vários e a ideia continua a ser escrever um post sobre cada lugar visitado.

Mas antes disso, deixo-vos umas considerações gerais.

Assim de repente lembro-me que na viagem à Tunísia, a Cabo Verde e à Ilha Margarita, fizemos alguns passeios com a ajuda de um guia local. E na viagem à Argentina, como fomos a lugares tão diferentes e pouco conhecidos em Portugal (tivemos de marcar a viagem directamente com uma agência Argentina, porque cá as agências não tinham o percurso que nós queríamos), o guia foi uma ajuda preciosíssima. Mas na maior parte das viagens não precisámos, ou melhor, riscámos essa possibilidade. Não que não seja interessante ou necessário, mas gostamos de ter os nossos timings. E se nas primeiras viagens que fizemos, fui um pouco verde para esta exploração do desconhecido, a experiência fez com que os lugares desconhecidos se tornassem nossos velhos amigos, por causa de toda a pesquisa que encetámos antes das viagens. 

Quem não gosta de comprar um presente e imaginar a reacção da pessoa que o vai receber? Acho esse momento de espera tão mágico! Aqui é basicamente a mesma coisa. Preparar uma viagem, marcar as passagens, olhar no mapa, escolher itinerários, pesquisar sobre as terras, as cidades, os bairros, é do melhor que há. Quase tão bom quanto a viagem em si.

Então a minha primeira dica é aproveitar a pré-viagem, gozá-la muito, pesquisar ao máximo, ou seja, viajar ainda sentado no sofá.

Então podemos sempre contar com o apoio de um outro tipo de guias, em forma de livro, com mapas, dicas e sugestões. Se sou fã dos guias da Lonely Planet , mas principalmente da American Express, sou ainda mais fã do Google e de viajar pela internet. E embora também entre em sites como o Tripadvisor, o que mais adoro são blogs, comentários de quem já lá esteve, que explica o que fazer, como fazer, onde comer… Se juntarmos um bom guia com estas dicas fica praticamente perfeito. E o que falta para ser perfeito? Aceitar a imprevisibilidade das coisas. Posso dizer-vos que tinha uma lista enorme de sítios para visitar e lojas onde comprar e as duas lojas que mais gostei em Madrid, encontrei-as por acaso, assim do nada.

Andar com wi-fi atrás é o ideal. O que mais se vê nas portas dos bares de tapas em Madrid é “wifi gratuito”. Estou em crer que é pela febre do instagram! 

Em relação aos blogs, foi curioso que encontrei imensas dicas fantásticas em bloggers (blogueiras) brasileiras. Foi através de um desses blogs que descobri um sítio maravilhoso para almoçar em Ávila e provar o famoso Chuletón de Ávila, de comer e chorar por mais. Até comentei com o marido que acho imensa piada a esta forma de passar a informação – por isso acho os blogs tão importantes, conseguimos dicas excelentes!

Portanto, pesquisem, pesquisem, pesquisem e façam-no com imensa paixão!

Outra dica que traz com ela uma pergunta: escolher entre carro ou avião? Esta é difícil! Se possível optar pelos dois. Viajar de avião e alugar um carro à chegada. Foi o que fizemos quando fomos a Los Angeles e foi a forma gira que encontramos de conhecer Malibu, Santa Monica, Santa Bárbara, Venice Beach e percorrer sem pressas a Mulholland Drive.

Desta vez o estarmos com carro em Madrid foi precioso. Aliás, estarmos com carro em Espanha fez com que conseguíssemos ver tantas cidades lindas em 4 dias. Tinha imensos sítios para visitar e pouco tempo para tudo. E aqui entre nós, foi giro passear por vários pontos de Madrid by night e ver a loucura que é a movida madrilena, e depois passear num sábado de manhã às 9h da manhã e ver a cidade quase deserta. Esta malta deita-se tarde e 9 da manhã de sábado é como se fosse 6 da manhã para nós! Tínhamos a GranVía quase só para nós. E que giro que foi. 

O ideal seria ter tempo para estas tours de carro e depois para percorrer a pé os bairros mais emblemáticos. Como estávamos sozinhos, tentámos aproveitar muito bem todos os bocadinhos. Sim, sem dúvida que se tornaria uma viagem muito cansativa para os miúdos. Assim aproveitámos cada bocadinho como se fosse o último.

Só tenho de ir avisando que os parques subterrâneos em Madrid são um bocadito puxadotes!

Para terminar, o marido acha que sou uma tonta por não ter marcado sempre para a mesma cadeia de hotéis. É que depois de termos descoberto o AC Hotel by Marriot quando estivemos em Sevilha, ele achava que deveríamos continuar com esta cadeia, que não havia como errar. Mas como esta viagem também era um pouco de pesquisa, resolvi investigar mais um pouco, para vos poder deixar as minhas recomendações.

Portanto, tenho 3 cadeias de hotéis para vos apresentar, que me parecem ideais na relação qualidade preço. Não sei se todos os hotéis são iguais, porque cada cadeia tem hotéis de pelo menos 3 e 4 estrelas (mas alguns também de 2 e 5). As de 4 são top. Adorei e recomendo. Hotéis super cosmopolitas!



Cadeia Sercotel – com mais de 150 hoteis localizados em mais de 80 destinos espalhados por Espanha, Andorra, Colômbia e Portugal (Hotel Açores Lisboa)

Cadeia NH Hotels – das três esta é a maior, com cerca de 400 hoteis espalhados pelo mundo inteiro, inclusivamente 2 em Lisboa (NH Lisboa Liberdade e NH Campo Grande)

Cadeia Ac Hotel by Marriot- o grupo espanhol AC Hotels por Antonio Catalán e a Marriott International de J.W. Marriott criaram a AC by Marriott, tendo 80 hotéis localizados em Espanha, França, Itália e Portugal (AC Hotel Porto).






quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Os primeiros onze dias de Setembro


Voltei a casa depois de um mês de ausência.
Foi o nosso aniversário de casamento.
Cortei o cabelo numa mudança bastante radical.
Fomos fazer uma roadtrip a Espanha, just the two of us.
Senti saudades dos miúdos, muitas, muitas, muitas. Mas confirmei, mais uma vez, que uma parte da minha vida passa exactamente por voar, sair, respirar outros ares.
Comecei a trabalhar.
Os filhos voltaram para o colégio.
As rotinas aos poucos estão a começar a instalar-se, mas é tão difícil.
Não consegui escrever um post sequer. Este é o primeiro.
Soube que a Nonõ tinha partido e chorei baixinho. Por ela, pelos pais e por outras, tantas, Nonõs que também nos deixaram.
E escolhi o dia 11 de Setembro para voltar, para renascer das cinzas. Não poderia ser mais simbólico - You may say I'm a dreamer, but I'm not the only one.



E tenho tanto por vos contar que nem sei por onde começar.
Começo aos poucos, devagar, sabendo que o caminho se faz a caminhar.

E vou separar por posts, para ter a certeza que consigo escrever sobre tudo - se estiver à espera de preparar um post gigante, nunca mais é sábado :)

Fiz anos. 39. Acho que foi a primeira vez que me custou fazer anos. Não me apetece entrar nos entas. E pronto, quem diz a verdade não merece castigo. Nunca soube o que era a crise dos 30. Na realidade, amei fazer 30 anos. Os 30 tinham muito mais pinta do que os 20s. Agora os 40 estão a ser mais difíceis de aceitar.

Então tomei uma decisão. Em vez de fazer disto uma crise, vou brincar com a situação. Em vez de esconder a cabeça na areia, vou tentar fazer uma despedida em grande e uma entrada ainda mais espectacular. Quero fazer ao longo deste ano coisas que marquem, quero tomar mais conta de mim, quero divertir-me muito e entrar em grande estilo na nova década que se avizinha.

E a primeira resolução foi a viagem, uns dias de escape, um voltar a fazer algo que tanto adoro, depois de uns anos parada. Mas sobre isso falarei num próximo post.

A segunda resolução foi o corte de cabelo. Entreguei-me totalmente nas mãos da Marisa e o resultado não podia ter sido melhor. Cor para esconder os aborrecidos brancos - depois de experimentar deixá-los aparecer, cansei-me deles - e um corte de miúda que dizem que me ficou a matar (até em Espanha ouvi piropos e que giros que eles são).
Já tinha confiado na Marisa para o alisamento, que ainda dura (podem ver aqui) e para o look do último 4D&Friends (ver aqui) e agora voltou a deixar-me maravilhada. E fiquei tão contente por saber pela própria que muitas de vós já a procuraram depois de lerem o meu post. Isso significa que me acompanham, que confiam no que eu digo, que sou credível. É o melhor presente que me poderiam dar.

A terceira resolução foi algo que andava a procrastinar há milénios. Fazer uma arrumação à séria no closet. Consegui seguir a máxima - Se não visto não está lá a fazer nada. Yurrayyyyy
Mas custa. Custou que se fartou. Ou porque se não serve agora, ainda pode vir a servir um dia, ou porque se não se usa agora ainda se pode vir a usar ou quem sabe se a filha não vai adorar quando crescer... E aqueles soutiens, cintas de grávida, roupinha mum to be? E se?...
Tive de lutar contra tudo isto, mas saí mais leve desta batalha. Muito mais leve.

Confesso que decidi fazer um passo intermédio entre o tirar e o doar. Tinha uns espaços vazios numa cómoda e passei para lá as peças que ainda não estava preparada para largar completamente. Então fiz um desmame: passaram para lá, para longe da vista de todos os dias, algumas peças. Se não as for buscar no próximo mês, então saem cá de casa nessa altura, definitivamente.

Temos de facto de aprender que há um número reduzido de peças que têm mesmo o tal twist vintage que se considera intemporal. Todas as outras... bem, as coisas voltam, mas voltam com outras cores, cortes, texturas, tecidos. Outra dica importante que não podemos esquecer é que as peças têm de ser guardadas em lugares específicos para que na hora de escolher o look seja super fácil de achar. Este já foi algumas vezes o meu grande drama, saber o que vestir, mas não encontrar a peça, ou não saber o que vestir e cansar-me rapidamente de procurar porque não estava tudo arrumado de uma forma que facilitava a procura. E quantas vezes me esqueci que tinha uma blusa, porque estava pendurada debaixo de outras, vez após vez?

As que ficaram separei por cores, estilos e comprimentos. E uso, claro! (a sugestão é: das mais claras para as mais escuras, tecidos delicados para tecidos mais grossos, de roupa mais trendy para os looks mais desportivos...). Falta-me padronizar os cabides. Sugestões de onde encontrar cabides simples e minimalistas?

E neste momento estou a começar um novo passo, quanto a mim essencial neste processo todo. Devo usar todos os dias uma peça diferente. Só assim saberei se o que ficou é para vestir ou não. Claro que vou deixar de lado roupas de festa, roupas demasiado quentes ou já demasiado frescas para o tempo que se está a fazer sentir. Se vestir e não voltar a tirar no minuto a seguir, é porque é para manter. Se não conseguir vestir, vai imediatamente para a gaveta de transição.

Cortar o cabelo e cortar uma série de peças do armário limpou-me a alma e organizou-me por dentro. É sempre uma excelente forma de re-começar um novo ano, já que Setembro é definitivamente o novo Janeiro.

Até já!







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Paisagem - Ávila, 1ª paragem na nossa roadtrip.



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sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Escapadela a dois ou Madrid mola mazo


Há muito que estava a precisar de uma escapadela a dois. Eu que digo aos casais que me procuram, que a relação do casal, o trabalho sobre o que é considerado o balão de oxigénio da família, é fundamental, com 4 filhos isso é muito difícil. Muito difícil mesmo.

Desta vez estamos a preparar tudo para que possamos escapar uns dias das rotinas, dos afazeres diários, das preocupações. Uma tentativa de ir buscar energias para enfrentar o ano que aí vem. Vai ser um ano especial, não tenho dúvidas. Estou cheia de projectos em curso, e de ideias à espera de serem concretizadas. Um ano de muito trabalho.

Com os meninos fomos de férias para o Algarve, demos um salto a Sevilha e terminámos no Alentejo. Agora será a vez do par conjugal. Poucos dias, mas que valerão por muitos.

O marido deixa-me quase sempre esta tarefa nas minhas mãos. Ele tem menos pachorra e eu simplesmente adoro. Adoro preparar um passeio, seja pequenino ou maior. Eu penso, penso, penso, pesquiso, tiro apontamentos (a sério!)...e depois apresento-lhe algumas sugestões e juntos vemos qual será a mais viável e aquela que nos apetece mesmo concretizar.

Confesso que desta vez fiquei ansiosa. Tinha vontade de sair, de conhecer outros sítios, de escapar das rotinas, de voar... mas não me conseguia decidir. Pensei nas Ilhas Gregas, e a mãe aconselhou-me a não ir, porque precisaria de mais dias para saborear tudo como devia ser.

Pensei em Formentera, mas o marido achou que eu era mais cidades e movida. E não deixa de ter a sua razão. De qualquer forma Formentera continua nos meus planos. 

A mãe disse: E porque não Madrid?". E embora eu a-d-o-r-e Madrid, franzi um pouco o nariz. É que já lá estive e eu tenho o lema de não voltar a sítios onde já estive, quando há tantos sítios novos para descobrir.


Mas enquanto pensava e não pensava, enquanto me decidia e não decidia, essa ideia foi tomando corpo. Ainda por cima foi lá que comemorei os 32 anos. Voltar ao mesmo sítio, na mesma altura, 7 anos depois é qualquer coisa de mágico, convenhamos. Sim, é lá que vou comemorar os 39, que estão a chegar.


E a ideia foi tomando corpo. Uma escapadela em forma de roadtrip, a cidades Património da Humanidade. How coll is that?

Ávila, Segóvia, Madrid e Toledo.

Milénios de História. Paisagens medievais, contraste entre a antiguidade e a modernidade, passeios, compras, tapear. Com muitas fotos a acompanhar.

Muy buena pinta!


Há sugestões?






Uma curiosidade muito engraçada.

Sabem qual é o significado das 7 estrelas na bandeira da Comunidad de Madrid?

As 7 estrelas representam as 7 estrelas da Úrsula Maior, que pode ser vista, quase o ano inteiro, na Sierra de Guadarrama. E os 5 pontos das estrelas representam as 5 províncias que circundam Madrid: Toledo, Ávila, Segovia, Guadalajara e Cuenca.




E agora algo imprescindível. A gíria!



Vale – vale é talvez a palavra mais utilizada por terras de nuestros hermanos. Vale significa “ok”, “sim”, “tudo bem”, “está bom”, "está bem" e também é bastante usado em despedidas.


Mono – Mono é macaco, mas também significa fofo. É usado principalmente para coisas relacionadas com crianças ou quando alguém faz algo meigo, romântico. Também pode ser usado como substantivo, passando a ser “monada” - “Qué bebé mono!” ou “Esa ropa es una monada!”


Guay – fixe, porreiro, cool, nice


Chulo – porreiro, quando se refere a um objecto ou a um lugar. Quando se refere a uma pessoa, significa que aquela pessoa acha-se a última coca-cola do deserto.´


Pasada – porreiro, cool, interessante. Normalmente é usado para identificar algo que surpreende pela positiva - “Este bar é uma pasada”.


Caña, doble y tercio – uma caña é um copo de cerveja pequeno, enquanto o doble é, como o nome já indica, o dobro disso. E o tercio é um terço de litro e costuma ser vendido em garrafa.


Currar/ curro - trabalhar/trabalho


Ser pesado – Ser chato no sentido de insistir com alguma coisa. Falamos que uma pessoa é pesada quando, por exemplo, sempre fala dos mesmos assuntos.


Pavo - a tradução literal é peru, mas também se usa para falar de dinheiro. Vamos aos exemplos: Esta camisa costa 20 pavos. Las entradas para el concierto son 30 pavos.


Mola mazo – diz-se isto em relação a alguma coisa ou lugar que é interessante, especial. Como se trata de um verbo diz-se sempre “x mola”, por exemplo, Madrid mola. E mazo significa muito. Então, quando algo mola mazo é porque é MUITO especial, algo que se a-d-o-r-a.



E mais dois a acrescentar, sugestão da querida Patrícia!


Vaya que faena - Significa que coisa má, chata que te fizeram.

Bicos= beijinhos.





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sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Sevilla te quiero mucho ou sítios giros para ir com os miúdos



Segunda vez em Sevilha, mas a primeira a 6.

A ideia era ter umas mini-férias dentro das nossas férias.

A ideia era levá-los à Isla Mágica e aproveitar a abertura este ano do "dois em um" - um parque aquático dentro da Isla mágica - a Água Mágica.




Sevilha é uma cidade muito quente, mas arranjaram forma de a tornar mais fresca, com fontes onde as pessoas se podem refrescar, com mini-aspersores nas esplanadas - giríssimo - com toldos em várias ruas - uma ideia fabulosa que vos mostro em fotos. Sevilha é uma cidade linda e onde se respira História a cada esquina.




O parque de diversões é um parque de diversões. Eu não sou grande adepta, nunca fui. Mas adoro levá-los e vê-los a divertirem-se. Fui sempre a fotógrafa de serviço, desde ao primeiro que fomos, o PortAventura em Barcelona.




Gerir 6 não é nada fácil. Sim, porque não é só gerir 4 crianças - peço desculpa, duas crianças, um pré-adolescente e um adolescente - mas também é preciso gerir os gostos dos dois adultos. O mais importante é aceitar que nem tudo pode ser visto, que os timmings são diferentes, que eles podem ficar cansaditos mais cedo do que o esperado, que podem fazer birrinhas e ter pequenos meltdowns. Muita água, muitos snacks, uma garrafa xxl de água termal, chapéus e relax total. Só assim se pode viajar com crianças.




Tinha sobretudo interesse em visitar o Metropol Parasol, que ainda não existia da última vez que visitei Sevilha. Um projecto ícone na Plaza de La Encarnación. Almoçámos numa das muitas esplanadas da Praça, muitas tapas e bocadillos, e depois passeámos pelas ruas. E ainda guardei meio dia para saldar - a loja Spantajaparos foi uma das escolhidas. Desde que fechou em Lisboa que sempre que dou um salto a Espanha é uma das minhas lojas de eleição.




Foram alguns dias de muita diversão.





A construção começou em 2005 e foi concluída em Março de 2011.
É considerado polémico. Há quem o adore e há quem deteste. É imponente e, quanto a mim, embora seja diferente do envolvente - Sevilha antiga - faz um contraste espectacular



































1
Conseguem ver a cara do Manel? Parece "O grito"!
Mas foi um corajoso porque realmente esta montanha-russa metia medo ao susto.





































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Concha: tshirt com o coração, da Lije; calções Maria Azul, touca Mix Your Life, havaianas
tshirt barco, da Knot;fato de banho da JokidsDesign, flor no cabelo Mix Your Life
óculos de sol Imaginariumvestido rosa Rosalita Señoritas e lonas Victória na Maria Nuvem
fios da Terços da Lupinha

Vicente: polo rosa Ralph Lauren, calções MetroKids e lonas Victória na Favo de Mel
tshirt barco, da Knot
fio Terços da Lupinha
calções azuis da SportZone
óculos de sol MultiOpticas

Mãe: tshirt "No time to wash", da Joni be Good, calções da H&M e óculos Tom Ford






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