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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Murder she said

Horror-Movie Survival Tips!

A quick run-down should you ever find yourself trapped in a horror movie and would prefer to live to tell the tale.


1. Don’t have sex.

* Seriously
* Abstinence is key.

2. Don’t go out with people you’ve just met that day.

* I don’t care how good he says his weed is
* he is cuckoo bananas
* and he wants you dead.

3. Don’t go to camp. Especially one where someone was murdered.

* There are six words you should YouTube, should you get the chance
* “Kevin Bacon in Friday the 13th”

4. Find a good hiding place and… STAY. THERE.

* If the killer can’t see you or hear you WHY WOULD YOU MOVE?
* Possibly the easiest rule to follow and, ironically enough, the easiest to break.

5. Always wear sensible shoes, ‘cause you never know when you’ll need to run through the woods.

* Someone will always be barefoot
* Or in heels
* Or just plain clumsy
* And will sprain their ankles
* And die.

6. If the town looks deserted, it’s probably because everyone is dead.

* Don’t walk around looking for people
* House of Wax, anyone?

7. Don’t be a hero.

* Unless you’re name is Harry Fucking Potter, you will die.
* Hell, maybe even then.
* I mean.

8. If you hear something creepy in the distance, like a dog’s yelp cut off mid-bark, don’t investigate.

* The killer is there.
* Also your dog is dead.

9. Always check the backseat before entering your vehicle.

* The last thing you need is to be killed while trying to merge on the expressway.

10. If your car breaks down in front of a dilapidated gas station, don’t ask a sketchy-looking townie for help.

* Some part of your body will wind up in his pick-up truck

11. Don’t go into the basement.

* They are creepy enough without you dying in one.

12. If you’re trying to buy a house and the real estate agent won’t answer any direct questions about either the history of the home or the previous tenants, DO NOT MOVE IN.

* At some point, someone in the house heard voices and cracked.

13. Turn off the television (and run away) if a girl crawls out of it.

* It is obviously your wisest choice.
* SEE ALSO: poltergeist, daughter trapped in tv because of.

14. If the walls of your house bleed, do not attempt an exorcism.

* Move very very far away
* Because there’s blood on your walls.
* Blood.
* Your
* Walls
* Are
* Bleeding.

15. Don’t act like a detective.

* Some crazy Japanese kid who meows like a cat will attack you in a closet.
* If you live, awesome story to tell your friend, right?
* But if you die, it is like the opposite of awesome.

16. Google the location you’ll be vacationing at.

* If more than five reports for “Missing Persons” pops up, you know not to go there.
* Issue. Solved.

17. Don’t get drunk. Or come under the influence of any mind-altering drug.

* Running away from a killer is that much harder when you’re tipsy and giggling.

18. If you see someone in a mask, don’t assume it’s one of your friends playing a trick on you to scare you.

* It is the killer.
* ALSO: laughing while saying, “Tommy, is that you in that stupid mask? Oh, I’m so-o-o-o-o scared!” is not conducive to your surviving.
* Killer’s are very sensitive about their disguises.

19. Don’t take a shower.

* ONLY APPLIES IF:
* It’s past midnight at the campground you and your sorority sisters are staying at or
* The lock to the door doesn’t work and you hear creepy piano music

AND THE LAST AND MOST IMPORTANT:

20. If the call is coming from inside the house, get out.







G-E-N-I-A-L



Hoje têm de me tratar com gentileza, sim?


Depois da doença o meu anjinho virou diabinho. Há 3 dias a não dormir (e a berrar) antes das 4/4.30 da manhã. Assim fica difícil aguentar. Mesmo, mesmo difícil.
Não sei o que tem. Já pensei em tudo. Até em atirá-la pela janela.

Os manos de manhã não ajudam. Depois de 4 horas de sono ainda me fazem discutir. Ou porque deitaram o pequeno-almoço pela sanita ou porque disseram que já lavaram os dentes e não lavaram. Socorro.

E eu tinha prometido que não ia levantar a voz ao pé da empregada nova (que começou ontem). Queria dar um ar de mãe cool de 4. Qual quê? Durou muito pouco. Até com ela me tive de chatear. Cheguei a casa, depois de os ir levar à escolinha, e porque a C tinha chorado (lá está, coincidiu a saída de casa com a hora da mama) ela estava já com ela ao colo e com a potente luz do meu quarto, a do tecto, acesa. Será que não sabe que não se pespega com uma luz daquelas nos olhinhos de uma bebé?

Hoje estou assim, simpática, simpática.
Se alguém tiver alguma coisa a dizer, assim uma crítica pequenina pequenina, por amor da santa, não a faça hoje. Espere por amanhã. Just in case. Vão por mim. Tratem-me com gentileza. Sim?



 É que quando não durmo viro assassina em série.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

E porque a vida não é só feita de roupa

Catimini


Cristiana Resina




Estes dois miminhos já estão a viver cá em casa.

Quando a austeridade vence a esperança

Queria ter postado isto mais cedo mas passou-me. Tantos posts que se perdem, tantos posts.
Mas penso que ainda vou bem a tempo.



À hora a que escrevo, está por horas a eleição da palavra para este ano. A iniciativa é da Porto Editora. Depois de inúmeras possibilidades, ficou uma lista mais curta, onde não faltava a “Troika” que nos entrou no vocabulário à força, até que restaram duas. E é curioso como são bem apanhadas, ambas, e tão simbólicas dos tempos e da escolha. Parecem opostas. Mas não acho que sejam. “Austeridade” e “Esperança”. A votação vai renhida, ao que parece, e provavelmente quem ler isto hoje já saberá qual ganhou. Para o caso deste texto, pouco importa, e prefiro até estender a indefinição da vitória. Ficaram sozinhas na lista, por parecerem uma branca e outra negra, uma positiva, outra negativa. Como se ao escolhermos uma delas estivéssemos a definir o comportamento que havemos de adoptar. Os realistas cépticos e sérios: votam “austeridade”, porque é preciso não ter medo das palavras e saber que terreno pisamos. Os optimistas, algo ingénuos, com tendência para a facilidade do sorriso sonhador: vão pela “esperança”.  É por estas e outras que não hei-de votar entre estas duas finalistas (e agora releia o título da crónica, lá em cima na página). Pois. É o meu dilema. Acho que ambas se adequam, reconheço força em cada uma, e, mais importante, acho que podem e devem complementar-se. Como reconheço que dou ligeira vantagem à “esperança”. Por feitio ou defeito, fui céptico na juventude, dado a pessimismos que justificava com mal disfarçada arrogância; julgava ver sempre um pouco mais além que os outros, e isso fazia-me vislumbrar um mundo mais negro que os ingénuos não alcançavam. Cansei-me de ser assim. A idade empurrou-me para o caminho onde se busca, incessantemente, o lado bom das coisas, das pessoas, dos acontecimentos. Quando começa a faltar tempo, convém aproveitá-lo bem. Talvez o meu optimismo, ou pelo menos a negação de um pessimismo militante, seja uma arma de sobrevivência. Não sei. Mas sei também que, a respeito de sobrevivência, acabaria por adoptar a “esperança”, nem que fosse pela lei da necessidade, ou a lei da alternativa. De que consta? Bom, de uma pergunta muito simples que devemos fazer em situação limite. Qual é a alternativa? Pormos as mãos à cabeça, no medo do que aí vem? Enfiarmo--nos debaixo da cama, correr as persianas, fechar os olhos com força? Deixarmo-nos abater pelo peso da expectativa? É daqueles momentos em que estamos esmagados contra uma parede. Como se uma mão poderosa nos comprimisse o peito até nos encostar as costas no frio do muro. É o momento de pensar: que te resta? Se não te podes angustiar com a ideia de ires mais para trás ou mais para baixo... procura levantar-te, procura sair de novo em frente. Chama-lhe esperança. Essa luta enquanto houver um sopro de resistência. Que todos temos, todos sem excepção, embora alguns precisem de ser postos à prova. Por isso escolho “esperança”, sem hesitação. Porque, por mim e pelos que amo, recuso-me a acreditar que nos espera o fim de uma era, que a vida voltará a trevas. E no entanto... Sim, creio no fim de uma era. Contraditório? Espero que não. Creio que chegámos ao fim de uma era... económica. Creio que, neste capítulo, nada será como dantes. Acredito que muitos de nós, a serem sinceros e justos quando se olham ao espelho, a sós, assumam, aceitem e confessem que muitas vezes, demasiadas vezes, esticámos a corda para além do possível, para além do razoável: vivemos, quase sempre, acima do que realmente podíamos. Bem podemos culpar a “sociedade”, que nos inundou de novas e galopantes “necessidades”, culpar os bancos, que nos aliciaram com crédito fácil, que nos fizeram acreditar que poderíamos viver muito acima do que temos realmente na conta. A verdade é que deveríamos ter feito escolhas, quando era difícil resistir às tentações.  A verdade é que pensámos nisso, (vou ter de pagar este empréstimo...), ou admitimos que nunca realmente pensámos nisso? Que foi mais um... logo se vê, há-de correr bem. E agora, a força da tal lei da alternativa. Encostados à parede, com o dinheiro a diminuir, somos empurrados para a poupança. E talvez desta lei da necessidade, desta lei dura do que é realmente possível ou não é, nasça em nós uma nova mentalidade. Por isso sim, “austeridade” também. É uma palavra feia que nos caiu em cima e nos verga, mas quem sabe... pode salvar-nos daqui para a frente. Tenhamos esperança de sairmos de tudo isto mais fortes e mais sábios. Não é feito disso o processo de crescimento?    




Rodrigo Guedes de Carvalho


Daqui






Austeridade foi a palavra que ganhou. Venceu à esperança. Venceram os cépticos em vez dos optimistas. Talvez seja mesmo um sinal dos tempos. Ou então uma mostra que o povo português é e sempre foi cinzento e stressado. Demasiado fado?


Austeridade foi a palavra que sucede a vuvuzela(2010) e a esmiuçar (2009).




E se eu pudesse escolher uma palavra qual seria? Depois de muito pensar escolheria Espanto. Foi um ano de espantos, de descobertas mais e menos felizes, de sobressaltos e de ultrapassagem de obstáculos; do nascimento da minha bebé e da maravilha que isso transmite. Espanto pela bondade das pessoas. Espanto pela maldade das pessoas. Espanto pelo estado do mundo. 
E se pudesse ser uma frase inteirinha? Hummmmmmm. Eu cá escolheria a "Tás a brincar comigo?". Dá ou não para tudo e mais alguma coisa?






E vocês, que palavra escolheriam?

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