quinta-feira, 8 de março de 2012
7 pequeninas coisas para se ser bons pais
Tomar conta de si
Antes de termos filhos talvez pudéssemos pensar só em nós, numa atitude de I don't give a damn para a minha saúde, para estas coisas do corpo (e da mente). Mas depois já não se trata só de nós. O meu medo de morrer aumentou exponencialmente depois de ter sido mãe. Portanto, o melhor que posso fazer pelos meus filhos é cuidar de mim.
Mais do que mãe coruja, mãe-galinha, quero ser uma mama bear
Proteger, proteger, proteger sempre. Proteger por instinto. Enquanto eles precisarem. A bem dizer, da parte de uma mãe, será sempre.
Ser uma boa detective
Conseguir encontrar em tempo recorde roupa, bonecos, sapatos, chupetas e até trabalhos-de-casa desaparecidos.
Ler para os nossos filhos
Ler é importante. Absorver palavras e brincar com os sons, com as imagens e significados. Ter tempo para educar, para ser uma inspiração para os nossos filhos é muito importante. Mesmo.
Tornar tudo melhor
Somos o porto-seguro, donas dos beijos curativos e dos pensos rápidos e dos mimos, muitos mimos. De abraços apertados que farão a diferença. Toda a diferença. Tornam o mundo deles melhor. E por associação, o nosso.
Mestre na arte de programar
Para não enlouquecer é necessário, acima de tudo, manter a ordem. Não é fácil mas alguém tem de o fazer. Vamos lá a isso.
Exercitar o estado zen
Contar até 10 e se não chegar até 20 e se não chegar até 30. Paciência, carradas de paciência. Ir buscá-la onde não sabemos que existia. Amar incondicionalmente também é isto.
quarta-feira, 7 de março de 2012
2 anos
Fazes hoje dois anos. Amo-te tanto, tanto que fico sem palavras para descrever tudo o que sinto, coisa rara em mim.
Trouxeste tanta alegria para a minha vida, meu amor pequenino. Obrigada.
terça-feira, 6 de março de 2012
Haikus
Uma das coisas mais engraçadas que me aconteceram nos últimos tempos foi ter sido convidada para um grupo de haiku. Nunca tinha feito mas tenho adorado a experiência.
Ousar não ter medo
Sorrir e acreditar
Afinal, viver
Teias que se tecem
Verde Primavera
Apenas silêncio
Quatro corações
Seis vidas a palpitar
É isto que sou
Tu que nunca vi
Estranhos agostos
Bocados de ti
Amor e vida
Descobertas de ontem
Hoje e sempre
Nicho em que habitamos
Bocados de muitos ontens
Nada. Quase nada
Palavra que cala
Silêncio que fala
Tudo é desengano
Haiku= capacidade de ser conciso e objectivo. Poemas com 3 linhas ou versos, com 5,7 e 5 sílabas, que relaciona sentimentos com natureza.
Rimas e títulos são desaconselhados.
O fundamento filosófico do haiku é o princípio budista de que tudo neste mundo é transitório e que o importante é sabermo-nos feitos de mudanças contínuas como a natureza e as estações do ano.
No haiku há uma busca pelo satori, ou seja, a “iluminação” súbita dos “contrários” de que é feita a vida (coexistência contínua de vida e morte) e a certeza de que o homem não é escravo do tempo e da morte, mas que dentro de si leva outro tempo. E a visão instantânea desse “outro tempo” chama-se poesia.
A poesia do haiku deve ser “íntima e subjectiva, tendo como fonte um momento particularmente poético vivido pelo autor (descoberta do Kigo), não deve ser, portanto, poesia artificial e/ou imaginária.” Ou ainda: deve ser um “flash do aqui e agora, - o poema como fruto do “acontecendo agora”, representado pelo Kigo e vivenciado pelo poeta; e não, em consequência de evocação de realidade distante. (...). Lembranças do passado podem estar no presente do poema, associadas ao Kigo, mas o poema não deve ter como assunto principal as lembranças que fazem parte do passado do poeta.
Não querem experimentar também? Cada leitor(a) deixa um. Deal? Olhem que é catártico.
:)
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