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quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Natalar

Estou em modo lagartar nas férias de Natal.

Estou no Alentejo com a minha família nuclear e a minha família de origem.
Curiosamente ou talvez não tenho menos tempo nas férias do que quando estou a trabalhar.

O Natal foi muito bom, e provavelmente não muito diferente do vosso. Os dois pequenos estão cheios de tosse e ranhinho e com muitas dificuldades para comer. Eu, pelo contrário, estou com muita facilidade para levar a cabo a mesma tarefa. Ele há coisas!

O Natal é mesmo das crianças, sem dúvida. Toda a gente sabe disto mas vale a pena continuar a constatar o óbvio. E com 4 crianças em casa a loucura é mesmo a quadriplicar. Até a Concha entrou na euforia e esteve contentíssima a rasgar papel.

O que é que ela gostou mais de tudo? De andar a pôr e a tirar as pilhas dos carrinhos do mano Vi.
E a seguir? De pôr o dedo no nariz e limpar nos seus cabelos de ratinha. E não me venham dizer que as crianças funcionam em espelho que eu histericamente vou jurar a pés juntos que ninguém cá em casa faz o mesmo!

O Vicente gostou imenso de tudo, o que era dele e o que não era porque o lema é, sem qualquer duvida, "É tudo MEU", principalmente se o tudo for da mana pequenina. 

Constatações: estive dez anos a ter carrinhos e cenas de gajo em casa. Há dois Natais que tenho coisas cor-de-rosa. Adoro. Mas também posso dizer que não há carrinhos pirosos e pistolas pirosas e aviões telecomandados pirosos. Mas há bonecas muiiiiiiiiiiiiiiiito pirosas. E mais não digo.

Por falar em comportamentos estranhos e não aprendidos dentro de casa, hoje presenciei a uma  birra do Vicente que queria o balão cor-de-laranja da mana Concha. Ele tinha um cor-de-rosa mas queria porque queria o cor-de-laranja porque..."O cor-de-rosa (soluços e muitas lágrimas) é para meninas"!!

Um dia mudo-me para o Alentejo. Os sogros da mana mais nova são avós dos meus filhos, melhores do que muitos e muitos avós que por cá andam.E mais não digo.

E estou cheia de vontade de ir a Badajoz, fazer não sei o quê porque nem sequer posso ir saldar. Pelo que me lembro, para eles só depois de dia 6. E estou com imensa vontade de ir ao cinema ver A Vida de Pi. Será que consigo? O que vale é que vou comprando filmes na Fnac. Até tenho vergonha de dizer há quanto tempo não vou ao cinema.

Aproveitei as minhas sugestões e comprei de lá uma série de presentes. Para o pai uma experiência romântica a dois, da Odisseias; para a mãe a Nossa Senhora da Gingubas, que ela adorou. Para a mana mais nova e cunhado peças engraçadíssimas da Capitão Lisboa; para a mana mais velha e cunhado, Bazar da Lapa. Para o marido ténis lindosssss Fred Perry da Mau Feitio; para a C. um kit da Mini by luna; para eles, Continente e Fnac. 
Para eles me oferecerem comprámos uns anéis da Casa Batalha. Ganhei um portátil dos pais, que o meu mac estava a dar o berro e, acreditem ou não, morreu nessa noite de tristeza. Tenho de o levar para o hospital mas não me parece que haja recuperação possível.
Ganhei umas roupitas S e XS da mana mais velha, que só me envergonha, como diz o outro. Não pode uma pessoa tentar esquecer que este natal cometeu excessos tem de vir logo alguém lembrar? E recebi ainda um gel de banho e mais um creme da Sephora, da mana mais nova. 
E dinheirinhoo do avô para eu comprar cremes para as olheiras, que bem preciso. Estou quase quase a decidir-me pela gama da Givenchy. Tenho uma aluna que trabalha numa perfumaria e me deu umas amostras e estou a adorar.

E do marido??

O bilhete para os Depeche Mode. Yeahhhhhhhhhhh!! Ou andou mesmo a ver o blog ou eu falei nisso durante o sono. 


E sim, mesmo assim este ano foi tudo mais em modo contenção. Contivemo-nos nos presentes mas não nos contivemos na comida. Bolas, vira o disco e toca o mesmo.

E como estou em modo preguicite aguda ainda não passei as fotos para o computador mas vou fazê-lo porque sei que tenho resmas de leitoras à espera desse momento tão importante e único.
Um dia acho que vão confundir o meu sarcasmo com outra coisa qualquer mas posso garantir-vos que é mesmo só sarcasmo.

Bem,o que é que come por ai?


terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Gente gira como nós - 4D






Esta entrevista é muito especial. Eu cá acho e palpita-me que vocês também vão achar.
É um presente meu para todos os que me/nos acompanham.
Que eu iria ser a sexta entrevistada já sabiam. Que as perguntas iam ser feitas por vocês, também. Mas porque quis surpreender, em vez de cinco escolhi seis perguntas (peço desculpa a quem desta vez ficou de fora) e pedi às duas pessoas que me conhecem melhor para responderem também. Para além disso pedi às entrevistadoras que se identificassem, porque também elas são peças-chave desta engranagem.
Desejo tudo mas tudo de bom a quem gosta de nós. A quem não gosta, desejo tudo o que me desejarem, mas em dobro. Sim, eu sei, sou umas mãos largas:)





1-       Raquel d'Orey, 42 anos , 2 filhos. Costureira/Mãe . Segue o 4D desde sempre. Palavra para definir o 4D: consistente
 Acha que não viver em Lisboa a deixa um pouco à margem de tudo o que vai acontecendo por cá?


Sofia: Evidentemente. Já recebi alguns convites que infelizmente tive de declinar, assim como já soube de algumas situações em que nem sequer recebi convite exactamente por isto mesmo. Mesmo assim gosto de mostrar que este mundo digital prima precisamente pela capacidade de estar perto, mesmo estado longe. E que um convite feito atempadamente, para poder gerir a minha agenda, será sem dúvida muito bem acolhido. Acho que essa foi uma das principais razões porque aceitei o convite da Pais e Filhos e mais tarde da Maria do Laço para fazer o Christmas photo shooting com a minha filha Concha.


Marido: Obviamente que deixa à margem.


Mãe: Um pouco, claro. Em Lisboa passa-se tudo e a distância, quer se queira quer não, é um handicap. Impede muita coisa.


2-       Sara, 37 anos, 2 filhos. Psicóloga Clínica.  Segue o 4D mais ou menos há 6 meses. Uma palavra para o definir: inquietante
 Defina cada um dos membros da sua família nuclear com uma palavra.


Sofia:


Eu: Exigente

Marido: Enigmático

Afonso: Especial

Manuel: Amuadiço

Vicente: Furacão

Concha: Delicada


Marido:


Sofia: Preocupada

Eu: Calmo

Afonso: Cabeça na lua

Manuel: Rebelde

Vicente: Traquinas

Concha: Linda



Mãe:


Sofia: Temperamental

Alexandre: Boa onda

Afonso: Deixa andar

Manuel: Artista

Vicente: Força da natureza

Concha: Princesa


 3 - Cláudia Ribeiro Correia, 3 filhos. Completamente mãe. Segue o 4D há cerca de 2 meses. Palavra para o definir: fantástico

 O que é que se imagina a fazer daqui a dez anos?


Sofia: Não sei. É que não sei mesmo. Gostava de estar a morar noutra cidade, gostava de estar a fazer outras coisas. Quando faço o mesmo de sempre, durante muito tempo, sinto-me a estagnar e a ficar muito pouco motivada e isso não pode ser. Claro que dez anos é mesmo muito tempo. Nem faço ideia se ainda vão existir blogs. Acham que sim? E custa-me a imaginar a C., por exemplo, com 11 anos ou o A. com quase 22. E pensar nisto faz-me ficar mesmo muito emocionada, confesso.


Marido: A Sofia daqui a dez anos vai ter uma loja de roupas para bebés ou então vai ser escritora, já consagrada, ou então qualquer coisa relacionada com publicidade e psicologia, sempre na área das crianças e dos bebés. Ou então vai fazer isto tudo e muito mais. Mulher para isso é elaJ


Mãe: Profissionalmente o mesmo. Sem blog. E como mãe as eternas preocupações com os filhos.


4-    Susana Alves, 35 anos, 2 filhos. Educadora social. Desde o inicio do ano, no blogue e desde junho, no facebook. Palavra para definir o 4D: real.

 O que acha do seu blog? Como é que acha que ele se destaca?


Sofia: Eu gosto muito do meu blog. É meu e isso basta para o acarinhar muito e sentir-me orgulhosa dele. Basicamente é como com os filhos. Mas também sei que tenho de praticar a parentalidade positiva com ele. Há dias que estou com pouco tempo ou mais com a neura e não lhe ligo muito. E como acontece com as crianças, muitas vezes perco a paciência para a picardia entre ele e a mana 4D, a página do facebook.

Acho que a característica mais forte é ele servir como facilitador terapêutico/coaching para muitas pessoas. A partir dele, e principalmente a partir dos posts mais reflexivos, muitas pessoas me procuram para pedir alguns conselhos, dicas ou simplesmente para desabafar. E isso é bom. De resto sou uma leiga que acha piada a certos temas como a moda infantil e a decoração de interiores, por exemplo. E tenho-me vindo a perceber que muita gente gosta e confia no meu gosto, o que é óptimo. E depois o facto de sermos família numerosa também sei que torna tudo mais atractivo. Só por isto vale a pena ter mais um (I’m joking!).


Marido: Em primeiro lugar não sigo blogs e não sigo o da Sofia mas sei que é uma espécie de diário. Não é?
Pontos fortes dela: tem muita criatividade e uma capacidade de escrita incrível.

Mãe: Gosto muito do blog. Acho que o que a destaca mais são os posts que nos obrigam a todos a reflectir mais sobre uma série de coisas. Para além disso as peripécias deles, é claro. Por ser uma família com 4 crianças ainda tem mais piada.


5-       Cíntia Trincão, 29 anos, 1 filha.Delegada Comercial. Segue o 4D há cerca de 1 ano.
4D numa palavra: Companhia

 Como é que é um dia seu?

 Sofia: Qual deles? O início da manhã e o meio/fim da tarde são sempre iguais. De resto é tudo diferente de dia para dia. Uns dias estou a trabalhar em casa e noutros fora. Uns com mais tempo e calma e outros muito mais agitados. Quando estou sozinha gosto muito de aproveitar o silêncio. Estou numa fase em que é raro colocar música quando estou a fazer as minhas coisas. Quero usufruir do silêncio e acaba por ser uma forma de recarregar baterias para quando eles chegam a casa.


Marido: Imagino que sejam dias muito interessantes. A Sofia vive intensamente tudo e por isso são dias stressantes, intensos e preenchidos mas também muito engraçados. É sem dúvida uma grande correria.


Mãe: Filhos, aulas, blog, aulas, consultas, blog, filhos, filhos, filhos, aulas e blog.


6 - Sofia Serrano, 32 anos, 2 filhos. Médica e blogger (cafecanelachocolate.blogspot.pt). Segue o 4D há cerca de 1 ano. Palavra para o definir: tesouro.
 Diga-me três coisas que levava para uma ilha deserta?


Sofia: Coisas ou pessoas? Prefiro coisas porque decidir-me por três pessoas ir ser uma carga de trabalhos.

Computador, partindo da ideia de que apanhava net numa ilha deserta e que a bateria do mac era ilimitada. Bom, se no Lost tudo pode acontecer, porque é que comigo não pode também?


Marido: Computador não levava que não havia rede nem internet. Mas era para lá estar quanto tempo? É que isso era importante saber.
Um livro, pinça para as sobrancelhas e um espelho.
Acho que ela não durava lá muito tempo.

Mãe: Como não tinha internet nem os filhos acho que a Sofia estaria mal.
Uma máquina fotográfica, alguma coisa para comer, de preferência alguns docinhos, e um livro.





Beijo e um excelente 2013!






domingo, 23 de dezembro de 2012

And the answer

was

YES

e mesmo a tempo do meu presentinho de Natal.

I'm happy as a bird with a french fry sweet popcorn!
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