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segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

2ª mensagem de fim de ano


Em 2013


Caí em graça e caí em desgraça. Inspirei-me e desesperei.Tropecei e levantei-me. Lutei pelos meus sonhos, mas tive tanta vontade de desistir. Rodeei-me de gente que me fez sorrir e sentei-me infeliz a um canto. Ri de alegria e chorei em pranto. Atingi imensos objectivos e deixei fugir outros tantos. Desiludi-me a valer e maravilhei-me sem querer. Fiz amigos e fiz inimigos. Fui acarinhada, mimada, elogiada, copiada. Fui criticada sem saber porquê.

Cuidei. Ganhei. Perdi. Venci.

Cresci.

Vivi.


Porque a vida é tudo isto. 
Uns dias de paz e outros de caos. Uns dias tão bons e outros tão maus.

Perdoa. Respira. Segue em frente.
E ama a viagem.


Feliz 2014



1ª mensagem de fim de ano

Foi escrita há 2 anos, mas para mim continua muito actual.
A c. já não tem o olhão azul, mas tem covinhas como os manos:)
O V. não está nada trinca-espinhas, mas está com um feitiozinho difícil, difícil:)
Portanto, este post aqui foi remodelado para ficar assim. Descubram as diferenças!






Gostava de ser mais nova. Gostava de ter a idade que tenho mas parar por aqui. Gostava de viajar lá para trás quando me desse na real gana. Gostava de não ter filhos. Gostava de ter mais filhos. Gostava de ser médica. Gostava de ser produtora discográfica, realizadora de filmes underground, dançarina de ballet clássico, publicitária ou trapezista no Chapitô. Gostava de ser cantora ou barwoman em NY ou guru em Katmandu. Gostava de ir a Tokyo ou à Conchinchina ou a sítios ainda mais improváveis, a terras difíceis de imaginar. Gostava de ser gira todos os dias. Gostava de saber quem sou. Gostava de voltar a ter estilo. Gostava de escrever outro livro. Gostava de ser uma poetisa de renome. Gostava de viver em Buenos Aires, Chicago ou em Berlim. Gostava de ser actriz. Gostava de começar e acabar o pós-doutoramento só porque sim. Gostava de ter muitos amigos. Gostava de ter poucos, daqueles à séria, que não nos abandonam à primeira contrariedade. Gostava de ter uma casa senhorial na cidade. Gostava de mudar de cidade. Gostava de mudar de vida. Gostava de viver várias vidas. Gostava de ser rica. Gostava de não ter um chavo e de não me importar nada com isso. Gostava de ter mais tempo. Gostava de ler mais e mais e mais. Gostava de ter uma memória excelente e de não me esquecer do que li. Gostava de tocar baixo. Gostava de tocar piano ou guitarra ou saxofone. Alto, muito alto. Gostava de falar mandarim e cantonês. Galego e mirandês. Gostava de ser advogada. Gostava de ser o Donald e dizer You're fired! Gostava de ser diplomata ou deputada. Gostava de não sofrer tanto pelo que não vale nada. Gostava de aceitar. Gostava de acreditar que era feliz. Gostava de poder passar um Inverno num sítio quente. Gostava de fazer mais voluntariado. Gostava de fazer a travessia do canal da Mancha a nado. Gostava que nunca acontecesse nada de mal aos meus filhos. Gostava que não me acontecesse nada de mal a mim para poder vê-los crescer, namorar, casar, ter filhos. Gostava de ter um humor mais cáustico, ou sarcástico ou qualquer coisa do género in between. Gostava de ser mais independente. Gostava de ter o cabelo mais curto ou mais comprido ou assim-assim. Gostava de ser uma Evita, uma Che ou uma Madre Teresa. Ou um Andrew Zimmern, um Anthony Bourdain ou um Gordon Ramsay. Gostava de me desfazer de todas as malas e comprar "a" mala. O mesmo com os sapatos. Gostava de ser mais cuidadosa com as coisas marteriais. Gostava que a C. ficasse com o ar de menina gira e reguila que tem agora. Gostava que o M. nunca perdesse as covinhas que faz na cara e ainda os seus sinais via láctea. Que continuasse independente e que continuasse com os seus 5s. Gostava que o A. fosse sempre o menino feliz que é, apesar do que a vida já lhe reservou. Mas também gostava que se tornasse mais responsável e mais dedicado aos estudos.  Gostava que o V. saísse rápido destes terrible three e que os four não fossem assim tão terríveis. E que nunca ficasse trinca-espinhas como os manos. Gostava que eles não fossem tão índios. Gostava que fizéssemos ainda mais coisas juntos. Que ríssemos muito e que eu não andasse sempre tão preocupada. Gostava de aplacar esta angústia que tenho cá dentro. Gostava de ser mais tolerante e calma.  Gostava de não explodir com quase nada. Gostava até de ser resignada. Gostava de gostar mais de algumas coisas ou pessoas ou cenas. Gostava de não gostar de outras. E é isto. E é assim.

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Do Natal



Já passou. Passa tão rápido.

Dia 24 amanheceu com uma tempestade daquelas de meter medo ao susto. De manhã os ventos tornaram-se quase ciclónicos e depois veio o dilúvio. As ruas da nossa cidade tornaram-se quase intransitáveis. Confesso que me estava a fazer cá uma confusão irmos com os miúdos fazer uma viagem de 3 horas, no meio de tanto perigo. Mas fomos, lá teve de ser. Árvores caídas na estrada foram algumas. Não parou de chover um segundo sequer...mas chegámos e chegámos bem, com uma mesa pronta e farta, para nos receber.




E o resto deve ter sido igual a qualquer outra casa, às vossas casas. Comida e mais comida (e mais comida), conversetas, risos e disparates misturados com conversas mais sérias. O bisavô a recordar os seus tempos de garoto e os bisnetos a cantarem músicas de Natal. 




E depois vieram os presentes e os olhos brilhantes de felicidade, de pequenos e graúdos. Sim, porque o Natal é mesmo para todos.

Eu tanto falei nisso que o rico marido acabou por me oferecer...o iphone!




Adorei os presentes que distribui este ano. Privilegiei marcas portuguesas, coisas nossas, marcas que fui descobrindo, adorando e divulgando: Terra de Cores, Santos de Todos os Dias, Potemole, Meia Dúzia, Tia Rosa, Cook for you Cook wit you, Aladina, Here comes the sun - Coisas simples para gente gira... E depois nunca pode faltar a sempre amiga Fnac e os sempre amigos Continente e El Corte Inglés.




Dia 25 foi dia de abrir o resto dos presentes dos pequeninos e de comida e mais comida (e mais comida).

Bem que a mãe podia ter escolhido doces que eu não gosto. Seria tãããão mais fácil. Mas desta vez foram mesmo todos os que considero "os meus preferidos". E doces e salgados e fritos e sei lá mais o quê, numa ainda convalescente rapariga, deixaram mossas valentes. Só vos posso dizer que hoje o senhor pai já marcou uma série de ecografias para fazer na próxima semana. Mas não vale a pena pensar muito nisso agora.




Agora estou de férias - que não significa menos trabalho; significa sim, fugir da rotina.




E nesta fuga da rotina, acabamos por cair nas rotinas das férias, que eu gosto tanto. Vamos voltar a Badajoz e, tal como no ano passado, pergunto-vos por sugestões de lojas para girls&boys. Há um ano fartei-me de vos agradecer as dicas valiosas. E agora quero mais!




Sobre a passagem-do-ano não faço ideia de como vai ser, mas cada vez tenho menos vontade de muito barulho e confusão. Não gosto de confusão, mas gosto imenso dos balanços do fim do ano, e da ideia de renovação e da ideia de começar de novo, tão própria desta época. E vocês, não?





É impressão minha?



Look 24 de Dezembro: Xsxl


Em modo Chapéu de Papel


25 de Dezembro bem cedo - nem parece que se deitaram tardíssimo!


Vicente a delirar. 


Há meses que ele pedia estes carrinhos!



Dia de Natal - look Pó de Talco






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