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segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Homenagem



Não se pode adiar o amor, dizia o poeta.

Eu poderia, eu sei. Num espaço tempo onde as vidas não se confundem e onde o toque é tão leve que quase não se sente. Ali, no meio do nada, pertinho de coisa nenhuma. Onde vive tanta gente. 

Mas depois ficava o sabor a ausência na boca e no resto do corpo e mesmo no meio da alma. Ficava a ruminação obsessiva pelo que não se viveu, pelo que poderia ter sido e não foi, simplesmente condenado a apenas imaginar a vida que não se teve e tudo o que se perdeu.

Não se pode adiar o amor, eu sei. Não se pode adiar o abraço, nos teus braços. Aquele abraço que leva a pensarmo-nos através do outro, porque a vida é tudo, porque a vida é isso. Eu sei.

Porque vai haver um dia que não se adia.

Talvez arranjar coragem para aceitar que o medo faz parte da equação. Ou simplesmente arranjar um lugar cá dentro. Porque não se pode adiar o presente, que é um presente que o futuro nos deu.

Porque não se pode adiar o coração.




Pequeníssima homenagem a António Ramos Rosa



RIP

sábado, 29 de junho de 2013

Poemas



Lembras-me intensamente

Um fim de tarde em Lisboa

O céu por detrás do rio

Num pôr-do-sol alaranjado

E um desejo de seduzir

De ser seduzida.

De mãos dadas correndo mundo

Encurtando as distâncias

Deixando saudades

- Descalça bailando na rua -

Lembras-me intensamente uma música de outros tempos

Tangos e boleros atormentados

De angustias que se viviam apaixonadas

Naqueles mesmos redondos fins-de-tarde

De sol posto no Tejo de Lisboa,


Com sabor a sal e a saudade.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

O tempo foge. Inglourious bastard.
Foge e foge-nos e escorre-nos por entre os dedos.
E nem esperes que olhe para trás.
Desta vez só mesmo uma felicidade inventada.
Isto é só um poema. Mas sou eu? Arrasto-me pela incoerência. E não confesso.
Sacana do tempo. Cada vez maior a distância.
E não se deixa apanhar.

Sabias que já há muito que não acordava a chorar?

É de mulher?
É de gente.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011



E o que foi não volta ser
mesmo que muito se queira 
e querer muito é poder
o que foi não volta a ser
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