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quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Tomates, tomates, tomates



O título pode ainda não vos dizer grande coisa, mas tenho a certeza de que muitas mães se vão identificar bastante com o que vão ler. Bom, não precisam de ser mães…podem ser educadoras de infância, professoras, tias, madrinhas, irmãs, avós, amigas… À partida, se houver uma criança metida na equação, nomeadamente uma criança entre os 3 e os 12 anos, vão saber bem do que falo.

De facto, há uma empresa alemã sediada em Portugal, um supermercado (mais vale dizer logo que é o Lidl, porque todos sabem que é a essa grande superfície que me estou a referir – e é bom que saibam também que esta publicidade gratuita deveria fazer-me render muitos, muitos pontos), que conseguiu a proeza de durante dois meses e pouco pôr toda a gente a falar de frutas e vegetais, peluches, pontos, cadernetas, cartas… e em total desespero mães e pais (não, não podem dizer que sou só eu que não acredito).

Se houver alguém por aí que tenha estado hibernado ou meio adormecido, eu explico. O Lidl criou a campanha Gang dos Frescos, cheia de peluches super fofinhos, todos vitaminados. Mas é uma promoção? Sim….não? Segundo a Wikipédia, a nossa melhor amiga, promoção “é qualquer ato que venha a elevar o status de um produto, individuo, situação, empresa, etc. (…) é um ramo direto da publicidade, do marketing, de relações públicas…”. Ok, o Lidl criou uma promoção que foi um excelente golpe publicitário e lhe rendeu uns belos euros a mais – e é assim que os alemães combatem a crise.

Mas oferecem alguma coisa, perguntam vocês? – sim, é que nas nossas cabeças numa promoção ganhamos qualquer coisa, temos direito a um desconto ou até se levam dois produtos pelo preço de um… Mas, neste caso, não acontece nada disso…Então, o que acontece? Eu ajudo.

Por cada dez euros em compras recebe-se 1 ponto (e 4 cartas para coleccionar). Ao fim de 6 pontos, ou seja, de 60 euros gastos, pode-se ficar com um boneco com a forma de fruta ou vegetal. Mas isso é porreiro pá!, diz alguém que andou mesmo hibernado. Pois…sim….esqueci-me de dizer que ainda temos de pagar 9.99 para ficar com o peluche e fazer a nossa criança feliz. Ou então gastamos 120 euros em compras (12 pontos) e desembolsarmos “apenas” 2 euros e 99 cêntimos (sempre adorei a magia dos preços a acabarem em 99 cêntimos) para levarmos connosco um dos presentes mais desejados dos últimos tempos. Mas então, nunca é de graça? Deixem-me pensar…ahhhhhh, não. E pode-se chegar lá e simplesmente comprar o peluche e ficarmos livres do choro histérico dos nossos amores mais pequeninos? “Eu quero o mirtiloooooo, eu quero a laranjaaaaaaaaaaaaaaa”… (choram por oito bonecos diferentes). Não, também não se pode chegar e comprar e acabar logo com o suplício. Tem sempre de se fazer, pelo menos, 60 euros em compras primeiro. Começam a acompanhar o meu raciocínio?

Se isto ao menos fizesse os nossos bem-amados filhos terem mais vontade de comer tomates, ervilhas, cogumelos e laranjas seria uma boa estratégia. Qual quê? Eles não são assim tão fáceis de enganar. Querem os peluches e é já. Ou é só, se calhar. Supostamente há um fundo humanitário e proactivo importantíssimo nesta campanha. É didáctica. Até há uma caderneta que adverte sobre os bons e maus hábitos alimentares… que, já agora, também tem de se pagar. Mas o tempo que deveríamos gastar a explicar-lhes que o sal faz mal ao coração; que os vegetais não devem faltar nem no almoço, nem no jantar; que o peixe é melhor do que a carne; que os mirtilos curam doenças da boca pelo seu poder desinfectante e anti-inflamatório; que o tomate tem muita vitamina C, que previne a artrite e a aterosclerose…é o tempo que temos para os consolar e explicar que é impossível terem os peluches todos, que isso implicaria ir todas as semanas, pelo menos uma vez, ao outro lado da cidade e deixar por lá todo o dinheiro da carteira, dos bolsos e dos cartões de crédito e sem ser de crédito. 

É que ainda por cima nem sequer temos uns 6 meses para gerirmos a crise. Começou no dia 1 de Setembro e termina já a 8 de Novembro. E por mim falo, já estou com palpitações só de pensar que só vou conseguir dar-lhes três peluches, no máximo. As minhas alunas até já me avisaram para eu não me preocupar – “Sem stress Professora, eles estão à venda no Olx e no ebay!”. Grande Lidl. E o burro sou eu?, como diria o outro.

Este assunto é sério, acreditem. Este último mês não tem sido fácil. Parece que no ano passado também houve esta campanha, mas consegui sair ilesa. Desta vez não tive como escapar – malditas escolas onde se aprende o que não se deve.

Tendo tomado conhecimento dos factos este ano, os artistas cá de casa começaram logo a pedir e a pedir e a pedir. E o pedir é como o coçar, o difícil é começar. E eu pensei cá para mim “um só não vai fazer mal” e arranjei-lhes o tomate. Três a disputar o tomate, my God! Tenho de arranjar pelo menos mais um, decidi de imediato. Pelo menos não se matam. Alguma vez na vida eu pensei passar por isto? Ver os meus filhos a degladiarem-se por causa de um tomate? Então veio o cogumelo, bem engraçado, por sinal, que acalmou os ânimos, mas por muito pouco tempo. “A Teresa tem o mirtilo e a Constança a ervilha e ninguém tem a laranja, sabias?”. E todos os dias quando os acordava, a primeira coisa que o Vicente me dizia, antes mesmo de um alegre “mamã, bom dia!”, era “é hoje que vais buscar a laranja?”. E quando os ia buscar ao colégio, não parava de perguntar “Já tens a laranja? Vamos agora comprar?” Socorooooooo. E como a mãe é muito pouco esperta – assumo-o aqui perante tantos leitores – em vez de ficar caladinha, como uma boa menina, e ir dizendo apenas “sim, sim, pois, pois…qualquer dia”, lembrou-se de comentar “ai sim, mas a maçã não é muito mais gira?”. Resultado: passaram a querer a laranja, como até aí, mas agora também, pelo menos, a maçã. “Mas se conseguires, por favorrrrr, traz também o Mirtilo e já não pedimos mais nada”, até daqui a pouco, claro. Boa Sofia, muito bem, bom trabalho! As mães são mesmo tontas, até eu me espanto. E lá fui eu telefonar para a minha mãe “Arranja-me os pontos aí do Alentejo, preciso tanto”.

Aqui em casa não se fala de outra coisa, não se pensa noutra coisa e, até diria mais, não se sonha com outra coisa. Querem ver? Vou-vos dar dois exemplos que explicam o estado em que os meus ricos filhos andam. O Manuel fala a dormir. Não se levanta da cama, não faz coisas estranhas, mas fala que se farta. Uma destas noites, ainda estava eu acordada, oiço-o a falar e ainda apanho o fim do que aparentava ser um diálogo “Queres o tomate? Ai queres o tomate? Agora não te dou!”. Sim, ao menos com ele sabemos o que o anda a preocupar. Já o ouvi falar de bulhas, já gritou que não queria jantar. Isto só me confirmou os meus piores receios. Esta campanha está tão bem feita que consegue chegar aos sonhos dos nossos filhos, tomando a forma de pesadelo. Perigosíssimo! 

Duas noites depois tirei a prova dos nove…da pior maneira possível. Tenho a certeza que agora vão ficar mesmo do meu lado. A Concha passou a noite neste fado “O meu tomateeeeee, perdi o meu tomateeeee” e eu passei a noite a levantar-me e ir à procura do raio do tomate dela, no escuro. Devolvia-lhe o tomate, voltava para a cama tropegamente, para uma hora depois ouvir de novo a mesma ladainha “Não sei do meu tomateee, mãeeeeeeeeee”. Às tantas peguei-lhe bruscamente, gentilmente e levei-a para a minha cama. Dormimos o resto da noite descansadinhas, abraçadas ao tomate.

Tenho ou não tenho razões para andar cansada, com os nervos em franja e num frangalho? Se ao menos uma vez, uma vez somente, eu lhes pudesse dizer “vai chatear a tua mãe!”, mas não posso. A mãe sou eu!!!!



Por acaso não se arranjam por aí alguns pontinhos?





terça-feira, 12 de maio de 2015

Vicentês


"Mãe, a minha meia ficou rota. De manhã estava boa, não tinha buraquinho, mas depois no colégio arrotou".



Passamos a vida a corrigi-los, mas é tão doce ouvi-los falar assim. Por vezes tenho já tantas saudades deles pequeninos.

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Tudo sobre a minha mãe - entrevista aos 4D e um desafio para quem me lê

Este foi o desafio que lancei aos meus filhos mais velhos há já cinco e três anos. Este foi o desafio que lancei às minhas leitoras (façam as mesmas perguntas aos vossos filhos a ver no que dá!).
E desta vez juntei à equação os mais novos. Uma verdadeira estreia!
Espero que gostem. É delicioso. Conseguimos ter uma ideia mais precisa do que eles pensam de nós e da relação que temos com eles. E se voltarmos a fazer, uns anos depois, fica giríssimo ver as mudanças. Experimentem!










"Tudo sobre a minha mãe": entrevista realizada ao Afonso (14 anos), ao Manuel Maria (10 anos), ao Vicente (5 anos) e à Concha (3 anos)





1- Como é que a tua mãe se chama e que idade tem?

Afonso: Sofia Arriaga e tem 39 anos.

Manuel Maria: Sofia Arriaga e tem 39 anos. Acho eu. Sim, sim. Vais fazer 40!

Vicente: Sofia mãe. Tem 15 anos. Acho que é 15.

Concha: Sofia. É grande. 14 anos.




2- Descreve a tua mãe. Como é que ela é?


Afonso: Psicológica ou fisicamente? É alta, jovem, simpática (tem dias), é fixe, vintage e tem boas opiniões.

Manuel Maria: É alta, tem o cabelo meio curto meio comprido. É bonita e um bocadinho stressada. É simpática...às vezes. É inteligente e brincalhona. Às vezes zanga-se. Tem 4 filhos. É psicóloga, terapeuta familiar e professora. É uma organizadora de eventos muito boa.

Vicente: Bonita, querida, gira, linda e está sempre muito bem vestida.

Concha: Linda, simpática, inteligente. É magra. Come comida. É simpática e linda. Tem um anel. Gosto dela.




3- Como é que a tua mãe se veste? Que tipo de roupas usa?

Afonso: Bem, a minha mãe usa roupa mais escura, ou melhor, usava. Agora já é um pouco mais colorida. 
Mãe: Mas veste roupas justas, largas...?
Afonso: Sei lá, achas que ando a reparar nisso??

Manuel Maria: Veste roupas giras. Usa pulseiras. Usa roupas de várias cores. Usa óculos para ver e também óculos de sol. Veste-se sempre bem. Veste-se de forma moderna e praticamente usa uma roupa por dia. Não te esqueças de escrever que tens muita roupa.

Vicente: Veste um casaco preto, uma saia preta, um vestido vermelho, um vestido preto e vermelho. Tem botas castanhas, pretas e usa ténis para a ginástica.

Concha: Sozinha! Sem a ajuda de ninguém. São roupas lindas, vestidos e calças
Mãe: Há alguma cor que eu goste mais?
Concha: Sim preto. Não, cor-de-rosa. E é simpática e gosta de mim!


4- O que é que a tua mãe gosta de comer?

Afonso: Gosta de comida saudável, mas às vezes não consegue resistir à tentação de uma ou duas tablets de chocolate. Gosta de comida alentejana.


Manuel Maria: Hamburgueres, cachorros, francesinha, sushi, salada, secretos, sandes.

Vicente: Arroz, batatas, alface, tomate, carne, cenouras, ervilhas, bróculos, sopa.

Concha: O que a Paula faz. Arroz, massa, feijoada (!!!!). Gosta de mim!! Gosta do Vicente!!



5- O que é que a tua mãe gosta de fazer para se divertir?


Afonso: Gosta de ir ao Phive para trabalhar os músculos. Gosta de estar no computador. Gosta de ir ao shopping e de passar bons momentos com a família.

Manuel Maria: Brincar com os filhos, passear connosco, almoçar e jantar fora e gosta muito de falar.

Vicente: Gosta que os filhos se portem bem. Só isso.

Concha: Brincar comigo. Trabalhar. Escrever no computador.



6- O que é que gostas de fazer com a tua mãe?

Afonso: Gosto de ir ao cinema, de fazer desportos radicais...

Manuel Maria: Passear, tirar fotografias, gosto que me leve a sítios novos e giros. Gosto de almoçar e jantar com ela.

Vicente: Brincar, jogar, dançar. E com a Concha também. Cantar.

Concha: Brincar, brincar aos pulos, saltar, correr, fazer puzzles. Ver o Frozen.



7- Porque é que tu gostas/amas a tua mãe?

Afonso: Gosto dela pela sua personalidade. É simpática, divertida, muito comunicativa e interage muito com os filhos. E claro, porque foi ela que me trouxe ao mundo.

Manuel Maria: Porque brinca comigo, porque gosta de ver filmes comigo, porque eu posso contar-lhe tudo sobre mim.

Vicente: Porque é querida, fantástica. Acho que é só isso.

Concha: Porque brinca comigo, porque gosta de mim, porque me pinta os lábios.



8- Sabes que a tua mãe tem um blog? O que é que é isso? O que é que ela lá escreve?

Afonso: Escreve acontecimentos engraçados, fala de sítios onde vai e destaca a filha mais nova que é rapariga e é mais gira.

Manuel Maria: Fala sobre a sua vida, sobre nós, fala dos amigos, fala de comida. Fala de várias coisas.

Vicente: Não sabia. Escreves coisas? Mostra!

Concha: Escreve: a Concha brinca com ela. Mostra fotografias do ballet e gosta de mim!
Tens de escrever tudo o que eu disser, está bem? Escreve: a mãe gosta de mim!




FIM


Afonso pergunta se lhe posso mostrar o que respondeu das outras vezes, que não se lembra de nada.







Podem ver as respostas anteriores aqui





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segunda-feira, 13 de abril de 2015

Uma teenager com 3 anos

Concha: "Mãe, gostas de mim?"
Mãe: "Se eu gosto de ti?"
Concha: "Sim. Gostas?"
Mãe: "Eu amo-te!"
Concha: E gostar, gostas?"
Mãe: "Claro!Amar é gostar muito, muito, muito!"
Concha: "É gostar bué?"





sábado, 11 de outubro de 2014

Pequenos momentos de liberdade



O estudo já começou, os testes já começaram e já começou a gestão difícil entre saídas e passeios e o ficar em casa para cumprir com deveres e obrigações.

Este é para mim um dos grandes desafios de ser mãe, principalmente de ser mãe de 4 crianças (aiii, já não posso chamar isto a um!) com idades bem diferentes.

Para mim continua a ser obrigatório dosear as horas do fim de semana e, se não dá para sair para longe, nas mini viagens que tanto prezamos, vamos com eles para um parque perto, andar de bicicleta, correr e simplesmente espairecer. É imprescindível, para o bem da sanidade mental de todos.

Ao olhar para as fotos tive vontade de rir, ao lembrar-me do processo da escolha das roupas.
Como é hábito, escolhi o vestido da Concha (um vestido que é muito especial, porque foi feito em parceria, pela Pé de Ginja e por mim, na surpresa que preparámos para o 1º 4D&Friends, já lá vai ano e meio) e disse aos rapazes para escolherem os polos e tshirts que quisessem.

Claro, os mais velhos escolheram cores completamente diferentes. O Afonso teve de escolher a tshirt que veste sempre que pode, que acho que vou ter de esconder, porque daqui a pouco desintegra-se. E claro que depois de ver os tons do vestido da mana, ainda esperou para ver o que o Manel ia vestir, que ele não acha piada nenhuma às cores a combinar - olá adolescência!

E o meu querido Vicente escolheu o mesmo tom da Conchinha, all by himself, que querido! E tudo porque está bastante habituado a todos os dias ir com um tom parecido, com algo a combinar com a irmã, por mais pequenino que seja o detalhe. Deixa-me lá aproveitar enquanto ele ainda acha piada!



Um beijinho e bom sábado!














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sexta-feira, 25 de julho de 2014

Praias in e praias out - areia não é tudo areia? Ou o areal mais chique de Portugal

Desde há uns anos a esta parte que vou intercalando as minhas férias de Verão entre as duas costas. O ano passado calhou Odeceixe e toda a costa vicentina (vejam como foi, aqui). Este ano é tempo de rumar até mais abaixo e aportar em Montegordo.
Há uns dias alguém me dizia que em Montegordo só se bebia cerveja e só se comiam conquilhas. Isso deixou-me a pensar.
De facto, cada vez me apercebo mais que para muita gente praia não é tudo praia, ou melhor, há areias e areias e não são todos para a nossa camioneta. Há praias chiques, hippie chic, praias cosmopolitas, com glamour, com pessoas jetset e sunset parties. E depois há as outras.
Conheço até quem tenha ido para Quarteira e que só tenha tirado fotos em Vila Moura e na Prainha, no Alvor.
O que é que distingue as praias? Concessões de nível superior? Camas-espreguiçadeiras a 21 euros por dia? Praias de acesso limitado, privativas, com estacionamento pago, que afasta o Zé povinho? É a possibilidade de pedir sumos naturais e caipirinhas, encostados numa espécie de chaise longue de praia, à beira mar plantada? Ou é só mesmo uma questão de ver e ser visto? Sinónimo de riqueza, chiqueza, bom gosto, status e savoir vivre?

Há 2 anos fiz um post que foi um sucesso, onde brincava com os nomes in e os nomes out que colocávamos ou que devíamos colocar nos nossos filhos (vejam aqui, aqui e aqui).
Desta vez vamos lá a saber quais são as praias que estão in. Contem-me tudo. Quais são as praias que estão na moda, as que passaram de moda, as que nunca estiveram na moda. As possidónias, portanto. Ao menos ficamos a saber onde tirar umas selfies – é só sair, a caminho da praia ao lado, deixamos os miúdos no carro, carregado até ao tejadilho, e pronto, parece que passámos ali a semana inteira.

Deixo-vos umas dicas da nossa riviera portuguesa ou aquilo que mais temos parecido com Ibiza ou Formentera. Como podem ver a minha não está lá incluída. Mesmo assim é a praia com o mar mais calminho e com as águas mais morninhas de todo o Algarve. Roam-se de inveja. Ou então…smile!


Praia de Moledo, Caminha
Praia da Costa Nova, Ílhavo
Praia do Baleal, Peniche
Praia do Guincho, Cascais
Praia da Comporta
Portinho da Arrábida, Azeitão, Setúbal
Praia do Burgau, Lagos
Praia dos Caneiros, Ferragudo, Lagoa
Praia do Alvor/Prainha, Alvor, Portimão
Praia do Vau, Portimão
Praia do Evaristo, Albufeira
Praia da Coelha, Albufeira
Praia de São Rafael, Albufeira
Praia da Oura, Albufeira
Praia Maria Luísa, Balaia, Albufeira
Praia dos Salgados, Albufeira
Praia dos Tomates, Albufeira
Praia da Marina, Vilamoura
Praia de Vale do Lobo, Vilamoura, Almancil
Praia da Quinta do Lago/praia do Gigi
Praia do Ancão, Ria Formosa, Faro

Para mim toda a costa Vicentina está na moda. Destaco a praia da Amoreira, Bordeira, Amado e o “meu” Odeceixe.


Ps: Não deixem de ir conhecer a praia do Camilo, em Lagos, a praia das Berlengas (Ilha das Berlengas, Peniche) e a praia da Marinha, em Lagoa.







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segunda-feira, 7 de julho de 2014

Quando o melhor é estar caladinha!

Logo pela manhã, conversa entre mãe e filho.

-Vicente, a mãe hoje só leva o Vicente para o colégio. A mana fica em casa que está doentinha. Para não ficares triste podes levar hoje e só hoje dois bonecos contigo.
- A mana vai ficar doente muito tempo?
- Ohhh que querido. Não, se calhar amanhã já está boa.
- Ohhhh. Eu gostava que ela continuasse doente para eu poder levar dois bonecos todos os dias.

!!!!

Ao início da tarde, conversa entre mãe e filha.

- Conchinha, agora que estamos só as duas em casa, diz-me lá quem é que tu gostas mais, da mãe ou do pai.
- Da mãe.
- Ohhhhh que querida! Mas podes dizer a verdade meu amor. Quem é que gostas mais?
- Da dona P.

!!!!

O que vale é que todos adoramos a dona P. e a mãe não é ciumenta.
A primeira coisa que o V. me disse quando o foi buscar "Olha que não perdi nenhum dos dois, já sou um grande homem!"

A verdade é que tenho de aprender a lição de não dizer coisas parvas.
:)


Conchita bonita teve gastro ligeira, mas felizmente está quase fina. Obrigada.


quinta-feira, 3 de julho de 2014

A vida é bela quando o tempo está feliz


Quando o tempo está feliz não vimos para casa a correr, a lamentarmo-nos da vida. Quando o tempo está feliz andamos de bicicleta, vamos ao parque, apanhamos flores e pedrinhas, jogamos à bola...e até eles ficam mais bem dispostos e todos saídos da casca.

Porque tudo desabrocha, quando o tempo está feliz.




Saídas do Vicente:

A meter-se com um velhote que passou por nós na rua:
"Podes explicar-me porque é que estás de pantufas no meio da rua??"

Quando viu um senhor a correr (acho que se tinha esquecido de qualquer coisa no parque infantil):
"Aquele senhor está a fazer exercício, não está mãe?"

Para um menino que estava a chorar:
"És tãããão bebé. Olha que eu já tenho 4 anos. Não se chora assim no meio da rua!"




Constatação do dia:
Posso vestir a Concha de menina-princesa, dos pés à cabeça, que ela no fundo é mas é uma grandessíssima Maria-rapaz. É uma destemida e afoita como só ela. Quer experimentar tudo e é super audaz. Pronto, saiu-me mais outro rapaz:)



Uma saia toda coquette da Neck&Neck.
Não era o mais apropriado, mas ela não se importou nadinha.



sexta-feira, 27 de junho de 2014

Purple rain



Depois da tempestade vem a bonança. E depois de dias em que o edredom voltou para a caminha, agora estamos novamente com tempo quente e sorridente - tem sido um pouco esquizofrénico, não tem?

A minha mini continua mini e péssima para comer. Mas fala pelos cotovelos e espanta toda a gente com o seu vocabulário e rapidez de raciocínio. Ainda não largou a sua amiga e vamos ver se este Verão as coisas mudam de figura.

O meu rapaz está enorme, muito reguila e teimoso. Mas consegue ser tão meiguinho quando quer!

E os dois juntos? Bom... os dois juntos dão-me cabo da cabeça. É preciso dizer mais do que isso? :)



Vicente: Concha, dá-me essa pedra.
Concha: Tens de pedir Vicente.
Vicente: Concha, dás-me essa pedra?
Concha: Não pode ser assim. Tens de dizer "Conchinha, podes dar-me essa pedra por favor?"

Digam lá se não derrete qualquer um?


E os mais velhos? Lá passaram para o 9º e para o 5º ano. Com média geral de 4. Podia ser melhor, podia ser pior. O facto de não acharem piadinha nenhuma aos estudos não ajuda muito, não é assim? Eu também nunca fui uma agarrada aos livros, verdade seja dita. Será que devemos exigir o que não fomos? Passo o ano a fazer esta gestão, a exigir o que penso que deve ser exigido e aceitar a personalidade de cada um. A obrigá-los a crescer e a achar que ainda não é tempo para deixarem de ser pequeninos.

Esta época é das mais difíceis para mim, com testes e trabalhos e depois exames para corrigir. Quando os meus alunos me dizem "então boas férias professora!" eu suspiro, porque para mim as férias ainda demoram a chegar. Até lá vamos fazendo mini-escapadinhas e sonhando com as férias a sério que estão ser muito desejadas!

.
















Concha - vestido espanholito, de uma marca presente no 1º 4D&Friends de Évora- Blue Ninos.

lonas Victoria na Maria Nuvem - adoro esta cor!

laço - Sete Anjinhos


Vicente - calções MetroKids, polo Ralph Lauren, sandálias Timberland




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terça-feira, 17 de junho de 2014

Idade da pedra ou coisas que eu não suporto



Conversa telefónica.

 - Bom dia, somos da M.... Podemos falar com o Sr X?
- Bom dia. Posso saber do que é que se trata?
- É para apresentar um seguro dentário.
- Ah, ok. Muito obrigada, mas não estamos interessados. Já temos outro seguro.
- Mas eu gostaria de falar com o Sr X.
- O Sr X é meu marido e não está.  E já não estamos na época de haver uma cabeça de casal. Pode falar comigo que é o mesmo do que estar a falar com ele.
- Isso quer dizer que agora não podemos falar com o Sr X? Obrigada então, falamos noutra altura. Bom dia. (e desliga)


Será que se o telefone estivesse no meu nome e não no dele fariam a mesma coisa, mas ao contrário?
Não sou feminista, mas há coisas que não suporto e esta é uma delas.

Mas isto daria pano para mangas. A publicidade feita por telefone é todo um mundo que eu não domino. E a quantidade de vezes que nem se apresentam, antes de pedir para falar com o Sr X? E que zangados que ficam se lhes respondemos algo que sai da linha que decoraram.

Não têm cromos para a troca? Contem-me lá as vossas experiências. É que depois de ficar zangada, só dá mesmo para rir.




quinta-feira, 24 de abril de 2014

Está uma crescida ou conversas de uma quase-senhora muito despachada



Conversa animada entre avó e neta

Avó: Quem é a menina mais linda, mais linda desta casa?
neta: É a Concha!
Avó: É a Concha pois é! E quem é a senhora mais linda desta casa (cof, cof, cof)?
neta: É a Concha.
Avó: Não. Quem é a senhora mais linda desta casa?
neta: É a Concha!
Avó: Mas a Concha não é uma senhora, é uma menina.
neta: Mas eu estou a crescer!!



Conversa posterior com a mãe, depois de uma petite birra para usar batom

Mãe: a Concha é uma menina. Quando for grande pode usar batom.
filha: Mas a Concha está a crescer.
Mãe: Sim, está a crescer devagarinho. Quando crescer tudo já é uma senhora e pode usar batom.
filha: Já estou a crescer. Quer ver? As pernas estão a crescer, os braços estão a crescer, as maminhas estão a crescer e o umbigo também está a crescer.



Ser mãe de menina vai ser dose!

:)



vestido Maria do Laço,
casaquinho Dulces (El Corte Inglés)
 e sapatos Nas Estrelas


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sexta-feira, 21 de março de 2014

7 coisas da semana




  • Uma cliente minha, de psicoterapia, disse-me no início de mais uma consulta: Conheci o seu blog. Gostei tanto. 
          E eu senti-me apanhada a fazer alguma asneira. Daquelas que nos levam a ficar sem recreio.



  • A Concha anda toda contente, com duas bonecas de pano, maiores do que ela. Diz que são as suas filhas: a Sofia e a Inês. Pediu-me, cheia de amor maternal, se podia levar as filhas para o colégio e eu respondi-lhe que só podia levar uma. Que tinha de escolher. E naquele momento senti que a estava a forçar a decidir entre o amor de dois filhos. E ela escolheu a Inês. Ora toma que já almoçaste.


  • Esta semana fui cuidar de mim e foi tão bom. Obrigada Dermofashion.



  • Os sonhos são uma coisa engraçada. Ontem, durante o dia, lembro-me de ter falado com um grupo de alunas que me estava a convidar para ir ao jantar da Queima das Fitas e de eu ter respondido que era melhor não, que depois bebia um copo e ainda fazia alguma asneira (sou brincalhona, I know). Depois nas aulas falámos de fobias e de que, alguns comportamentos ditos normais, dentro de um determinado contexto (por exemplo, ter muito medo de conduzir depois de um acidente de carro), passam a patológicos se se mantêm e persistem no tempo (por exemplo, nunca mais conduzir na vida, depois de ter sofrido um acidente de carro). Durante a noite, pumba, tive um pesadelo enorme. Sonhei com o quê? Sonhei que estava a conduzir completamente com os copos e que fiz tantasssss asneiras com aquele carro. E qual era o carro? Um Seat que eu tinha, e que literalmente me salvou de um acidente de carro terrível, pelo qual passei, há uns anos largos. Tinha acabado de terminar o curso naquela altura. Não, não envolveu copos. Felizmente sempre tive o discernimento de nunca beber e conduzir. Para além disso eram 10h da manhã for God's sake! Um condutor na outra faixa que perdeu o controlo do carro e que me veio bater de frente. O pobrezinho do Seat foi para a sucata, só para terem uma ideia. E a memória foi buscar este episódio traumático e mascarou-o com outros temas do dia. Curioso, não? Por isso é que eu gosto tanto de Psicologia.



  • Esta semana tive a prova provada que ainda existem pessoas boas, só porque sim, que não fazem que não ouviram o que pedimos, que dizem que ajudam, mas que nunca pensaram realmente em tomar essa atitude. Percebi que ainda há pessoas boas e honestas e directas. Depois de me ter magoado e desconfiado que a humanidade já não tinha mesmo remédio, voltei a acreditar. Obrigada a ti.



  • E também soube esta semana que há fortes probabilidades de conseguir viajar, para bem longe, ainda este ano. Aquela viagem que eu já não faço há 5 anos. Para um dos destinos dos meus sonhos. O marido com o seu emprego complicado deu luz verde. Mas nunca fiando. Eu sou aquela que está à espera do iphone-presente de Natal até hoje. Ahhh, em relação a isso, ele disse que era para a semana. E eu ri-me.



  • E hoje a minha aula foi sui generis. Porquê? Estou completamente afónica. Os alunos adoraram. Claro:)




Bom fim-de-semana!





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quinta-feira, 20 de março de 2014

Ainda a propósito do Dia do Pai


que afinal pode ser todos os dias.

Lancei o repto no facebook e vocês responderam.

Uma frase que represente o vosso pai, ou o pai dos vossos filhos, a frase que ouviram vezes e vezes, tantas que já a sabem de cor. Tantas que servem como assinatura.

É tão giro pensar estas coisas. De alguma forma é pensar a nossa história.


Obrigada Sílvia, Teresa, Tânia, Paula, Cláudia, Ladybug, Sílvia, Ana, Mónica e Isabel. Muito obrigada.

Reconhecem as vossas frases? :)

Sintam-se tod@s à vontade para partilharem as frases da vossa vida, ou da vida dos vossos pais. Aquela que é mesmo a sua cara!

Ps: 
Acho que pode ser um presente lindo. Juntarem as frases mais emblemáticas de uma pessoa e oferecerem-lhe.











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segunda-feira, 10 de março de 2014

Fantástico ou a vida é como no cinema.



A nossa vida dava um filme, ou pelo menos um título de um filme que já estreou há mais ou menos tempo e já fez mais ou menos sucesso de bilheteira. Ou vários. Assim de chofre. Mais clássicos ou mais underground.




Está MUITO giro, muito bem conseguido. Embora não conheça todos os filmes, não consegui parar de ver. Muito bom!




E assim se termina uma relação. Como no cinema.











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quinta-feira, 6 de março de 2014

terça-feira, 4 de março de 2014

Engana-me que eu gosto



Por conta do Carnaval e da procura de inspirações tenho visto imensas fotografias. Por conta dos Oscars e para vos poder apresentar, não apenas as grávidas deste ano, mas outras grávidas de outras passadeiras vermelhas, tenho andado imenso na net. E por andar a procurar inspirações para o Spring-Summer 2014 idem aspas. Já dizia a minha amiga Luísa que muitas vezes passava 5 horas por dia nestas andanças.

E foi nessas viagens intergalácticas, aqui sentada no meu cadeirão, que encontrei umas fotos giríssimas.

Muito por culpa do culto da magreza e da eterna juventude, as fotos são quase sempre retocadas. Por mim óptimo, até sou a favor. Mas há quem se exceda um bocadinho. E o resultado é hilariante. Querem ver?


Já ouviram falar da Escola de Samba que só aceitou mulheres sem silicone? Será que se aparecerem nas revistas, os editores cumprem o requisito??

Quem encontra os erros? vamos jogar ao falso mais falso não há?
Até vos coloco as fotos numeradas e tudo.




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