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quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Quem me conhece


Sabe o quanto eu gosto de um bom concurso. Daqueles em que temos de escrever uma frase ou um texto. Simplesmente adoro. Não me estivesse isso no sangue. Filha e neta de professoras. E não tivesse começado de pequenina, com o pepino torcido, ou como é que se diz. A minha mãe fala sempre do primeiro prémio que ganhei no primeiro concurso literário a que concorri ao escrever sobre o nosso carro que era um mini. Estava eu no 2º ano do 1º ciclo. E depois desse vieram outros. O auge foi o que ganhei a nível nacional no concurso literário Virgílio Ferreira.

Ontem ao fazer a tal pesquisa de lojas giras para gente miúda, deparei-me com a foto da Pé de Roupa e lembrei-me do texto que fiz para um concurso, que infelizmente não ganhei. Tínhamos que escrever um texto a partir desta foto. E ainda tínhamos de usar as palavras "cocó" e "Pé de Roupa".
Penso ter sido este o primeiro concurso a que concorri através da blogosfera. Custou-me não ganhar. Ficamos sempre entre um "ohhh, será que não era suficientemente bom?" e um "hummmpfff, isto já devia estar combinado" ou ainda um "cambada de gente sem gosto".

Enfim, de ressabiados e de loucos todos temos um pouco. Mas a foto está aqui e o texto também. Enjoy it.









As verdadeiras pinups (atenção, não confundir com pinipons)

A Lálá, a Lélé e a Lili são três primas cocós (cocós nãooo, pipis).
São todas coquetes e aprumadas, umas verdadeiras divas da pequenada.
Não saem de casa se não estiverem todas arranjadas: cabelos na moda, óculos último grito e roupa de cinderela (ou Hannah Montana, melhor dizendo).
Sentadas nas suas espreguiçadeiras chaise longue, de folhas de bambu, importadas directamente de Copacabana, falam dos últimos fuchicos lá do colégio: “Sabem quem namora com o Bernardo? E quem roubou um beijinho à Tété? E quem foi comprar roupa àquela loja de Campo de Ourique (uiiii que inveja!)?”
Mas o tema principal agora é outro – vão fazer anos. Que alegria, que entusiasmo, que frissom!
O leque ficou esquecido em casa, que maçada, mas o entusiasmo e as poses encenadas vieram dentro do saco griffado. Hummm, será que vou querer uma barbie? Um livro do Saramago? Uns patins rosa choque?
E com um ohhhhhh muito sentido (daqueles com mãozinha à frente da boca e tudo, muito anos 50 revisitados, ao mesmo tempo que a outra segura a anca), a resposta fez-se ouvir super rápida e bem estridente (que com estas meninas não se brinca e as princesas viram varinas quando é preciso):
-Oh mulheri estás maluca?
Pé de Roupa! Pé de Roupa! Pé de Roupaaaaaa!!!







Loja Pé de Roupa. 
Morada:
Rua Tomás da Anunciação nº 5 B
1350-321 Lisboa

3 comentários:

Maria de Lurdes disse...

Pois é, às vezes fica a sensação de talento desperdiçado... Mas na realidade não, porque desperdiçado seria se nunca passasse para o "papel".

Marta disse...

Isto dos concursos é muito ingrato. Nem sempre valorizam a qualidade, nem sempre ou quase nunca os gostos coincidem.
Não te maces com isso. Quem sabe, sabe!
E, quem sabe, ainda não escreves um best seller :P

Duchess disse...

Ora quem sabe. Sim, por vezes temos a sensação que até já descobrimos realmente qual é a nossa vocação mas não podemos fazer vida disso. E depois é uma maçada porque nem ajuda muito na vida real. Não me esqueço da orientadora da tese dizer-me que não podia ser tão poética a escrever um trabalho científico!

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