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quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Uma mudança de look, algum mau feiito e muito rocknroll



A ideia foi minha. E eles concretizaram. Uma t-shirt com uma tatuagem impressa. Basicamente é isto. Com o meu mau feitio e o Rocknroll a sobressair.
Ele desenhou como se me estivesse a escrever na pele. O Alexandre é dos melhores tatuadores do mundo - atenção que já fui tatuada em Londres, em Nova Iorque, em Las Vegas e em Buenos Aires. E com o tempo tão ocupado ainda conseguiu entrar nesta brincadeira comigo.
Ele ainda me disse: olha que sou tatuador, não sou designer. E ficou p.e.r.f.e.i.t.a.
Para isso tive depois de recorrer aos melhores. Casal maravilha, super simpático e super capaz.
Obrigada studio22 tattoo e obrigada Atelier18 .
Vocês sabem fazer uma rapariga feliz.


Obrigada ainda à Ana Pastoria, por mil conversas e algumas fotos e também à Corinne, que muda-me o look há já duas décadas.

https://www.facebook.com/AnaPastoria/
Cabeleireiros HD&GS by Corinne Vieira














quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

O livro do Likke. Obrigada Zero a Oito Editora


Agradecer torna as pessoas mais felizes e por isso começo por agradecer à Editora Zero a Oito o simpático envio deste livro,até porque é um tema que me interessa muito. Cada vez mais a psicologia está virada para a parte mais positiva do ser humano, das competências, das resiliências e, nesse sentido, olharmos para a felicidade e pensarmos naquilo que nos faz feliz é essencial. São as terapias da chamada terceira geração.
Embora agora esteja acesa a polémica à volta da Supernanny e de como os pais portugueses não sabem educar, andam cansados, frustrados, sobrecarregados e a precisar de ajuda especializada, segundo Mark Wiking, Portugal é um dos países cujos pais são dos mais felizes do mundo.

Segundo o autor, Portugal, Espanha, Suécia são alguns dos países em que as pessoas com filhos são mais felizes do que as pessoas sem filhos (ele não chega a estes dados do nada. Criou um centro de investigação da felicidade, para estudar exactamente estas questões). Completamente ao contrário dos USA e dos UK, onde os mais felizes são os que não são pais.

De facto, é muito bom, numa altura em que as famílias portuguesas estão a ser retratadas de uma forma muito negativa, percebermos que mesmo que não haja tantos apoios especializados quanto os necessários, há apoio da família extensa, há apoio de avós. A ser verdade é uma verdadeira bênção.

Cada país tem as suas características, a sua forma de viver e experienciar a felicidade e nós podemos retirar dicas preciosas, entender e assimilar certas diferenças culturais, que começam a fazer cada vez menos sentido estarem espartilhadas e fraccionadas, num mundo cada vez mais global. Quem sabe se o nosso caminho para a felicidade não passará pela estimulação cognitiva, como no Butão?

O livro é muito interessante porque, para além de nos pôr a pensar, impele-nos a agir, quando nos dá dicas, inspirações, nos faz reflectir sobre o que é ser feliz e o que podemos fazer para sermos felizes.

Para isso, é fundamental, por exemplo, darmo-nos mais aos outros, doarmos algum do nosso tempo a quem mais precisa, abrirmos as nossas redes e deixarmos entrar pessoas novas, relacionarmo-nos uns com os outros, aprendendo mais sobre eles e até sobre nós, através dos outros. Dar valor às pequenas coisas, meditar, aprender a utilizar o processo de mindfulness para vivermos mais o presente, são outros segredos para a felicidade.

Obviamente que mesmo quem estuda a felicidade avisa: todos passamos por momentos infelizes, ou menos felizes, vá. A diferença é que as pessoas felizes se centram menos, vivem menos obcecadas com estes momentos menos positivos, percebendo que são apenas momentos e que vão passar, e retirando deles ensinamentos válidos, ao mesmo tempo que procuram olhar mais para o bright side of life.

Vale a pena experimentar?




quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

O Pedro e eu

Eu gosto de fotografias. Ponto. De estar atrás ou à frente da câmara. De imortalizar momentos, de deixar memórias.
A minha casa é cheia de fotos. Lembranças onde se tentou congelar o tempo. E conseguiu.
Há quem diga que as memórias melhores estão cá dentro. Talvez. Mas para mim as fotos têm uma força incrível. E há fotos que me emocionam sempre que olho para elas. Não naquele sentido nostálgico "ó tempo volta para trás" - se bem que estou convencida, mesmo que digam o contrário, que ninguém nunca não pensou nisso, nem que fosse apenas uma vez na vida.
Quando olho para aquelas fotografias, o gatilho dispara e é uma alavanca para virem ao de cima sons, sabores, cheiros, trejeitos, experiências, vivências.
E não me incomoda muito que estejamos todos mais bonitos, mais arranjados, com fatos domingueiros e sorrisos sonhadores. Não espelha a realidade? Claro que sim. I've been there. I done that.
Até porque mesmo sem fotografias temos a tendência a efectuar amnésias seletivas. Há quem recorde insistentemente as memórias más. Talvez por isso ainda não impederni. Porque depois de resolver os fantasmas cá dentro, sou pouco de guardar rancores. Também isso não signifique que perdoe. Significa que talvez para não me magoar tanto, escolho inconscientemente as memórias com que quero ficar. E são quase quase sempre as boas.
Por isso amo olhar para uma foto minha aos 19 anos, aos 30, aos 35 e aos 40 e ver caras felizes. Nunca achei isso uma hipocrisia, mas um acto de ternura e até de resiliência. Por mais momentos maus que tenha passado, tenho aqueles bons que estão guardados, não só na minha cabeça e coração, mas também nas paredes da sala ou do meu quarto.
Que maravilhoso será chegar aos 80 e ter comigo uma prova de como era gira e despreocupada aos 18 ou aos 20. De como os meus filhos eram aos 2, aos 6, aos 10, aos 16.
Gosto de casas com vida. Não me peçam para ser minimalista.

Por isso aconselho tanto que façam pelo menos uma vez na vida uma sessão fotográfica em família e sozinhas/sozinhos. Não acho nada que seja vaidade. E é um dos investimentos que vale mais a pena.
A primeira vez que fui fotografada por um fotógrafo de moda tinha 19 anos, acho eu. Tão longe ainda estava em saber que a fotografia faria de alguma forma parte da minha vida.
Um dia destes tentei contar o número de fotógrafos com que já trabalhei. Por ter um blog, por organizar mercaditos, foi-se proporcionando.
E já tenho feitos lindos para recordar. A primeira sessão em família, a primeira sessão pós separação e a última, que como já comentei convosco, surgiu como grito, como força, como forma de mostrar que era preciso dar a volta por cima.
Já fui fotografada pelos mais experientes e por quem está a começar. Já fui a Lisboa só para ser fotografada, já vieram ter comigo a Coimbra e a Évora, só para me fotografar. O que eu já vivi, as coisas pelas quais passei davam para escrever um livro. Por isso quando estou em baixo esforço-me por agradecer tantas coisas boas que a vida me deu.

E não podia acabar o post sem falar no Pedro. Sem melindrar ninguém, o Pedro foi uma das melhores surpresas que a vida decidiu entregar-me.
O Pedro de Oliveira é um jovem fotógrafo da Figueira, a minha cidade do coração, com um talento excepcional.
Eu já nem falo do resultado final. De todos os fotógrafos com quem já trabalhei o Pedro tem o dom raro de saber dirigir. Tal como os actores precisam de direcção, os "modelos" também. Geralmente diziam-me "comporte-se naturalmente Sofia, faça o que quiser" e passava metade do tempo sem saber o que fazer. Se olhava para baixo, para cima, como sorria, quando escolher e como escolher um perfil, como pôr as mãos.
Foi uma experiência divertidíssima, única, em que exagerámos em algumas poses para dar um ar editorial, de revista. Íamos à descoberta e íamos ver no que dava. 
A frase que mais recordo do Pedro, com todo o respeito, foi a frase "ombros para fora, peito para cima"!!!!! (ou seria ao contrário????)

Amei Pedro. A tua entrega, a tua paciência, o nosso à vontade, a nossa empatia.
Deixo aqui a foto que já viram e já gostaram. Aos poucos vou colocando mais uma, duas, três ou quatro - e vou ser comedida porque a minha vontade era postá-las todas. Chamem-lhe orgulho, chamem-lhe vaidade. Ou chamo amor ao que sinto quando mostro novas promessas, novos autores, novos artistas e artesãos. Chamo-lhe felicidade.





terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Youtube, o novo bicho papão?

É curioso como há tantas coisas que só verdadeiramente nos preocupam quando passamos por elas, quando somos pais.
Quem me segue sabe que esta é uma luta que travo há talvez uns dois anos.
Da primeira vez que o meu filho Manel me disse que o que queria ser da vida era youtuber, achei estranho e simultaneamente desconhecida. O YouTube não era um bicho raro, sabia que há lá de tudo, mas como só lhe ligo para ouvir música e ouvir conferências, não liguei muito. Até porque o Manel, também com a ajuda do pai tinha aprendido a tocar guitarra no YouTube. E depois havia imensos tutoriais de maquilhagem, embora estes me passassem ao lado, e havia a Porta dos Fundos. Só por isso já valia a pena haver está ferramenta/meio comunicacional.
Achava eu que embora não dominasse este novo mundo, não era uma completa totó - sou uma mãe fixe e moderna.
Até que vi e ouvi o primeiro vídeo do Manel. E aquele não era o Manel. Não dizia palavrões à descarada, mas era uma personagem, não era ele. Os toques, o tom de voz..tudo era estranho. Ri-me a tentar desvalorizar a coisa, mas não fiquei completamente em paz.
Talvez fosse um novo rito de passagem, nós sociedade ocidental que não temos muito, para passar da infância para a adolescência.
O gosto pela guitarra tinha ficado para trás. Um miúdo que tinha comprado uma guitarra eléctrica e um amplificador com o seu dinheiro, para a deixar de lado. Agora já nada interessava seguir um bando de youtubers.
Deixou de fazer vídeos, mas o interesse permanecia. O Facebook diz muito pouco a esta nova geração, curiosamente.
Falei com ele. Inclusivamente falei-lhe de um texto preocupante escrito por uma psicóloga. Mais uma vez se isto não fosse sério, ria-me com a resposta que me deu: ela tem é inveja de ganhar menos de um terço do que eles ganham. Tão novo e com um sentido de vida tão errado. Mas engraçado, não era nada disto que lhe incutia em casa.
Ele mostrou-me os vídeos. De facto os que ele seguia não incitavam a loucuras, à desobediência ou rebeldia. Muitos até eram a comentar jogos do Real Madrid, do Barcelona ou do Benfica. Mas a forma como falavam. Em 4 palavras três e meia eram asneiras. Oscilando entre um palavreado feio, mas soft, e palavrões a sério.
E o pior é que via os vídeos com o Vicente, de 7 anos, que adora futebol.
Acho preocupante? Acho. Se faz parte da crise identitária que é adolescência? Talvez faça. Se os pais por isso devem permitir. Só até o seu bom senso permitir.
Tenho algumas questões sem resposta: deveremos banir tudo o que nos parece nefasto e pernicioso da vida dos nossos filhos? Como fazer entre fechar os olhos e proibir? Nós também testámos limites. Mas nunca poderemos comparar porque o mundo agora é diferente e está constantemente a mudar.

Não há One answer fits all.
Mas gostava de ouvir-vos sobre isto. Para mim passa tudo por não nos fecharmos ao debate, nem entre pais, nem com os filhos. Devemos saber sobre o assunto, ouvir psicólogos clínicos e do desenvolvimento, mas conscientes que podemos ouvir reflexões bastante diferentes umas das outras, e a procura do locus de controlo para educar os nossos filhos está tão fora, como dentro de nós. Não há ninguém que conheça melhor o que é melhor para os filhos do que os próprios pais.

Entretanto deixo-vos o texto da Ana Galvão, que serviu de motor de arranque para este post.

Vivemos um momento curioso. Por um lado está a travar-se uma luta, nunca antes vista, contra qualquer tipo de acto ou manifestação de desigualdade (o que acho fundamental para uma civilização mais decente e justa) num combate totalmente minucioso, que não deixa passar quase nada, no que parece um exame, a pente fino, por tudo o que nos apareça à frente (e que aparenta mobilizar pessoas 24 sob 24 horas, pois nada passa despercebido). Mas, por outro lado temos, sem ninguém dar por isso, uma legião de jovens YouTubers que estão a ensinar barbaridades aos nossos filhos.   Sei que o Nuno Markl mencionou o assunto esta tarde, o que é normal, pois somos pais da mesma criança e preocupam-nos as mesmas questões na sua educação, e esta tarde chegamos os dois à conclusão (e espero que muitos mais pais ) do preocupante que são estes tipos e ninguém fazer nada, se manifestar, e não só isso, existirem marcas que os patrocinam, à grande.
É que há, de facto, um grupo de youtubers, que gravam vídeos sem parar, que têm fãs aos molhos, e que, todos os dias, apresentam ao mundo conteúdo falado em mau português, cheio de palavrões, obscenidades, apelo a insultar os pais, e ainda, desafios para  as crianças serem rebeldes na escola. Incrível. Mesmo que se proíba um filho a ver isto em casa, chegará à escola e verá no telefone de um colega, ou saberá de tudo através das conversas (alguma criança no mundo quer estar fora do círculo social da sua turma?). E para quem defenda que tem que existir liberdade de expressão,  e que o que é preciso é educar bem um filho (noutras  questões concordo) é preciso recuar no tempo e lembrar como éramos na infância. Era muito bonito o que nos diziam em casa,  mas o que mais queríamos era ser igual aos outros, assim que chegávamos à escola, e ver, pensar e dizer em
grupo (faz parte da idade). Há alturas em que os amigos de escola são mais dominantes que os pais (ou, senão é assim, cria-se, no “planeta criança” dois mundos paralelos, o de casa e o da escola). Mais uma vez apelo a que se lembrem como eram em idade infantil/adolescente. Só que nós, em pequenos, tínhamos como expoente máximo de rebeldia  umas baldas às aulas ou umas revistas impróprias. Agora o expoente máximo de ambição, para os nossos filhos, é serem como os youtubers que vêm no computador, ou seja, crianças com muito dinheiro, que insultam a mamã, que falam mal, e que acham a escola como algo indesejado, os professores uma “seca”! E isto é gravíssimo. Gravíssimo porque nos atinge a todos, gravíssimo porque influencia os nossos filhos ( falamos de youtubers com milhares de seguidores, portanto é provável que os vossos filhos também andem por lá), e gravíssimo porque a sociedade não se manifesta, parecendo que, ou há pais que não se importam, ou há pais que não fazem ideia do que os filhos andam a consumir. E, voltando ao início da conversa, o que me parece fascinante, é estarmos numa altura onde tudo é tão minuciosamente examinado, onde somos tão picuinhas com os conteúdos para que não contenham nenhum tipo de linguagem ou teor ofensivo para ninguém, onde cai o carmo e a trindade por coisas, por vezes, tão minúsculas, e onde somos tão, mas tão preocupados em que a sociedade seja justa e respeitosa e, no entanto, há uma pandilha de tipos (chamados de influenciadores)  que dizem as maiores das barbaridades, de fazer ruborizar o mais bravo dos adultos, e ninguém parece importar-se. Não entendo. O que está a falhar?

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