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quinta-feira, 26 de julho de 2018

A Staples facilita-nos a vida para irmos de férias descansados

Confesso aqui, perante tanta gente (pode ser que sejam apenas uns dez, vá), que sou um autêntico caos na preparação do regresso às aulas. Não só não ponho os meus filhos de quarentena, umas 48 horas antes, com música zen, nada de televisão, nada de horários tardios e coisas que permitam um tremendo excitex, como a maior a maior parte das vezes saltamos do ritmo frenético das férias (onde é que já se viu ir de férias para descansar? Não conheço de todo esse conceito), para o ritmo monocromático, certinho e sem falhas (deves!), de um voltar às rotinas, sem os preparar para a transição. Sim, podem chicotear-me à vontade. Quem diz a verdade não merece castigo. Deixo-os sorver até à última gota o sabor a mar e a areia que ainda trazem nos pés, nas mochilas e no coração, podendo encontrar-se ainda alguma nos cadernos pautados, que se pautaram pelos dias azuis de praia, sol, banhos de mar e que devem ter, eles sim, aproveitado para fazer gazeta, ou hibernar, num movimento contrário ao de muitos animais.
Para piorar ainda mais as coisas, como se fosse preciso, sempre trabalhei até ir de férias, ficando o tempo restante guardado para fazer mil coisas mais. Mentira, ficando guardado para me imaginar já com os pés dentro de água, com a ponta do nariz pelada, os mergulhos com eles de mãos dadas – sim, não sabem que antever a coisa pode ser tão bom como a coisa em si?
É um facto que desde o divórcio, os pais dos meus filhos tentaram organizar-se melhor entre si, porque é tão mais fácil resvalar para uma desorganização justificada, quando há uma guarda partilhada.
Estava eu neste chove não molha, exactamente como o tempo, sem me decidir se este ano é que era, quando recebi um e-mail da Staples. Sinal dos deuses ou da divina providência. O mail era claro e o pressing nada subtil. A compra de livros escolares é feita na Staples e ponto. É encomendar já, até 19 de Agosto (atenção Sofia, não procrastinar!), sem preocupações ou ralações e ainda com 6% de desconto imediato e portes grátis. Tudo sem sair de casa (online, meus senhores, online. Esta devia ser a palavra do século XXI).
Podendo eu não estar convencida, mas estava, que a mim convencem-me rápido, continuava dizendo que há um serviço, Colibri, que forra imediatamente os livros quando chegam, se for activado. E se não for, demora no dia apenas 20 minutos no total. Eu já experimentei na Staples, no Verão passado, e é mesmo bom, embora no meu caso tenha sido mais ou menos 20 dias depois de as aulas terem começado cof, cof, cof.
Parece que este serviço foi agora melhorado ou reformulado, como queiram, e está melhor do que nunca. Rapidíssima aplicação, permite reutilização porque não estraga os livros, pode ser aplicável em qualquer tamanho, não deixa bolhas (oh sim Meu Deus, SIM) e ainda pode ter elementos decorativos, para quem queira (vou esconder esta parte da Concha e do Vicente). Ele seriam só bolas e ela unicórnios e fadas. Eu que já tive uma queda pelos unicórnios, a humanidade voltou a ressuscitá-los quando eu já não os podia ver, de tão enjoada que estava. Sim, era bem capaz de abater qualquer bicho alado que me aparecesse pela frente e com um grande corno na testa. É que não há pachorra, para tanto brilho, tanto glitter, tanta fantasia, tanto enjoo. Percebem porque é que as modas são recicladas? Para não nos podermos fartar delas desta forma. Quando nos esquecemos que já não podíamos com o denim, com as calças skinny ou super extra size, aparecem novamente, uns cinco anos depois. Talvez sete seja a conta certa. Entramos todos numa espécie de amnésia selectiva e passamos novamente a adorar o que já tínhamos adorado e passado a odiar. Nietzshe explica isto como ninguém. Então por amor de Nietzshe, está na hora de mandar os unicórnios para a unicorlândia, que fica para lá de Júpiter e de todas as luas e do sol posto.

Então depois deste e-mail, que foi um chamamento dos deuses, uma espécie de contrição feita ali na igreja do bairro – Não deixarás para depois o que podes fazer já! Se formos espertos percebemos que isto até tem razão de ser. Faz sentido, não é?

Obrigada senhores da Staples por me tornarem uma pessoa melhor, uma anti procrastinadora, uma mãe cheia de garra, de competências e resiliências (e também cool, com ar novo e giro e…)


Agora vou só ali fazer uma sesta e depois trato de tudo, ok?? Zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz


sexta-feira, 20 de julho de 2018

Amigos



Um dia disseram-me que não podíamos confiar em ninguém e que amigos verdadeiros só nos contos da nossa infância. Que as amizades eram de ocasião, de conveniência, que nada era o que realmente parecia ser.
Eu queria lutar contra isso, com todas as forças que tinha, mas a cada queda, a casa esquina, ia-me apercebendo que há sempre propósitos, objectivos, que nem sempre são consentidos, numa comunicação pouco aberta, sem um jogo verdadeiramente limpo. 
Todos precisávamos uns dos outros, até aí entendia. Mas que nos aproximávamos mais por necessidade do que por vontade, pelo desejo do coração, que havia sempre outros interesses mais escusos, que tantas vezes tudo terminava, esfumando-se com o passar dos dias, desaparecendo como D. Sebastião numa manhã de nevoeiro... Isso não, não, não.. 
Aos poucos fui aceitando que nem sempre vamos entender tudo o que nos acontece, não vamos compreender a tal razão. Vamos perceber que há amigos para a vida e outros para uma estação.
Mas continuo a acreditar nos amigos que enchem o peito para dizer que são nossos amigos, mesmo que não sejamos nada de jeito, só pelo feito de sermos amigos deles também. 
Continuo a acreditar que os amigos são os que habitam cá dentro, que nos lêem o pensamento, que estão quando precisamos. São nossa família, são manos. São mais do que sangue até. É algo que vai mais além.
Que não nos deixam ficar tristes, mas se não nos conseguirem alegrar, simplesmente não desistem, dão o corpo às balas e ao tempo, aceitando o nosso silêncio, aceitando a nossa dor. Abraçam-nos sem dizer nada. Simplesmente ficam lado a lado, com o coração a compasso. Isso também é amor.
Amigos que dizem aquilo que precisamos de ouvir, mas que sabem que há-de ser ao nosso tempo, que a brisa do momento, os guiará ao que é certo. Que o ser-se honesto nesta dança, neste laço, é que mesmo não dançando a compasso, não se cansam de nós pela diferença, pela nossa tristeza, pelos dias que nem sempre são dias bons, porque na amizade também há zangas, também subimos de tom. 
Quero amigos que não se cansem de mim. Do meu jeito sério nos dias não. Da loucura nos dias sim. Amizades destas duram toda uma vida, são feitas de histórias e memórias. Confesso que quero isso para mim.

Amigos que se preocupam, que cuidam, que protegem, que vivem aventuras mil. Que sorriem ao verem-nos florescer, mais, cada vez mais, de Janeiro a Janeiro, ou de Abril a Abril.  São amigos que nos merecem também. Tanto, tanto, tanto. Tanto até mais não. Porque sem pedirem nada, recebem em troca tanto e tanto. Tanto mil vezes tanto. Mil vezes mais do que aquilo que já dão.

quarta-feira, 18 de julho de 2018

Salgados Palace. 4 dias de sonho num 5 estrelas de chorar por mais


O grupo Nau Hotels & Resorts convidou-nos para passarmos uns dias com eles, no Salgados Palace.

Este complexo é bastante pensado para famílias, tendo muitas actividades para crianças. Até as refeições, reparei, têm opções, como a sopa, com ou sem sal. Para não falar dos gelados, onde os miúdos faziam fila.

Só tenho uma coisa a dizer: foi realmente péssimo porque engordei na boa uns 4 ou 5 Kgs. Era impossível parar de comer!
O regime Tudo Incluído é, de facto, uma bênção e um pecado. Isto para quem não sabe fechar a boca, que eu bem vi lá uma senhora, com ar francês, que levava apenas uma torradinha, um iogurte e fruta, num pratinho de pequeno almoço.

Não sei se é por ser portuguesa, se é outra coisa - não, não passei fome quando era pequenina, graças a Deus e não tenho traumas com isso, mas é impossível ver aquelas mesas cheias de coisas boas e não "atacar" simpaticamente quase tudo. E depois não parava. Porque a seguir ao pequeno almoço abria o lanche da manhã, vindo a seguir ao almoço, depois o lanche da tarde, o jantar e a ceia, para quem ainda conseguisse rebolar até lá.

Não era só a quantidade, mas a qualidade. Pratos variados, diferentes de dia para dia, com pessoal super simpático, num 5 estrelas em que não nos sentíamos com vontade de andar em bicos dos pés, mas normalmente, sem peneiras ou pudores.

Ainda conseguiram o feito de agradar aos meus miúdos que têm idades diferenciadas, que vão dos 6 aos 17. Brincaram estupidamente na piscina, na relva com a bola de futebol que levaram de casa, fizemos uma aula de pilates em família e os granizados foram a bebida eleita para todos os dias.

Os quartos são um espanto e, confesso, fiquei com inveja do duche ser do tamanho da casa de banho mais pequena cá de casa. Se calhar até um bocadinho maior. Fogo. Dava praticamente para a família tomar banho ao mesmo tempo :) :)

No Domingo ainda fomos conhecer o Salgados Palm Village, que os mais pequenos estavam mortinhos para ver como era o insuflável a cair para a piscina.

A vista soberba, que ajudou a que as fotos ficassem espectaculares e a luz, aquela luz maravilhosa, fez, inclusivamente, que eu parecesse uma fotógrafa de excelência (espero que não esteja nenhum fotógrafo profissional a ler isto, ups!).

Não me posso esquecer da sala para ver os jogos. É verdade que não foi um momento muito feliz, aquele sábado em que saímos da disputa pelo título, mas foi super interessante. Vimos o jogo anterior no bar do rés do chão, onde aqui a mãe aproveitou um bocadinho para relaxar e bebeu uma das duas únicas bebidas alcoólicas dessas 4 dias e o jogo de Portugal, porque o Manel não queria barulho, foi passado na sala de cinema, preparada para a visualização dos jogos. Como o mais velho e a mais nova não ligam ao desporto rei - enquanto os do meio são fanáticos - aproveitaram o momento para jogar ping pong e beber mais granizado. Houve uma manhã em que ao levantar-se o Vi vomitou um bocadinho de água. Fiquei na dúvida se seriam dos pirolitos na piscina ou dos granizados a mais. Mas férias são férias e deixei-os à solta, só me preocupando com o facto de estarem bem protegidos do sol. Sim, usámos Garnier, mas foi oferta do ano passado!! :)

Enfim, foram dias especiais que tenho a certeza que vão ficar na memória deles, e na minha, para sempre.

Houve algo que ainda tornou esses dias mais queridos. Como estou sozinha, sem namorado - pobre de mim - foi a minha mãe que me ajudou a cuidar das tropas ou da equipa maravilha. E acho, sinceramente, que conseguimos alguns momentos, nós as duas, muito especiais, já que estamos afastadas o ano todo por 300 km de distância. Não namorei com um homem, mas "namorei" com a minha mãe e soube-me mesmo, mesmo bem.

Senhores queridos da NAU Resorts. Eu sou óptima a fazer reviews. Eles são óptimos a darem-me o feedback - que foi um redondo "Amámos, mãe! Queremos mais!" Portanto, podemos continuar a fazer parcerias. Abram hotéis em todos os sítios lindos que se lembrarem que nós iremos visitá-los, um por um, para fazer um review como deve ser. Se for preciso dizer mal também digo, mas gostámos tanto que até na internet, no site do hotel, deixámos o nosso parecer. Acho que foi a primeira vez que fiz isso. E a minha mãe fez questão de dizer: temos uma certa ideia, parece-me que com um toque de veracidade, que os algarvios tratam muito melhor os estrangeiros do que os portugueses. Curiosamente vi muito mais portugueses do que estrangeiros no hotel - embora houvesse um pouco de tudo - e, pelo que reparei, todos foram imensamente bem tratados. A menina do check in, que foi a mesma do check out, ficou no nosso coração.

E o menino do bar ficou particularmente no meu. Bastava-lhe ter mais 10 anos:) :)

Não posso postar todas as fotos, quem me dera. Posto as que gostei mais, focando na Concha que parecia estar a viver uma verdadeira passagem de modelos.

Há uma fotografia que amo - vamos ver se vocês descobrem qual é - em que depois de não sei quantas fotos iguais, me viro para a minha filha e lhe digo "Ó Concha, faz aí qualquer coisa diferente" e aquela miúda gira, de 6 anos de idade, saiu-se com uma pose de modelo que ainda não sei onde a foi buscar. O que vale é que a mãe gosta disto e ela também. Os rapazes já não têm assim taaaaaaanta paciência.

Mais fotos no meu instagram.
Beijinhos e até já.






























As  primeiras fotos têm o look Maria Chicória, bem como o primeiro fato de banho, em tons de ver de e bordeaux, o chapéu de palha e o pandant manos queridos em amarelo clarinho. O Vicente quando viu disse, a imitar os manos mais velhos: sabes que eu não gosto de camisas. Mas depois viu o capuz e ficou derretido. Sim, é uma camisa/túnica que consegue adaptar-se a várias situações, mantendo sempre o seu ar cool.

O macacão preto e branco veio da Maria Minho e dava-lhe um ar relaxado, de férias, mas muito engraçado.

O look do vestido azul com mangas em bordado inglês é da Sonho Meu (mais as Victoria mostarda).

E o fato de banho às risquinhas e o  maravilhoso amarelo com andorinhas é da Catavento.

O azul é do ano passado e confesso que já não me lembro da marca, mas penso que é espanholita.

Eu dei destaque ao meu vestido da Pedra Solta Design/ Loja da praia. Acabei a fazer um match com eles no dia em que éramos todos uns canários à solta:)

A tshirt roxa do Vicente é Ralph Laurent e a saia tijolo da Gocco...
e acho que não e estou a esquecer de mais nada!

Ahhhhhh, a tshirt da Levis do Afonso, que fica sempre bem, seja numas férias 5 estrelas seja num festival de Verão!
E o meu saco do coração, trazido da Linhas de Pau.

O mais interessante é que todas as marcas que apontei, são lojas, não apenas online, mas também real, fisico. Uma está em Lisboa, outra em Évora, mais uma em Leiria, duas em Coimbra, uma em Santarém e uma na figueira da Foz. É fantástico poder alhear a compra online, que é muito mais rápida com a possibilidade de ver ao vivo, na loja física.

Digam lá agora se adivinham qual é que é a foto da pose da Concha e se eu e o Afonso não parecemos irmã e irmão? Ai não :) :)






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segunda-feira, 11 de junho de 2018

Leiria, a Leonor, as boas descobertas e eu



Se pudesse este título era ainda maior. Nele continha todo o entusiasmo com que vivi este dia, todas as conquistas, as vitórias, os sorrisos, a felicidade. Essa não sei se, por muito que tente, ficará tão visível como a que está gravada cá dentro, até porque há coisas difíceis de explicar.

Vou começar pelo mais importante, se bem que isto de medir as coisas segundo uma escala de importância tem muito que se lhe diga.

Mas sim, vou começar pela Leonor, ou melhor, a Nô, a minha querida Nô, que é uma mulher furacão, que leva tudo à frente, que é uma delícia, tal como o seu sushi. Lá chegaremos... Quero saborear agora cada pedacinho desta estória.

A Leonor é minha amiga há duas mãos cheias de anos, ou quase. Também mais ano menos ano já não faz grande diferença. A minha Leonor é uma amiga que nasceu destas novas tecnologias e tem resistido a todas as intempéries, sempre com um smile, uma mensagem amiga, um elogio no momento certo. Não há cá abraços e beijos, ou melhor, tem havido ao longo de todo este tempo mil abraços e beijos, mas todos virtuais.

A Leonor chegou até mim, até à minha página pessoal através de uma amiga, ou de uma amiga de uma amiga, ou de uma amiga de uma amiga de uma amiga...ufa. No tempo em que o facebook era vivido de outra forma. A minha página pessoal não estava abandonada, era o sítio onde dizia as parvoíces que agora já digo no 4D. Onde eramos uma tribo.

Eu e a Leonor nunca nos encontrámos. Porque tínhamos vidas muito ocupadas, muito diferentes, eu cheia de filhos e ela sem nenhum, vivíamos em cidades diferentes, e não aconteceu. Entretanto no meio do enredo a minha amiga decidiu ir viver para o Brasil e perdi-lhe um bocadinho o rasto. Talvez tenha sido na altura em que também não andava bem, em que estava mais em baixo, em que me separei do pai dos meus filhos.

E eis que quando voltei ao facebook a reencontrei a viver no Brasil, casada, com um filho lindão e com um sorriso de orelha a orelha - se eu vivesse no Brasil também estaria sempre de bem com a vida. Maldito tempo que não ajuda nada!

Entretanto o casal e sócio abriu um restaurante de sushi em Pipa e eu estive, juro mesmo que estive, vai não vai para ir lá. Por vezes acontece não estarmos com as pessoas quando estão mais perto, mas depois cruzamos mares infinitos para as encontrar.

Entretanto nas voltas que a vida dá, a Leonor resolveu regressar. Uma das principais razões foi por ter o seu filho tão longe da avó. Voltou e deu continuidade ao seu restaurante, agora ainda mais sofisticado.

Um dia a falarmos, combinámos que eu haveria de ir conhecer o restaurante de Sushi da Leonor. E logo eu que adoro sushi, tanto que quase deve ser pecado.

Na altura disse à Leonor que adorava ir e fazer uma review do restaurante. E assim ficámos. Sem datas marcadas. Combinámos apenas "quando o bom tempo chegar...". E os dias foram passando, as semanas, os meses. E nada de marcarmos. Só a vontade de um dia fazer acontecer.

E eis que um dia, há muito pouco tempo, estava eu na Figueira, onde ia fazer uma terapia de casal, com um sol magnífico e disse a mim mesma "é já". Telefonei à Leonor e marquei para o dia seguinte.

E no dia seguinte estava a chover a bom chover e eu pensei "e agora o que é que eu faço?". Não queria desmarcar. Queria conhecer a Nô em carne e osso e ouvir de perto as gargalhadas características que só tinha ouvido pelo telemóvel - sim, ainda usamos essa coisa.

Há muitas coisas que não sabem sobre mim. Não sabem que não sou fã de conduzir, muito menos de noite, sozinha ou se estiver a chover. Das três a que faço mais é a do meio. As outras duas fujo a sete pés, se puder. Ainda mais se vou para algum lugar desconhecido. Outra coisa que não sabem sobre mim é que o meu filho Afonso percebe muito mais das novas tecnologias do que eu. Nem sei se é incapacidade se é inércia e pouca vontade de aprender. Dito isto, posso dizer-vos que era a primeira vez que ligava sozinha o gps. O problema não era a auto-estrada. O problema era depois. Mas cheguei ao sítio, perdi-me e voltei a encontrar-me, não entrei em taquicardia e até me ri. Estava tão orgulhosa que até telefonei à mãe a contar. Mãe é sempre mãe e é talvez uma das primeiras pessoas a quem recorremos para chorar no ombro ou para contar os nossos feitos.

Estava de astral lá bem em cima, não queria saber da chuva para nada, e abraçar a Leonor era o bálsamo, a recompensa há tanto esperada. Fez-me tão bem à alma que nem vos digo e conhecer o Sushiama foi, sem dúvida, uma experiência nota 10. Estava talvez em apuros se não tivesse gostado. Como resolveria a situação? Eu que só falo do que gosto estaria em maus lençóis. Mas a verdade é que adorei. O espaço, a localização, a decoração, a simpatia de todos e, claro, o sushi e a sangria. E as sobremesas!! Aconselho vivamente porque foi do melhor sushi que já comi na vida e olhem que já comi no Olivier. Mais do que aprovado. E agora só espero pôr-me a jeito para outro convite e para um almoço ou um jantar fora de horas, porque foram realmente horas que estivemos a conversar. Só acabou porque ela gentilmente me despachou "Sofia, tenho de ir comprar peixe"!!


E assim me despedi da Leonor, mas não de Leiria. O sushi, a sangria e a alma lavada pediam um passeio solitário, mas cheio de vontade. E a verdade é que não foram precisos mais do que alguns passos para entrar numa loja e me apaixonar. Que peças tão giras, que presentes tão cool e fora do comum. Eu que gosto de oferecer coisas diferentes senti-me um peixinho dentro de água - sim, difícil esquecer aquele sushi e parar de falar em peixe fresquinho que se desfazia na boca.


E pronto, conheci a Linhas de Pau, trouxe algumas coisas para mim e dois presentinhos - que estão embrulhados, para os mais novos oferecerem às professoras. Isto de dar presentes às professoras para mim deixou de ser uma ciência muito complicada. Não stresso ou fico envergonhada se não dou. Dou quando posso, quando quero e, principalmente, quando encontro o presente certo. E desta vez encontrei. Já houve anos que não encontrei e não dei nada. Para mim as coisas só funcionam se forem simples e se forem realmente de coração.


Aqui vos deixo as fotos. E o mais importante são aqueles sorrisos felizes.

Sem dúvida que são estes momentos que dão significado aos dias menos bons, aos dias rotineiros, aos dias em que até está sol, mas que cá dentro anda um temporal desgraçado.

Choveu pelo país, mas naquele dia fez um grande sol cá dentro.















Sushiama - Largo da Padeira de Aljubarrota, 18 Leiria


Linhas de Pau - Rua Comandante João Belo, 11 Leiria
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