Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Ousar educar para o amor

Eduardo Sá, psicólogo, psicanalista e docente da Universidade de Coimbra e no Instituto de Psicologia Superior Aplicada, veio ao Algarve na última sexta-feira (13 de janeiro) defender junto dos pais, professores e outros educadores que “a escola, como tem vindo a ser pensada desde há uns anos, estraga as crianças”.
Foi assim que iniciou a sua palestra no Colégio de Nossa Senhora do Alto, em Faro, uma iniciativa promovida em colaboração por aquela instituição e pelo Centro de Formação Ria Formosa sobre o “Envolvimento Parental na Escola”.

Perante um auditório com cerca de 280 pessoas, o conferencista afirmou que “a estrutura tecnocrática, em que se transformou a educação, faz mal” e criticou o “furor da formação técnica e científica” que levou ao esquecimento de que “o melhor do mundo não é a escola mas as pessoas e, em particular, as relações familiares”. Lamentando a ausência de uma lei de bases para a família e para a criança, Eduardo Sá lembrou que “há aspetos muito mais importantes do que a escola na vida das crianças”, como a família. “Estamos a criar uma mole de licenciados e de mestres aos 23 anos que esperamos que sejam ídolos antes dos 30 e o fundamental não é isso”, lastimou, lembrando que “estamos a exigir aos nossos filhos que sejam iguais a nós: que ponham o trabalho à frente de tudo o resto”, esquecendo-nos de brincar com eles.

O conferencista considerou que “criámos uma ideia absurda de desenvolvimento” e lembrou que “a vida não acaba aos 17 anos com a entrada no ensino superior”. “Só os alunos que tiveram pelo menos uma negativa no seu percurso educativo é que deviam entrar no ensino superior porque estamos a criar uma geração de pessoas imunodeprimidas”, defendeu, sustentando que “errar é aprender”.

Eduardo Sá disse achar “uma estupidez” crermos que tecnocratas sejam “sempre mais inteligentes porque dominam a estatística”, “inacreditável” que “o mundo, hoje, privilegie o número à palavra” e um “escândalo” que, “nesta sociedade do conhecimento, não perguntemos até que ponto é que mais conhecimento representou mais humanidade”. “Este mundo está felizmente a morrer de morte natural. O futuro vão voltar a ser as pessoas”, congratulou-se, considerando a atual crise uma “oportunidade fantástica que temos a sorte de estar a viver”. “Esta crise representa o fim de um ciclo que aplaudo de pé. Este furor positivista está felizmente a morrer”, complementou, considerando que “o custo do positivismo foi a burocracia e a tecnocracia”.“Acho ótimo que possamos reabilitar algumas noções que parecem ferir os tecnocratas e que são preciosas para a natureza humana. Acho inacreditável que, depois do positivismo, a fé tenha passado de moda porque a fé é uma experiência de comunhão entre as pessoas”, acrescentou.

Eduardo Sá defendeu que as “educações tecnológicas” possam dar lugar à “educação para o amor” como “a questão mais importante das nossas vidas”. “Acho fundamental que tenhamos a coragem, a ousadia e a verticalidade de dizer que a maior parte das pessoas se sente mal-amada e acho fundamental explicar aos nossos filhos que é mentira que acertemos no amor à primeira e que é notável aquilo que se passa dentro do nosso coração”, afirmou.

Neste sentido afirmou que “devia ser proibido dizermos aos nossos filhos que se deve casar para sempre”. “Sempre que namoramos mais um bocadinho, casamo-nos mais um pouco e sempre que deixamos de namorar, divorciamo-nos em suaves prestações”, concretizou a provocação, considerando o casamento tão sagrado como frágil. “É uma experiência sagrada porque duas pessoas que decidem comungar-se é uma experiência tão preciosa que é sagrada, mas é frágil porque, às vezes, os pais estão tão preocupados com a educação dos filhos que se esquecem de namorar todos os dias”, lamentou, lembrando que “pais mal-amados tornam-se piores pais”. “É fundamental que a relação amorosa dos pais esteja em primeiro lugar, antes da relação dos pais com as crianças”, sustentou.

Eduardo Sá defendeu que “as crianças devem sair o mais tarde possível de casa” e jardins de infância “tendencialmente gratuitos para todos”. “Não se compreende como é que a educação infantil e o ensino obrigatório não são a mesma coisa”, criticou, lamentando que os governantes, “nomeadamente a propósito da crise da natalidade”, não perguntem: “quanto é que uma família da classe média (se é que isso ainda existe em Portugal) precisa de ganhar para ter dois ou três filhos num jardim de infância”.

O psicólogo defendeu ainda jardins de infância onde as crianças “brinquem e ouçam e contem histórias”, tenham educação física, educação musical e educação visual. “O ensino básico não é muito importante senão para que, para além de tudo isto, as crianças tenham português e matemática”, disse, considerando ser “mentira que as crianças não tenham competências para a aprendizagem da matemática”. “É ótimo brincar com a matemática mas a matemática sem o português torna-nos estúpidos. Não consigo entender que este país não acarinhe a língua materna”, criticou.

Eduardo Sá disse ainda não achar que “mais escola seja melhor escola”, criticando os blocos de aulas de 90 minutos porque aulas expositivas daquela duração são “amigas dos défices de atenção”. “Acho um escândalo que as crianças comecem a trabalhar às 8h, terminem às 20h e que tenham, entre blocos de 90 minutos, 10 minutos de intervalo. Quanto mais as crianças puderem brincar, mais sucesso escolar têm”, defendeu, acrescentando que “os pais estão autorizados a ser vaidosos com os filhos mas proibidos de querer a criar jovens tecnocratas de fraldas”. “Devia ser proibido que as crianças saíssem do jardim de infância a saber ler e escrever”, advertiu.

A terminar, defendeu ser possível “ter sucesso escolar” e “gostar da escola”. “Tenho esperança que um dia as crianças queiram fugir para a escola”, concluiu.




18 comentários:

rita.cestmavie disse...

Claro que ele no geral tem razão, mas esquece-se de várias coisas como, por exemplo, a questão da escola ser um meio importantíssimo para a socialização da criança e que nalgumas, o facto de entrar mais tarde, pode ter consequências nefastas.
E para além disso, a escolha nos dias de hoje prende-se com a necessidade! E os pais não passam a ser piores pais só porque as crianças foram para a escola aos 5 meses. Infelizmente esta é a realidade para a maioria dos casais e assim vai continuar a ser!
Quanto ao apoio familiar diário que as crianças devem ter, infelizmente também existem pais que nunca o deviam ter sido e que julgam que quem tem que educar os filhos que eles puseram ao mundo são os outros, mas graças a deus estes não são a maioria ;)

Deve-se é tentar ajudar aqueles pais que lutam todos os dias para que os seus filhos tenham um rendimento escolar melhor. Com esses sim deve-se trabalhar e obviamente que se deve criticar para se encontrar soluções, mas na prática estes pais têm apoios?!

Isto para dizer que gosto do Eduardo Sá, mas que me irrita a forma como ele critica... Para criticarmos temos que ser visionários e na maior parte das vezes ele não é

Bjsss

Duchess disse...

Eu não sei se por o Eduardo Sá ter sido meu professor, de licenciatura e mestrado, e por tê-lo ouvido tantas vezes, embalada pelas suas palavras, eu gosto mesmo do que ele diz. E acho inclusivamente que tem razão em tudo. Claro que depois cada um recebe e transforma e aplica as suas palavras como entender.
A mim fazem-me muito sentido.
Para começar, há de facto escola a mais, ou pelo menos exigências a mais na escola. Falo principalmente da que conheço melhor, ou das que fui conhecendo enquanto mãe.
Por exemplo, o meu filho Manuel trz sempre tantos tpcs, todos os dias (e não só ao fds) que fica sem tempo para brincar, para não fazer nada. O mais velho começou os testes em Setembro e só parou em Dezembro. Se não eram testes, testes, eram mini-fichas que tinham para os professores a mesma importância do que os testes. Infelizmente está numa turma muito boa em que foi depositada a maior esperança. A escola já esteve no 1º lugar dos rankings e quer para lá voltar com esta turma, a turma de todas as esperanças (dito pela directora de turma). Claro que é giro e é óptimo, por um lado. Por outro, claro que há um preço exorbitante a pagar por isso. Claro que ficarão muitíssimo bem preparados, para a vida. Mas por outro lado preferia que ele estivesse numa turma mediana, em que a pressão não fosse assim tão elevada.
O meu filho Vicente entrou na creche em Setembro, aos 18 meses, porque achei que lhe iria fazer bem. Estava atrasado na linguagem e precisava de um empurrão, precisava de treinar a modelação/imitação com outros da mesma idade. A verdade é que o meti numa escola longe, fora de mão para nós, porque era a que tinha o tal currículo/plano pedagógico mais interessante: educação física, educação musical, educação visual. Pois, a verdade é que isso é mais no papel. A verdade é que ele está sempre doente desde que para lá entrou. A verdade é que o colinho dos avós seria melhor, se eles vivessem mais perto.
Sou completamente a favor dos netos passarem mais tempo com os avós. E isto é uma chamada de atenção para as minhas queridas mães-galinhas. Faz-lhes muito bem, mesmo. E eu tive de aturar educadoras a dizerem-me, com cara de más, que eles depois ficavam super atrasados em relação aos outros miúdos por terem faltado 15 dias seguidos. E eu vacilava, claro. Mas no fim ganhava o bom senso de mãe. Deixá-los ir, deixá-los diverti enquanto têm essa possibilidade. Já basta a obrigatoriedade ferrenha a partir do 1º ano do 1º ciclo.
Acho que os pais não têm tempo para os filhos, nem para si, nem para o outro, para o seu par. Mas têm que o arranjar, têm de ser criativos. Eu sou completamente a favor das famílias. Defendo as famílias acima de tudo, não fosse eu terapeuta familiar…mas acho que muitas vezes andamos a empurrar a vida com os ombros, só à espera que o tempo passe e não realmente a vive-lo. Andamos cansados? Certíssimo. Mas nós tomámos a decisão de ter filhos, de os trazer para um mundo que já sabíamos ser assim. Então precisamos de nos responsabilizar mais pelas nossas escolhas. Temos de ser proactivos. 20 minutinhos com eles, apenas isso. Temos de arranjar 20 minutos só para os ouvirmos, para brincarmos, para dizermos parvoíces e para rirmos. Esta é a nossa função.
Para terminar…realmente…pessoas mal-amadas dificilmente podem ser bons pais. Isto significa que se estão juntos, se vivem debaixo do mesmo tecto, os pais devem comunicar, devem acarinhar-se, devem amar-se. Pessoas mal-amadas não conseguem amar de uma forma saudável. Ou amam demais, completamente em excesso, de uma forma sufocante, ou amam de menos, criando laços inseguros com so filhos. Isro se estiverem juntos. Porque as famílias monoparentais também são ou podem ser saudáveis e felizes.
E claro, a velha máxima sempre a bombar, antes de tudo, acima de tudo: se eu não gostar de mim quem gostará?

sofia disse...

Eu também gosto do que este senhor tem para dizer!
E um grande sim a tudo o que disseste Duchess!
E não me lixem! que o meu medo do ano que vem (o ano em que a minha filha irá para a escola) são mesmo essas regras todas das escolas, essa grande falha - esse mito de que brincar é brincar, não é aprender
Se assim fosse, será que a minha amostrinha de gente já saberia tudo aquilo que sabe?
E quanto ao excesso de tpc's, uma tia minha passou por isso com o filho mais velho. o miudo nunca tinha tempo para brincar.
Entre o chegar a casa, banho, tpc's, jantar, o resto dos tpc's, era deitar e ao fim-de-semana nova dose
Pois ela fartou-se e foi à escola falar à professora e só lhe disse que se o filho passa a maior parte do dia na escola, não via necessidade de ainda levar tanto para fazer em casa e que a partir daquele dia só lhe iria permitir fazer uma ou outra ficha, que o garoto tinha mais era de brincar com o irmão mais novo e correr na rua e ela que fizesse o favor de não o castigar pela decisão da mãe!
Tanto que haveria a dizer...

Kiki disse...

Também tive aulas com ele! Ele hipnotiza as pessoas com a sua forma de falar! Se não fosse tão feio e não fosse casado, tinha-me casado com ele!!!! hahahahaha

Duchess disse...

ahahahahahahah
opá tu!!

Full-time Mom disse...

Mesmo sendo professora, contra mim falo, também acho que as crianças têm horas de escola a mais. Não têm tempo para brincar ou simplesmente fazer nada. No nosso tempo de crianças também tínhamos muitos trabalhos de casa, mas com a diferença de só termos escola de manhã ou de tarde, nunca o dia todo!
Também concordo que o melhor para as crianças é estarem com as famílias, pais, avós, tios... Considero uma GRANDE treta a história de que a creche/jardim de infância faz bem às crianças, que as desenvolve muito e que se não forem ficam uns atrasados e anti-sociais. Estes locais são bons sim mas para os pais, que podem ir à sua vida e deixar as crianças entregues. Desculpa o radicalismo mas não me cabe na cabeça que uma criança possa estar melhor na creche do que com os pais!!! A tal modelação/imitação de que falas também acontece, e muito melhor, quando na companhia de adultos ou crianças mais velhas. Sou completamente contra as creches com salas de 1 ano, 2 anos e por aí fora. Para mim, se os pais não tiverem mesmo outra hipótese, deve-se privilegiar a integração em salas mistas com crianças de várias idades para que possam imitar e aprender comportamentos de crianças de outras idades que não a sua.
Eu sei perfeitamente que ficar em casa com os filhos ou ter os avós para ajudar não é uma opção para muita gente, porque o ordenado que ganham paga a escola mas também paga a casa. No meu caso, optámos por eu ficar com eles em casa porque mesmo que sobrasse algum depois de pagar as creches não compensaria o facto de passar o dia longe deles. São opções, e acredito piamente que muita gente podia optar por este modo de vida mas não quer. Muitas pessoas estão habituadas a um certo nível de vida e ficar com os filhos em casa significa prescindir de um ordenado e de muitas coisas boas, e não estão para isso.
Já sei que me vão melgar por ter uma opinião tão radical, mas olha, não estou nem aí! :)
Beijos

Duchess disse...

Tu és mesmo radical:):)

Eu acho que lhes pode fazer sim. Mal não faz. os meus filhos mais novos entraram cedo na creche (7 meses o mais velho e 4 meses o mais novo) e acho que é um menino que regula bem!

E depois lá está...há avós e avós. se for para o menino passar o dia inteiro à frente da televisão...não me parece que lhe faça lá muito bem.

Por isso é preciso ver caso a caso.
Por exemplo, ficar em casa com os meus filhos não é opção porque o que eu ganho paga muitas coisas. Mesmo que tirasse o do meio do colégio (porque é o único que está a pagar agora) isso não mudaria nada. Nem sequer é porque eu quero ou não trabalhar. Eu preciso e pronto. Não podemos de todo prescindir do meu ordenado. Já falei com algumas mães que compensa e eu, se é isso que elas querem, dou a maior força. Depende muito do que é que ganham, obviamente, do horário que têm, etc, etc.

Mas não acho que a creche seja um bicho papão. acho mesmo que lhes pode fazer bem. Eu optei por fazer isso com o Vicente porque era a opinião geral: pais, avós, pediatras e educadores.

Full-time Mom disse...

Claro que mal não faz! Era melhor! :) Mas venha quem vier, os pais ou outra família (como é óbvio não estou a falar de gente disfuncional!) são as melhores opções para as crianças. Bjs

Ana Margarida disse...

Olá! É a primeira vez que comento aqui. :)

Há vários lados nisto, em que toda a gente tem o seu bocadinho de razão. É que é muito bom dizermos que as crianças deviam estar com a família o mais que pudermos, mas a verdade é que em muitos casos (a maioria) são mesmo precisos os dois salários a entrar na conta... Os apoios à maternidade/paternidade são poucos, e não permitem grandes escolhas.
Por outro lado, mesmo não sendo mãe ainda (só na próxima semana), também não posso deixar de concordar que se passam horas a mais na escola, e à volta da escola. Vejo isso pelos miúdos que conheço: um dia laboral inteiro na escola, e chegam a casa e ainda há mais TPC para fazer! Bolas, 8 horas por dia não lhes chegam? Até para um adulto é esse o limite!

Duchess disse...

Olá Ana, bem-vinda!
isto é engraçado. Porque estou a trabalhar ao computador, posso por vezes ter uma conversa/resposta quase imediata:)

Espero que tenhas lido os comentários anteriores. Eu sou daquelas que precisa mesmo dos dois salários. E sou daquelas que tenho perto os sogros, que não ajudam, e longe os meus pais.
O que eu quero dizer é que os miúdos devem estar com a família alargada quando puderem, o máximo de tempo que puderem. No meu caso específico é férias (Verão, Natal e Páscoa) quando são mais velhos e temporadas de 15 dias, de vez em quando.

Muitas vezes os pais nunca estão muito tempo com os filhos e depois sentem-se culpados de os deixarem ir de fds para os avós. Faz-lhes bem, acredita.
Tal como disse, tenho pena da minha realidade não ser outra, mais prosaica, mas é a que tenho. Tento é adaptar as palavras do Eduardo Sá à minha realidade e transformar/mudar um bocadinho as coisas, acreditando piamente que as pequenas mudanças geram grandes feitos.

Beijinhos e tudo a correr bem para a semana que vem!
:)

Mamã Petra disse...

Adoro ouvir o Eduardo Sá, e não soube que andou aqui nos nossos Algarves, a escola está a aumentar cada vez mais, porque os pais estão cada vez mais egoistas, estou em casa a ser a mãe m full-time á 1 ano e 4 meses, e estou a adorar, mas mesmo quando trabalhava e tinha um horário enorme, e fazia viagens, todas as minhas férias eram com eles, escolhidas de acordo com a escola dos mais velhos e o mais novo ficava connosco, e faziamos muitos programas divertidos e educativos, o meus filhos cresceram a saber que tinham de partilhar, o serem mais ajudou nisso, mas infelizmente assisti a reuniões de pais no infantário do mais novo com educadoras a pedir por favor aos pais para ficarem com os filhos no minimo um mês por ano, porque havia casos de crianças que ficavam das 7h ás 19h todos os dias do ano, o infantário só fecha uma semana por ano, para limpezas gerais, e estou a falar de crianças com 1 a 2 anos. Os meus filhos mais velhos são filhos do meu 1º casamento, mas adoram o meu marido, para eles é um pai, um amigo, um companheiro de brincadeiras, namoramos muito e brincamos muito com eles, nem todos educam os filhos a partilhar e a amar, mas seria um mundo bem melhor se assim fosse. Infelizmente a nossa sociedade é muito egoista, e o filho unico ou dois é para mostrar á familia e amigos, como sendo o maior em tudo. Aqui aomos todos normais com problemas claro mas muito felizes. Somos o apoio uns dos outros.


Beijinhos e até já ....

shanna disse...

concordo plenamente... e eu não diria melhor!!:D
as melhoras dos pikenos

Ana Margarida disse...

:)

Acho que tens toda a razão nessa flexibilidade. É que as palavras podem ser excelentes, mas depois a nossa vida encarrega-se de nos mudar um bocadinho (pequeno ou grande!). E depois vem toda a culpa, e a pressão imensa para o "tempo de qualidade", e ir aqui e ali com os miúdos, e fazer tudo e mais alguma coisa, porque senão falhamos como pais!

Uma boa parte de mim disse...

Querida Duchess,
1º, assim só para começo de conversa, tenho a dizer-te que tive o privilégio de entrevistar o Eduardo Sá. Podes ouvir-nos aqui:

http://ww1.rtp.pt/icmblogs/rtp/espumadosdias/index.php

do lado direito, nos podcast, creio que é o de dia 17, mas não tenho a certeza pq o meu media player está a fazer greve quando tento ouvir...

Pronto, este ponto era só para fazer inveja :P

2º. sou há muitos, muitos anos uma fã do que escreve. O primeiro livro que li dele foi-me oferecido e nunca mais deixei de o seguir. Claro que muitas vezes se repete, além de que tem um discurso muito próprio, que muitas vezes faz com que não seja bem interpretado. Costumo dizer que fala do avesso para o direito, mas eu adoro por isso mesmo.

Quanto ao post, muito, muito obrigada por ele. Com a devida licença, vou partilha-lo no meu lugar ao sol.
Um beijo e um abraço,
M.

Duchess disse...

Primeiro: pára tudo. TUDO.
Eu adorava este programa e ainda não tinha associado. Estou feliz, tão feliz:)

Segundo: estou a ouvir o do dia 17 e acho que não é esse.

Terceiro: e eu sentava-me perto dele, no meu 2º ano, no meu 4º ano, no 1º de mestrado... E o meu último trabalho para ele foi sobre a depressão na infância (Bem-me-quer, Mal-me-quer. Tudo, pouco ou nada). E tive a nota máxima:):):)


Um beijo e um abraço

Uma boa parte de mim disse...

TU FALAS SÉRIOOOO??? NÃO ME ACREDITO!!! :)))

Se não é o de dia 17, ou é o de cima, ou o de baixo... ca nervus que não consigo ouvir e tb tenho saudades!

Jsobre o 3º ponto: já gosto um bocadinho menos de ti... :P

Copy/paste, aqui: http://deixaentrarosol2.blogspot.com/2012/01/ousar-educar-para-o-amor.html

Duchess disse...

Agora claro que vou ouvi-los a todos!

Já estive a ver. Estou emocionada. Que honra.

Tella disse...

Mto bom!

(agora não, mas amanhã, vou ler os comentários todos)

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...