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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Coisas dele

Vicente


Depois de 2 filhos portugueses
apareceu-me um terceiro espanhol. Mas eu juro que não andei a fazer nada que não devesse.

Com ele descobri mesmo o que é os timmings de cada um. Por esta altura já os mais velhos praticamente pediam “era uma café e um copo de água ohfazfavor”.
Com ele assustei-me a sério e misturei cá dentro os meus medos de psicóloga e de mãe e pensei o pior. Não só não falava como não respondia ao nome, como não apontava, como não dizia nada de nada até tarde. Levámo-lo à consulta de desenvolvimento. Fez exames completo de audição. Afinal estava tudo bem e só estava ligeiramente atrasado na linguagem. E esperámos, entre o pacientemente e o amedrontados. E ele finalmente desabrochou e começou a dizer tudo. 
E com ele eu descobri que devemos estar sempre atentos sim. E com ele eu descobri que se temos dúvidas e receios devemos ir à luta, devemos ir perguntar e investigar. Pôr a cabeça na areia nunca. Mas com ele também descobri o que é aceitar que os filhos são todos diferentes e que há uns que falam mais cedo e outros bastante mais tarde. Que uns se desenvolvem de uma maneira e outros de outra.

Finalmente desabrochou. E está tão fantástico. Na fase mais engraçada de sempre.De se comer. Mesmo.

Ainda ontem deitei-o e saí do quarto. E ele:

- Oh mãeeeeeee.
Como eu não respondi
- Oh mamããããããã.
Como eu não respondi
- Oh Piaaaaaaaaaaa.





Não é engenhocas, não é um inventor.
Neste momento sódestrói é o segundo nome deste meu rapaz pequenino.
Tinham-lhe dado uma bicicleta tão gira mas tão gira pelo Natal, que ficou guardadinha até segunda-feira passada. E que bem que estava guardadinha. Uma bicicleta com um ciclista em cima e que andava sozinha e tinha música e luzinhas e tudo e tudo. Primeiro tirou uma perna ao ciclista. Depois tirou a outra. Mais tarde tirou-lhe um braço e juro que ontem o vi a tentar tirar-lhe o outro. Partiu a caixinha das pilhas...bem, caos total. Não se pode.

Comprámos-lhe um balão de hélio e amou. Recomendo vivamente!

E ontem trouxe a sua primeira mordidela no braço e eu não gostei mesmo nada. Até porque ele nunca fez nada do género, nem na escolinha, nem cá em casa. Há miúdos que gostam de experimentar a dar umas trincadelas a torto e a direito. O meu é um destruidor de coisas mas é muito meigo com as pessoas, principalmente com a irmã. Não suporto pensar que ele pode vir com esse comportamento aprendido lá de fora e começar às mordidelas cá em casa, especialmente no nosso elo mais fraco.

E está quase quase a fazer 2. Uau.


20 comentários:

Flores disse...

oh sô dona duchess maria, só ao terceiro 8no infantário) é q descobriste q os miúdos passam TODOS por essa fase das mordeduras? A minha mãe tb se indignava mto por morderem o meu, até os papéis se inverterem. Um dia queixaram-se de q ele tinha mordido 6 (:O:O:O). Mandei a minha mãe tratar do assunto com as mães dos outros. :))) É uma conversa cíclica nas reuniões dos meus, por volta dessa idade.

Tânia (Mamã do Santiago) disse...

É impossivél nao comparar, principalmente quando são os nossos filhos e claro estar alerta :)

Kiki disse...

Coisa mais querida! Deve ser dos Vicentes!
O meu também só ouve quando quer, só aponta quando quer e só diz 3 ou 4 palavras! Faz as gracinhas uma vez e depois nunca mais as repete... Uma tristeza! hahahahah

Full-time Mom disse...

Também houve uma bicicleta dessas barulhentas cá por casa, graças a Deus também foi destruída!!! ;)
Pois é, são todos diferentes mas é impossível não comparar... O meu mais velho com a idade que tem a mais nova não só falava, ele conversava como gente grande! E ela só agora começou a juntar umas palavritas tipo "toma mamã, pa ti", "na quero, na pesta"...
Beijinho

Duchess disse...

oh sô dona Flores Maria, sabe que os meus filhos nunca morderam? O Afonso trouxe uma mordidela uma vez e o Manel duas vezes arranhadelas mas eu perguntava várias vezes se eles faziam isso aos outros e sempre me disseram que não. Não são diferentes dos outros, não são melhores do que os outros...muito pelo contrário, mas isso não faziam.
E, ainda hoje estava a levá-lo para a escolinha e pensei, claro que hoje já relativizei mais a coisa mas a primeira vez é a primeira vez e não consigo apenas dizer"Oh é da vida". Simplesmente não consigo.

Não sou mãe galinha mas sou mãe leoa:)

Duchess disse...

kiki: deve ser mesmo!

Entre nós também havia a sensação que era teimosia porque ele olhava quando queria, dizia qualquer coisa quando queria, embora muito raramente. E quanto mais tentávamos estimulá-lo pior era.

Mas em contrapartida tinha uma afectividade fantástica connosco, um contacto visual para lá de excelente.

Mas de qualquer forma assustou-nos.

Duchess disse...

Full-time Mom: sabes que o pai também gostou imenso que a bicileta cutchi-cutchi tivesse sido destruída??

:)

TERRA DE CORES disse...

A parte da mordidela já respondi no FB... :)
Sobre a fala... o F começou a falar mto mas mto tarde... havia pessoas q até me diziam q devia ir fazer terapia da fala ?!?!
Mas é mm deles, são diferentes... os filhos dos meus amigos c a mm idade do F já falavam "mil" palavras bem explicadas e o F devia dizer umas 3 e a mto custo.
Com praticamente 2 anos é q começou a falar e de repente começou a dizer imensas palavras. Agora q fez 3, fala pelos cotovelos. "E isto o q é?" "Para que serve?" E começpu na famosa fase dos primeiros porquês... :) "Porquê?" De tudo e sobre todas as coisas (mais simples).
Bem, já não falo também do estranho gosto de destruir brinquedos! O pai fica doente (q toda a gente gaba de nunca ter estragado nada). O F gosta mm de tirar peças de todos os brinquedos, sejam eles dos mais resistentes ou dos mais frágeis.
Ele bicicleta ainda não teve, mas mal lhe demos uma mtoa com 2 bonecos, arracoulhes os braços e o volante... e eu juro que lhe explico tantas vezes q assim vai ficar sem brinquedos, pq tem poucos em que resistem as peças todas :)
Bjinhos

Flores disse...

com o segundo tb nunca tive gdes stresses com isso, mas na sala do mais velho havia uma menino q mordia imenso. Os outros passaram a fazê-lo, por imitação, claro, sô dona duchess leoa. :D :D

Duchess disse...

rauuuuuuuuuu

:)

sofia disse...

Por aqui a fase das mordidelas foi muito curta; ela mordeu-me uma vez, eu ralhei, ela mordeu-me à segunda e ralhei, à terceira mordidela mordisquei-a de volta e acabou-se a fase das mordidelas!
E quanto à fala.... a I já passava dos 2 anos quando se dignou a falar algo de jeito
interagia connosco, mas nada de falar
Toda a gente dizia que lhe faltava o infantário, ou algo do género
Certo dia falou, como se tivesse falado toda a vida!
Com um destruidor desses estás feita - não vão haver brinquedos que resistam! :D

Uma boa parte de mim disse...

Assim, de uma vez só, um comentário num só post, por conta de todos os outros que espreitei: tinha saudades tuas e de te ler. Ainda que num estado de mãe-dona-de-casa-professora universitária-á-beira-de-um-ataque-de-nervos.
Coragem, mulher!
E um beijo grande

Ana disse...

Como te percebo quanto à mistura dos medos e como te gabo a postura de estar alerta.
Não tenho formação na área da saúde, li sobre desenvolvimento infantil como a generalidade das mães lêem, mas tenho a sorte de ter uma mãe que sabe muito disso e, por essa razão, não me escapa um comentário do pediatra menos consensual, nem uma advertência da professora de natação quanto ao pouco contacto visual ou um ou outro comportamento do pequeno.
De todas as vezes fui procurar saber mais, fi-lo sempre com serenidade, sem entrar em pânico. Tenho uma médica amiga especialista em desenvolvimento que visito quando estes "medos" me assolam, recorri a profissionais para estimular a agilidade motora do Pedro e não me deixo ficar com qualquer dúvida, com qualquer bichinho a moer-me a cabeça.
Mas tenho muitas vezes a sensação de que algumas pessoas, algumas muito próximas, me olham como se fosse uma exagerada e ouço baixinho (não literalmente claro)"lá está ela..."

Joana disse...

Adoro isso de lhes dar tempo!

Duchess disse...

Ana, gostei tanto do teu comentário que nem imaginas.

Falarmos dos nossos medos não é coisa fácil.

Beijo grande, grande a todas.

raquel disse...

:) Vicente lindo.

A minha mãe passou tudo isso que descreveste com o meu irmão. Há 30 anos atras! Em que toda a gente achava que ela era doida por correr tudo em busca de respostas. Mas eles correram quanto pediatra havia, porque o pequeno não falava, não respondia aos quase 2 anos.
Preguiçosito era o que era. E depois começou a falar de um momento para o outro.
Só que estavam mal habituados porque tinham uma pequena que ao ano já dizia palavras, e ao ano e meio quase tinha conversas.
Por isso detesto comparações! E a minha mãe nem pode ouvir falar nisso.

Quero-as muito longe do meu pequeno A. que ainda não se senta, não rebola (etc., etc).

Beijinho enorme em vocês. E um muito especial no pequeno Vicente*

Mamã Petra disse...

Curioso tambem foi ao 3º que me surgiram alguns medos no desenvolvimento, no meu caso acho que o fato dos mais velhos ser um rapaz e uma rapariga não comparei, mas o Gabriel começou a falar tarde, e gaguejava, ou seja, demorava muito a dizer as palavras e a mim parecia que gaguejava, pedi ajuda á educadora que o acompanhou desde os 4 meses até aos 5 anos e o conhecia tão bem como eu, e ela tranquilizou-me cada um tem o seu tempo, e os filhos são todos diferentes. A destruir começou cedo, cedissimo, o Infantário faz uma festa de Natal grande no teatro da nossa cidade, onde o Pai Natal destribui as prendas, há 2 anos, a dita nem chegou inteira ao carro, ou melhor nem saiu de lá inteira.

Beijinhos

Duchess disse...

:):)

Beijinhos!

Só sedas disse...

Adoro estes relatos :) Gostava, mas não sei se seria capaz de ser mãe de taaantos. Parabéns!

Duchess disse...

Só sedas: acredita que eu penso o mesmo, dia sim dia não. Será que consigo ser mãe de tantos??
Antes de os ter achava que sim. Agora depois de os ter já tenho as minhas dúvidas. Honestamente não é fácil. Sem descriminar, as mães de 1 ou de 2 não fazem ideia. É um outro nível, completamente.

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